terça-feira, 21 de agosto de 2012

Caçada em África

      A empresa mineira “Lonmin” (https://www.lonmin.com/), com sede em Londres e exploração em Marikana (a cerca de 100 Km de Joanesburgo), na África do Sul, anunciou hoje que, afinal, não vai despedir os trabalhadores em greve, apesar de os ter ameaçado que se hoje não votassem ao trabalho perderiam o emprego.
      Cerca de 30% dos trabalhadores voltaram ao trabalho enquanto os restantes, reunidos no exterior das instalações mineiras, decidiam continuar a greve, pelo menos por mais uma semana, também de luto pelos 34 mineiros mortos pela polícia, insistindo, no entanto, que preferem morrer a voltar à escravatura da mina.
      Há quatro dias atrás, e após uma semana de greve, a polícia disparou indiscriminadamente sobre os manifestantes tendo morto 34 e ferido 78 mineiros. A polícia referiu que o fez como autodefesa, uma vez que os grevistas para eles se dirigiam com a intenção de os atacar.
      Um mineiro afirmava a um jornal sul-africano: «Já morreram pessoas, por isso não temos mais nada a perder… Vamos continuar a lutar por aquilo que acreditamos ser uma luta legítima por ordenados que permitam viver. Preferimos morrer como os nossos companheiros a desistir. A única coisa que pode acabar com esta greve é uma resposta positiva da administração. Ainda me pergunto por que é que a administração se recusa a negociar connosco.»
      Os trabalhadores exigem melhores condições de trabalho e um aumento de salário para o triplo do que ganham actualmente: cerca de 300 euros.
      Antes da morte dos 34 mineiros já tinham morrido 10 pessoas em confrontos entre dois sindicatos e entre os trabalhadores e a polícia.
      O chefe da polícia sul-africana, Riah Phiyega, disse que os polícias que dispararam sobre os grevistas não devem arrepender-se do que aconteceu: «A segurança pública não é negociável. Não lamentem o que aconteceu.»
      O massacre foi já amplamente classificado como o pior derramamento de sangue em confrontos entre polícia e trabalhadores desde o fim do apartheid, em 1994.
      O presidente do país (Jacob Zuma) decretou uma semana de luto e criou uma comissão interministerial para lidar com a crise, reiterando que é necessário um inquérito judicial e afirmando que: «Temos de evitar apontar o dedo e recriminar. Temos de nos unir contra a violência.»




segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Angiolillo

      Num dia como o de hoje, do ano de 1897 (há 115 anos), foi executado com o garrote o anarquista italiano Michele Angiolillo Lombardi, com 26 anos de idade (1871-1897), na prisão de Vergara (Guipúzcoa) (Pais Basco) (Espanha).
      A sua condenação à morte foi motivada pelo atentado que cometeu contra o presidente do conselho espanhol (António Cánovas del Castillo).
      Angiolillo era adepto da propaganda pelos atos, tendo escrito diversos artigos que, considerados subversivos, lhe valeram condenação a 18 meses de prisão pela publicação.
      Depois de Itália, viveu em Marselha, Barcelona, Bruxelas, Lisboa, Paris e Madrid.
      A sua execução ocorreu 12 dias após o atentado. Angiolillo foi até à estação balnear de Santa Agueda, no País Basco, onde, com quatro tiros de revólver, mata o político reacionário presidente do conselho espanhol, responsável pela tortura e pela execução de anarquistas em maio desse ano em Montjuich (Barcelona), bem como contra a guerra colonial que a Espanha mantinha nessa altura em Cuba. Uma vez concretizado o atentado deixou-se prender.

domingo, 19 de agosto de 2012

A Solidariedade

      Num dia como o de hoje (19 de agosto), do ano de 1888, saia à luz em Sevilha (Espanha) o jornal “La Solidaridad”.
      Este quinzenário sairá durante 59 números até 1889.
      No número de 12 de janeiro de 1889 é publicado o artigo de Mella “La Anarquia no admite adjetivos” (O Anarquismo não admite/necessita adjetivos).

sábado, 18 de agosto de 2012

Apartheid

      Num dia como o de hoje mas do ano de 1964 (há 48 anos), o Comité Olímpico Internacional bania a África do Sul dos Jogos Olímpicos, por não renunciar ao regime de segregação racial conhecido por “apartheid”.
      O regime de segregação racial determinava, por lei, que os brancos detinham o poder total e os demais cidadãos não brancos deveriam viver separados dos brancos com regras próprias que lhes impunham, não lhes permitindo qualquer direito de cidadania.
      A segregação ia ao pormenor de distinguir os transportes públicos, havendo transportes próprios para brancos e outros, piores, para negros, com as suas respetivas e distintas paragens. Segregava-se tudo: lojas, praias, piscinas, bibliotecas, até os bancos nos jardins tinham indicações de “só para brancos” ou “só para europeus” e “para não europeus”.


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Federação Ibérica da Juventude Libertária

      Num dia como o de hoje (17 de agosto) do ano de 1963 (há 49 anos), em Madrid, eram executados, pelo garrote, dois jovens ativistas das Juventudes Libertárias (F.I.J.L.): Joaquín Delgado Martinez e Francisco Granado Gata.
      Presos e torturados depois do atentado do dia 29 de julho desse mesmo ano, isto é, 19 dias antes, foram julgados no dia 13 de agosto por um conselho de guerra que os condenou à morte, sem provas, considerando-os culpados do atentado que de facto não cometeram ainda que com ele pudessem concordar.
      O atentado consistiu na explosão de duas bombas contra a sede da Direção Geral de Segurança que causou cerca de vinte feridos ligeiros, por ter deflagrado prematuramente. Este acontecimento veio justificar todas as ações seguintes levadas a cabo pela polícia espanhol detendo todos os antifranquistas (Franco, o general ditador).
      Em baixo podes ver um fragmento de um folheto em que se apela à juventude para que esteja preparada e ingresse nas Juventudes Libertárias, bem como as fotos dos companheiros executados.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Coragem Companheiros

      Num dia como o de hoje (16 de agosto) do ano de 1894 (há 118 anos), pelas 04H55 da manhã, em frente à cadeia de Saint-Paul, ocorria a execução pela guilhotina do jovem anarquista Sante Geronimo Caserio, aos 22 anos de idade (1873-1894).
      Caserio foi um anarquista italiano que se celebrizou por ter apunhalado e morto o presidente francês, com um único golpe.
      Caserio mandou fazer um punhal de propósito para o ato, com cabo em cobre e listras intercaladas de veludo negro e vermelho.
      Em junho, após um banquete, dirigindo-se o presidente francês, em carruagem aberta, a um baile de gala, Caserio saltou para a carruagem e, de um só golpe, apunhalou o presidente, cravando o punhal entre o pescoço e o peito.
      No julgamento, Caserio veio a ser condenado à pena de morte, por guilhotina, tendo recebido o veredicto com um grito de “Viva a Revolução”.
      As suas últimas palavras no tribunal foram:
      «Se os governantes podem usar contra nós espingardas, correntes e prisões, nós devemos – nós os anarquistas, para defendermos nossas vidas – devemos ater-nos às nossas premissas? Não. Pelo contrário, a nossa resposta aos governantes será a dinamite, a bomba, o estilete, o punhal. Em uma palavra, temos que fazer tudo o possível para destruir a burguesia e o governo.»
      No cadafalso, segundos antes de morrer, Caserio gritou à multidão que assistia:
      «Coraggio compagni e viva l’Anarchia.» (Coragem Companheiros e viva a Anarquia [o Anarquismo]).
      A memória de Caserio, bem como do seu corajoso maior ato não foi apagada com a sua execução, tendo sido sempre recordado ao longo dos anos seguintes. Um ano depois, assinalando a data da sua execução, em Itália, uma bomba explodia no consulado de França e em 1896 surgiria até uma revista publicada em castelhano, em Buenos Aires, intitulada “Caserio”.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

"Anonymous" é Marca Registada

      Uma empresa francesa registou como marca o nome “Anonymous”, o logótipo e um dos “slogans” dos ativistas: “We are Anonymous, we are legion, we do not forgive, we do not forget, expect us.” (Somos Anonymous, somos muitos, não perdoamos nem esquecemos, contem connosco).
      A pequena empresa francesa chama-se “Early Flicker” e o registo remonta já a fevereiro deste ano, no registo de patentes francês. A empresa usa o registo para vender “T-shirts”.
      O gerente da empresa divulgou uma nota no sítio da Internet esclarecendo que não pretende fazer dinheiro com os símbolos e que só vende dois ou três artigos por dia.
      Um internauta denominado “Anonymous francophone” colocou um vídeo intitulado “Anonymous não está à venda”, e promete represálias contra o gerente da empresa caso não deixe abandone o registo.
      Entretanto, a página da “Early Flicker” na Web http://www.eflicker.fr passou a estar indisponível, o mesmo sucedendo com a loja da empresa no sítio de leilões “eBay”.
      Anonymous” (Anónimos) denomina um coletivo de ativistas, sem uma estrutura organizada, que atua essencialmente “online”, maioritariamente em causas relacionadas com a liberdade de expressão. O coletivo nasceu nos Estados Unidos como um grupo de contestação à Igreja da Cientologia, mas entretanto alastrou a outros países e a outros assuntos.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Kelly Condenada a Prisão


      Kelly Pflug-Back (de 23 anos de idade) foi julgada por participar nos distúrbios contra o G-20 de 26 de junho de 2010 em Toronto (Canadá).
      Kelly foi detida durante as posteriores operações repressivas e acusada, num primeiro momento, de conspiração e assalto a um polícia e ficou, desde então, num regime de estrito arresto domiciliário, além de proibições e severas restrições de se relacionar com o resto dos implicados no mesmo caso, entre eles o seu companheiro sentimental.
      Por fim, Kelly foi acusada de 7 crimes por danos materiais, destruição de 3 carros da polícia e ataques contra estabelecimentos como a McDonalds, Adidas, American Apparel, Urban Outfitters e CIBC, para além de “por uso propositado de disfarce contra a polícia”.
      Durante o julgamento, Kelly reconheceu a culpabilidade das acusações contra ela formuladas e não demonstrou, perante elas, qualquer desculpa ou arrependimento, permanecendo indiferente ao julgamento e sentença.
      De acordo com a versão da polícia, Kelly dirigiu os ataques do "Black Bloc" evitando os ataques a pequenos comerciantes.
      O juiz, na sentença, com ânimo de outorgar dramatismo à mesma, afirma que os clientes e o pessoal que trabalhava nos estabelecimentos ficaram traumatizados e vincou ainda o facto de Kelly não ter demonstrado qualquer arrependimento.
      O julgamento terminou no passado dia 19 de julho e Kelly foi condenada a 15 meses de prisão efetiva, seguidos de 3 anos de liberdade vigiada. Esta é uma das sentenças mais graves no Canadá no que se refere a distúrbios de rua. Os demais processados do “Black Bloc” foram condenados a penas não privativas da liberdade.
      Kelly sempre reivindicou os atos, justificando o uso da cara tapada da seguinte forma:
      «Creio que cobrir-se a cara durante um protesto é uma forma de transmitir uma uniformidade e o anonimato; a minha identidade individual não tem importância, o que interessa é a causa mais ampla.»
      Após a sentença declarou: «Desde a minha detenção tenho pensado sobre o assunto, de como o Estado pode dar uma sentença mais pesada por partir uns vidros que por assaltar alguém ou por fazer mal a um ser vivo. Isto demonstra bem que o sistema jurídico se baseia na preservação e proteção da propriedade privada dos ricos. Valora-se mais o dinheiro do que um ser vivo, isto é doentio.»
      Se quiseres podes escrever para Kelly, pelo correio, para o seguinte endereço:
Kelly Pflug-Back
Vanier Women Prision
P.O.Box 1040
655 Martin Street
Milton, Ontario
L9T 5E6 Canadá

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

A Estátua de Proudhon

      Faz agora precisamente 102 anos (13-08-1910) que se inaugurava a estátua de bronze de Pierre-Joseph Proudhon, realizada pelo escultor Georges Laethier e erigida na sua localidade natal (Besançon, França).
      Por ironia da história, a inauguração da estátua coincidiu com umas festas presidenciais, pelo que se assistiu a uma guarda militar e a discursos de políticos, todos rendendo homenagem àquele que é considerado o pai do anarquismo.
      A estátua foi, no entanto, retirada pelos Nazis, durante a ocupação da França e fundida, tal como muitas outras, para a realização de armamento.
      Em baixo está um postal da época com retrato da inauguração.

domingo, 12 de agosto de 2012

Se não to derem pega nele

      «Pede trabalho, se não to derem, pede pão e se não to derem, pega nele!»
      Emma Goldman (1869-1940)
      Emma foi uma anarquista conhecida pelo seu grande ativismo, seus escritos políticos e conferências que reuniam milhares de pessoas nos Estados Unidos. Teve um papel fundamental no desenvolvimento do anarquismo na América do Norte durante a primeira metade do século XX.

sábado, 11 de agosto de 2012

O Despertar Anarquista


      No vídeo abaixo está resumida toda a história do anarquismo, desde a Grécia Antiga até aos nossos dias, no Mundo em geral e na América Latina em particular, terminando com a biografia e pensamento de Daniel Barret (que também usava o pseudónimo de Rafael Spósito), sociólogo, jornalista, professor universitário e distinto militante anarquista uruguaio (1952-2009), cujo artigo “El mapa del despertar anarquista latinoamericano” serve de ponto de partida para este documentário.
      Daniel Barret dizia: «O anarquismo é minoritário, no entanto, tal facto nunca foi para nós motivo de impedimento. Os anarquistas sabemos aproximadamente o que queremos e quais os caminhos que nos podem levar nessa direção. Não temos a certeza quanto a um hipotético triunfo final, se é que existe um final, e isso nos paralisa? Evidentemente que não. Porquê? Porque a própria prática libertária é um objetivo em si mesma e o próprio facto de traçarmos um caminho próprio constitui uma meta e uma vitória.»

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

A Expropriação de Alimentos


      Esta semana, os membros do Sindicato Andaluz de Trabalhadores (SAT) realizaram expropriações de alimentos numa rede de supermercados da Andaluzia (Espanha) com o objetivo de obter alimentos para uma cantina social.
      A ação foi levada a cabo nos supermercados "Mercadona", na localidade de Écija (Sevilha) e de Arcos de la Frontera (Cádiz). Esta ação foi liderada por Juan Manuel Sánchez Gordillo, de 33 anos, eleito presidente do município de Marinaleda e deputado da IU (Esquerda Unida) no Parlamento da Andaluzia.
      Cerca de 200 sindicalistas entraram no supermercado, encheram 10 carrinhos de compras com bens de primeira necessidade e forçaram a sua saída sem passar pelas caixas. Houve um momento de tensão quando alguns funcionários tentaram impedir que o grupo levasse os produtos e, supostamente, uma funcionária terá sido agredida. Os ânimos acalmaram-se com a chegada da polícia e o grupo pôde sair do estabelecimento com todos os produtos sem pagar nada.
      Juan Gordillo diz que “Alguém tem de fazer alguma coisa para as famílias continuarem a comer."
      Gordillo garante ainda que vão fazer mais ações e afirma que não pretende fugir, apesar de se constar que o ministro da Administração Interna, já dera ordem de prisão para Gordillo e os restantes autores da ação, tendo sido, para já, dois deles detidos e depois postos em liberdade.
      Gordillo explica ainda que organizou a ação de modo a que as autoridades não conseguissem impedi-la. "Fiz uma manobra de distração para a polícia me seguir, assim os meus colegas entraram no supermercado e tiraram os carros com os alimentos."
      Gordillo explica aos mass media que não se trata de um assalto mas sim de uma "expropriação forçada" de alimentos de primeira necessidade, como: azeite, açúcar, arroz, massa, leite, bolachas e legumes.
      Juan Manuel Sánchez Gordillo é presidente do município de Marinaleda desde 1979, tendo já liderado revoltas de ocupação de terras. É deputado no Parlamento da Andaluzia desde 2008, representando a província de Sevilha.
      A CNT de Andaluzia exprimia assim o apoio à expropriação, segue síntese adaptada e traduzida:
      «Esta ação tem um triplo valor: em primeiro lugar quebrou o discurso hegemónico de tratar de justificar que sejam os pobres e os trabalhadores a pagar os destroços da crise. Depois de privatizar tudo (educação, saúde, água, etc.), depois de destruir, de uma vez só, os mais elementares direitos laborais, depois de subir os impostos, etc. Parece que hoje os dirigentes do Banco Central Europeu têm a receita para que o sul da Europa saia da crise: baixar os salários e cortar ainda mais os direitos laborais e sociais. Ou seja, mais do mesmo daquilo que até aqui nos trouxe.
      A ação do SAT fez emergir na vida pública que os trabalhadores não querem pagar a crise que não criaram e que existem múltiplas alternativas ao que hoje ocorre, designadamente, apostar por uma redistribuição dos recursos mais equitativa.
      Em segundo lugar, esta ação, veio mostrar a irracionalidade de um sistema económico em que as grandes empresas acumulam alimentos e até os destroem, enquanto a poucos metros existem centenas e milhares de pessoas a passar por necessidades. O mercado é, claramente, uma instituição incompetente para controlar os nossos recursos. É necessário construir alternativas baseadas no cooperativismo, algo que no SAT já fazem há muitos anos e hoje se pode comprovar nas experiências de Somonte e das Turquillas.
       Em terceiro lugar, satisfaz-nos ver que, frente aos pactos e subsídios milionários dos sindicatos oficiais CCOO e UGT, existam sindicatos combativos que apostem pela desobediência. Pode ser que a ação do SAT seja ilegal mas essa ilegalidade não foi o povo que a concebeu. A lei representa os interesses e os valores dos poderosos e uma mudança social só será possível se se estender a desobediência e a solidariedade com os desobedientes.»
      Há cerca de 15 dias, Sánchez Gordillo e outros sindicalistas do SAT ocuparam e mantêm a ocupação desde então de uma propriedade do Ministério da Defesa espanhol na localidade de Écija. Reclamam que o Exército dê as terras aos agricultores que estão passando fome.
      Em Espanha quase 25% da população está desempregada e o país atravessa uma profunda depressão económica.
      Mais info em:



quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Tudo Por Fazer


      “Tudo Por Fazer” é o nome da publicação anarquista do estado espanhol, de seu verdadeiro nome “Todo Por Hacer”, que acaba de disponibilizar no seu sítio da Internet o último número relativo a este mês de agosto de 2012.
      É o seu número 19 desta publicação mensal que começou a editar esta publicação, de forma ininterrupta, há, portanto, 19 meses, isto é, desde fevereiro de 2011, pese embora já desde 2010 que se iniciara nestas andanças divulgativas.
      Esta publicação não está só em formato digital (gratuito) no seu sítio mas também em formato de papel nas ruas, essencialmente de Madrid, onde tem sede, igualmente com distribuição gratuita.
      Esta publicação editou ainda, alguns trabalhos temáticos: em setembro de 2010 sobre a Reforma Laboral, em fevereiro de 2011 sobre a Reforma das Pensões, também em 2011, um terceiro sobre as Eleições de 20 de novembro e, o último até agora, sobre a Reforma Laboral do atual governo espanhol, editado em fevereiro deste ano 2012.
      Na coluna dos “Sítios a Visitar” está uma ligação permanente a “Todo Por Hacer”, onde podes descarregar a última publicação e todas as demais.
      Nesta edição encontrarás os seguintes artigos:
      - Miércoles negro
      - Quieren acabar con todo? No, nosotros queremos acabar con todo! Balance y reflexiones sobre las movilizaciones del mes de julio
      - Sobre los fuegos en Valencia, los recortes y la militarización de las emergencias
      - Presencia policial y planificación urbanística: las nuevas herramientas de control social al servicio del poder en Lavapiés
      - Lucha por la autogestión de una fábrica en Tesalónica
      - La maquinización del mundo: Val di Susa como ejemplo
      - La tiranía de la imagen
      Há ainda livros e outras publicações recomendados, um filme e a referência aos últimos programas de alguns projetos radiofónicos.


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Cruz Negra Anarquista Desde Adentro


      Os coletivos sob a designação de “Cruz Negra Anarquista” existem em diversas partes do planeta, ultrapassando já os 30 coletivos locais, centrados na problemática das prisões e dos presos.
      Estes coletivos estão organizados por aqueles que estão fora das prisões, no entanto, acaba de chagar a notícia do primeiro coletivo organizado dentro de uma prisão e que assim nasce de dentro para dentro, ao contrário do que era habitual: de fora para dentro.
      Este novo coletivo denomina-se “Cruz Negra Anarquista Desde Adentro” e foi organizado por companheiros presos colombianos.
      Este recente e pequeno grupo apresenta-se assim:
      «La CNA-Desde Adentro es un pequeño equipo de trabajo compuesto por revolucionarios que decidimos tomar las de la causa libertaria como resultado, no de una simple aventura intelectual, sino de un proceso de lucha radical en el que hemos empeñado todas nuestras fuerzas a lo largo de nuestras vidas – desde temprana edad –,  en cuyos avatares fuimos cultivando una actitud crítica y autocrítica, un compromiso inclaudicable con la transformación profunda del estado de las cosas imperantes, una sensibilidad aguda y solidaria ante el sufrimiento humano y una disposición de combate contra toda opresión.
      Formadxs inicialmente en el marxismo-leninismo y forjadxs en las organizaciones que con temple irrestricto han participado de la confrontación con el Estado Colombiano y sus clases dominantes, primero desde la legalidad y luego desde las filas insurgentes de las FARC-EP, donde tuvimos el honor de luchar y combatir hombro a hombro con mujeres y hombres sencillos, honestos y leales al pueblo, quienes dispuestxs a ofrendar lo mejor de sí sacrificaron, unxs, y aún sacrifican, otrxs, hasta la vida misma.
      En ello, como nuestra propia cuota de sacrificio, llegamos a prisión desde donde hemos mantenido posturas rebeldes participando en procesos y espacios de resistencia contra el establecimiento y sus políticas de dominación. También, reconociendo los principios y valores revolucionarios de aquellas organizaciones en que nos formamos y luchamos, sus aportes, conquistas, aciertos y acumulados históricos, tanto como sus errores y deficiencias; en un proceso de reflexión , análisis y estudio de la experiencia vivida junto con un proceso de retorno a los clásicos y sus fundamentos dimos un salto cualitativo hacia el pensamiento ácrata, refrendado nuestra voluntad de lucha, nuestra disposición a la resistencia, nuestra insumisión y convicción revolucionaria pero desde el desmantelamiento de toda “autoridad” que niegue o reste autonomía y libertad al ser humano.
      Apelamos pues, a las luchas que se organizan desde la horizontalidad y la cooperación fraternal, el trabajo solidario y autogestionario, desde el aporte individual consciente y voluntario. De allí que decidiéramos retomar la experiencia “Desde Adentro” que hace un par de años construyera la Cruz Negra Anarquista-Bogotá, con quienes a su vez sentimos afinidad y recogemos la identidad histórica que emulan. En consecuencia, fue un proceso práctico-teórico en que nos trajo al anarquismo como maduración de una vida entera de militancia y lucha, de amor a la humanidad y lealtad a la causa de los pueblos oprimidos y explotados que combaten y resisten por la libertad.
      CNA-D.A. / Una prisión de Bogotá, D.C / Colombia. Julio 2012»
      Podes comunicar com estes companheiros através do seguinte endereço: cruznegrabogota@riseup.net
      A Cruz negra Anarquista tem ligação permanente na coluna dos “Sítios a Visitar”.
 
 

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Acidentes e Desastres Naturais: Os Incêndios


      A seguir está uma síntese traduzida e adaptada de um artigo publicado no sítio “A Las Barricadas”, sob o título “El Fuego es Político”, cujo texto original e integral podes ver em: http://www.alasbarricadas.org/noticias/node/21654.
      «Desde os meios de comunicação de massas e as notas oficiais, é costume considerar-se que as catástrofes naturais são o resultado de um fenómeno de sorte e azar. Atribui-se ao acaso e ao azar o facto de uma zona se desmoronar perante um terramoto, sofrer um incêndio ou se inundar.
      Se bem que a sorte é um fator do processo, no sentido da aleatoriedade, não é, no entanto, um fator predominante. De facto, são os factores socio-económicos e políticos que marcam a diferença entre um acidente e um desastre, tendo grande influência nestes processos.
      Por um lado, o perigo de sofrer um incêndio nas zonas de clima e ecossistema mediterrânico são mais altas que num clima e ecossistema atlântico. É próprio dos ecossistemas mediterrânicos arderem com certa periodicidade, já que o fogo é a perturbação que equilibra o ecossistema, mas nos incêndios naturais de um ecossistema não alterado, em que o fogo ocorre com uma baixa frequência, em períodos de uns 50 anos, e de baixa intensidade, com uma extensão pequena, permitindo que nessas pequenas parcelas haja regeneração do bosque.
      Os incêndios de grandes extensões e grande intensidade, provocam um grande número de impactos ambientais, como a perda de solo, avanço da desertificação e a alteração do ciclo hidrológico normal, por modificação das condições de infiltração da água no solo.
      Perante isto, poderíamos pensar que é no ecossistema mediterrânico onde ocorrem predominantemente os incêndios na Península Ibérica, no entanto, tanto em Espanha como em Portugal, a maior parte dos incêndios (mais de 70%) ocorre nas áreas atlânticas.
      De uma forma global, o primeiro ponto em que alteramos o equilíbrio entre fogo e bosque é a nossa sistemática destruição e fragmentação de habitats e desequilíbrio de ecossistemas. Ao fazer isto, aumentamos a frequência e a intensidade dos incêndios, quando nos ecossistemas deixam de existir certas cadeias tróficas que eliminam o material combustível. Devido ainda a certas estruturas de transporte, podemos também aumentar a extensão do incêndio, e, em simultâneo, estamos ainda a dificultar a autorregeneração, já que esta fragmentação impede a chegada de novos elementos, animais e vegetais, que colonizem o espaço queimado.
      Finalmente, a introdução de espécies (animais e vegetais) que não são próprias do ecossistema, tornam-se espécies invasoras que, perante estes fenómenos, invadem o habitat prejudicando as espécies autóctones.
      Não só destruímos habitats à custa do tijolo e do alcatrão, tem também havido a prática de queimar terrenos para mais tarde requalificá-los e urbanizá-los, pese embora a diversa legislação entretanto lançada para evitar essa requalificação. Por outro lado, a dinâmica económica tem funcionado no sentido do abandono do campo e do monte. Quando deixamos de aproveitar de forma sustentável o monte, isto é, num saudável equilíbrio de quem se sabe dependente da Natureza para se alimentar e para obter materiais e lenha, o monte deixa de se “limpar” de possíveis combustíveis e estes acumulam-se, ficando o material seco que faz aumentar a probabilidade do fogo, tanto em frequência como em intensidade e extensão. Ou seja, as tendências socio-económicas influem decisivamente nos nossos incêndios.
      Por outro lado, constata-se que a maior parte do monte é propriedade privada, o que acarreta um problema acrescido por inacessibilidade das comunidades aos terrenos privados para aproveitamento florestal e pastoreio.
      É importante ainda ter em conta a relevância que têm as queimadas do monte para a obtenção de pastos para os animais. Uma grande parte dos incêndios parece ter origem nesta forma intencional de obtenção de área para pastagens. Nota-se ainda a falta de implementação prática dos planos de proteção, com aplicação real das limpezas florestais, zonas de contenção, vigilantes, profissionais e meios de intervenção rápida, etc.
      Existem casos de catástrofes naturais onde o trabalho dos voluntários pode ser muito útil e efetivo. No caso do fogo, deveria produzir-se na fase de prevenção, limpando de combustível o monte e já não tão eficaz será a utilização de voluntários para o combate ao fogo, aqui se requerendo a eficácia de profissionais bem treinados e conhecedores da propagação do fogo no terreno, nesse terreno concreto que bem devem conhecer, com contratos laborais estáveis que os vinculem a determinada área que fica sob sua responsabilidade, em detrimento de contratos pontuais de pessoas que nem conhecem os locais, nem têm grande interesse no assunto por serem contratados apenas para alguns dias ou para um ou dois meses. O profissional contratado a tempo inteiro, tem estabilidade financeira e laboral, quer haja ou não incêndios, não tendo interesse sequer em que haja incêndios para ser contratado, o que se suspeita já não ocorra com o pessoal pontualmente contratado, o qual tem interesse nos incêndios, havendo até um grande interesse económico, quando se utilizam empresas privadas de helicópteros ou hidroaviões, por exemplo, os quais só ganham dinheiro se houverem incêndios.
      No passado dia 22 de julho, a Greenpeace, recorrendo a dados oficiais governamentais, anunciou que a superfície queimada era de 137 mil hectares, ou, na habitual conversão: 137 campos de futebol. Tendo em conta que o ano de 1994 foi o ano mais catastrófico de incêndios, com 138,5 campos de futebol, este ano parece que se atingirá um novo recorde. Nota que estes campos de futebol não são terrenos de relva da Monsanto mas antes terrenos de uma riqueza ecológica infinita.
      Não perdemos 137 ou mais campos de futebol, mas sim grandiosos ecossistemas dos quais dependemos intrinsecamente. Nenhum progresso poderá salvar-nos de uma hecatombe de desertificação e cimento, pelo que temos que ter consciência de que as políticas governamentais estão a atirar para o fogo, para além da lenha, a nós próprios; a nossa própria vida e sobrevivência.»

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Hiroshima

      Num dia assim, como o de hoje (6 de agosto), mas do ano de 1945 (há 67 anos), pelas 8 horas e 15 minutos da manhã,, todos os relógios pararam na mesma hora em Hiroshima. Os E.U.A. acabavam de lançar a primeira bomba atómica sobre a cidade japonesa de Hiroshima.
      No Memorial da Paz daquela cidade, dezenas de milhares de pessoas cumpriram hoje, como habitualmente o fazem, um minuto de silêncio, apenas quebrado pelo som do pêndulo de um sino de bronze aí instalado. Depois, seguiu-se a tradicional oferta de água e flores em memória das centenas de milhares de mortos.
      Após a Bomba, Hiroshima continuou a ser habitada, foi reconstruída e floresceu. Ao contrário da região em torno de Chernobil, na ex-república soviética da Ucrânia, onde se registou em 1986 o pior acidente da história da energia nuclear. Dois fenómenos distintos, e com consequências diversas.
      A bomba de urânio despejada pelo bombardeiro B-29 Enola Gay matou no imediato entre 60 a 80 mil pessoas. Muitos dos feridos acabaram por não resistir nos meses e anos seguintes, sobretudo devido aos efeitos das radiações. O balanço oficial mais recente das autoridades de Hiroshima aponta para 242’437 mortos, numa cidade então com 350 mil habitantes. Após o 6 de agosto de 1945, o mundo mudou de vez.
      O inferno de Hiroshima e de Nagasaki, o segundo ataque nuclear registado três dias depois com uma bomba de plutónio e que levou à rendição formal do Império japonês em 15 de agosto de 1945, continuam a suscitar acesa polémica.
      Para os defensores do ataque, foi a única forma de evitar o prolongamento de uma guerra que estava a provocar pesadas baixas nas forças norte-americanas.
      O Japão já tinha começado a sugerir iniciativas de paz, sobretudo após a conquista da ilha japonesa de Okinawa pelos “marines”. Mas o recém-empossado Presidente Harry Truman, insistiu no ataque e depois definiu Hiroshima como “a melhor coisa da história”.
      Para outros, tratou-se da concretização de uma experiência num gigante laboratório humano, e um aviso às ambições expansionistas da União Soviética na Ásia.
      Durante a Guerra-fria a corrida aos armamentos nucleares intensificou-se e as forças norte-americanas, entre outras, continuam a utilizar munições de urânio empobrecido nas suas operações militares.
      Hiroshima alberga hoje o Museu Memorial da Paz, construído na zona de impacto. Simbolicamente, uma esperança para o fim da existência de todas as armas nucleares.









domingo, 5 de agosto de 2012

O Problema

       No cartaz lê-se: “O governo não pode solucionar o problema... O problema é o governo.”
      Este cartaz bem explica o que vai nas cabeças de todos e que todos bem sabem onde reside o verdadeiro problema.

sábado, 4 de agosto de 2012

Dez Dias

      O sítio “Contra Info” acaba de fazer uma chamada a ações de propaganda, que a seguir se reproduz:
      «Fazemos uma chamada de dez dias de ações de propaganda, em tantos lugares quanto possível, a fim de promover as lutas que são mais ou menos conhecidas, mas também aquelas que são completamente desconhecidas para muita gente. Os indivíduos e/ou grupos que queiram participar nestes dez dias de temas de ação escolherão os temas e os meios segundo os seus próprios critérios e dinâmicas, pelo fortalecimento da solidariedade internacional e recíproca entre os oprimidos.
      Acima de tudo, o que propomos é tomar-se as ruas, pintando “slogans” e exibindo faixas em solidariedade com casos cuja difusão consideramos importante. Durante os últimos meses realizamos ações semelhantes em Atenas, como vocês também fizeram em várias ocasiões. No entanto, necessitamos de dar um passo em frente e simultaneamente levar a cabo este tipo de ações a nível europeu e, oxalá, mais além.
      Alguns de nós estamos no Reino Unido, Alemanha, França, Estado espanhol, Sérvia, Portugal, Grécia, mas também na América, pelo que podemos fazer de uma ação simples uma coisa bonita. Para aqueles que se sentem sós nos lugares onde habitam, pode parecer mais difícil… mas apenas se necessita de uma tela, tinta ou spray, para além de um bom sítio para colocar a faixa. Estejam onde estiverem, convoquem os vossos compas para que se passe a palavra.
      Desde 1 a 10 de agosto, podemos colocar faixas, colar cartazes e folhetos, realizar pintadas nas paredes ou levar a cabo qualquer outra ação que ajude à difusão do discurso anarquista/libertário para lá das fronteiras estatais e linguísticas. Por conseguinte, esperamos receber e difundir material fotográfico e/ou escrito de ações de compas, estejam onde estiverem.
      A princípios de agosto, coordenamos as nossas forças e levantamos a cabeça contra a repressão e a sociedade das prisões, contra os Estados e as suas fronteiras, contra o Capital e os seus benefícios. Podemos ser muitos; podemos estar em toda a parte.
      Rumo a uma guerrilha informativa… »
      O sítio “Contra Info” tem ligação permanente na coluna dos “Sítios a Visitar”.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

A Regressão Egípcia

       No Egito acaba de ser lançado (coincidindo com o início do mês do Ramadão) um canal de televisão, o Maria TV, com estúdios no Cairo, gerido exclusivamente por mulheres cobertas por véu preto (niqab) que lhes cobre a totalidade da cara deixando apenas ver os seus olhos.
      No Egito há, no entanto, um grande debate sobre o uso do véu (niqab). Algumas universidades públicas chegaram mesmo a banir os véus durante os exames e nos dormitórios, levando a inúmeras batalhas judiciais.
      Há mulheres que se queixam de um mercado de trabalho hostil ao uso do véu, enquanto os críticos mostram a sua preocupação em relação à ascensão do islamismo político no Egito, temendo que este venha radicalizar a sociedade.
      A criação de um canal de televisão que emprega apenas mulheres com as caras cobertas é uma "reviravolta" no caminho percorrido na "Primavera Árabe".
      Nota que até as mãos são cobertas por luvas mas, no entanto, as personagens de ficção, têm a cara descoberta, como o boneco-máscara da fotografia abaixo, que é a única, em toda a estação de televisão, que não usa véu.
      A televisão pertence ao projeto de Abdallah, mais conhecido pela alcunha de Abu Islam, que diz que o objetivo do canal é mostrar às mulheres que não necessitam mostrar a sua beleza ao Mundo enquanto são vistas; «é uma nova era para as mulheres que vestem niqab».
      Os islamistas foram durante muito tempo (décadas) reprimidos pelo Estado que se pretendia ocidentalizar. Agora, após o fim da era Hosni Mubarak e a vitória eleitoral dos conservadores islâmicos, estes sentem chegado o momento para a sua expansão.
      Abu Islam detém a Ummah TV, estação de televisão que agora opera livremente mas que foi severamente censurada, destruída e proibida por Mubarak. O próprio Abu Islam foi preso diversas vezes, sempre por difundir as suas ideias conservadoras.
      Atualmente, a estação emite livremente todos os conteúdos que pretende, pois quem governa o Egito são os fundamentalistas da irmandade islâmica e os ultraconservadores Salafitas, as duas forças político-religiosas com mais poder no Egito.
      Há uma década atrás, era raro ver-se uma mulher vestindo niqab no Egito, o vestido niqab estava restrito a uma pequena minoria. A maioria das mulhgeres usava um lenço que lhes cobria o cabelo, mas não a face. Atualmente, no entanto, tornou-se vulgar ver mulheres trajando o niqab, seja na rua, seja nas universidades, nos mais diversos empregos e mesmo montadas, atrás, mas motas dos maridos.
      Maria TV está no ar seis horas por dia na Ummah TV. A programação consiste essencialmente em dar conselhos práticos às mulheres para o seu dia-a-dia em relação à cega obediência aos seus maridos. As mulheres falam sobre os assuntos e defendem os seus pontos de vista, sem qualquer crítica.
      O diretor da estação, o filho do Abu Islam, referiu que sabe que “existem críticas e reações negativas, mas que também existem críticas e reações positivas, como em tudo, portanto, não interessa, nós seguiremos o nosso caminho”.
      A produtora executiva do canal, também filha do Abu Islam, diz que “Eu quero dar às crianças a possibilidade de verem estas mulheres e dizerem: Eu quero ser assim. Ou seja, criar uma nova geração que deseja isto e deseja ser como o que vê.”
      O sítio do canal na Internet está em: http://www.ummahchannel.tv/




quinta-feira, 2 de agosto de 2012

A Conferência de Potsdam

      Foi num dia como o de hoje (2 de agosto) mas do ano de 1945 que terminava a Conferência de Potsdam, na qual os países vencedores da 2ª Grande Guerra (as principais potências: URSS, RU e EUA) decidiram o destino da Alemanha Nazi vencida.
      A conferência decorreu por mais de 15 dias, decidindo o destino e a administração da Alemanha que se havia rendido incondicionalmente cerca de 9 semanas antes, decidindo-se sobre inúmeros aspetos como a desmilitarização, a desnazificação, democratização, julgamento dos criminosos de guerra nazis, divisão da Alemanha e da Áustria, fixação de indemnizações de guerra, etc.
      Durante a Conferência, o presidente americano confidenciou ao presidente da União Soviética que detinha uma nova arma muito potente e ambos acordaram em apresentar ao Japão um ultimato para que se rendesse sob pena de uma “rápida e total destruição” mas sem mencionar a nova arma. O Japão recusou render-se. No dia 6 e 9 de Agosto, os EUA lançaram bombas atómicas sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki. Em face da destruição, o Japão rendeu-se de imediato.
      Em baixo está um cartaz da 2ª guerra relativo às nações aliadas contra os fascistas.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Grupo de Iniciativas Informativas Diárias

      Este artigo que lês está publicado numa das várias iniciativas informativas que compõem o Grupo Info-Dia, um grupo dedicado à informação alternativa, global, não massificada, gratuita e diária.
      Esta iniciativa divulgativa nasceu em Janeiro de 2007 (há 5 anos), inicialmente sob a forma de mensagens curtas (SMS) para um determinado grupo restrito de beneficiários, tendo, ao longo do tempo saltado para um blogue e outro e outro e mais outro, contando hoje com assíduas visitas diárias, em todas as plataformas, vindas de todo o planeta onde haja um falante de Língua Portuguesa, tendo ainda leitores assíduos de falantes da Língua Castelhana (Espanhol).
      Todos os dias são publicados novos artigos em mais do que um blogue e noutras plataformas, como redes sociais, de forma a alcançar um maior número de leitores e poder assim transmitir conhecimento que não está disponível nos normalizados e embrutecedores meios de comunicação social.
      Os artigos não são publicados de forma massiva, isto é, não são publicados em quantidade nem pretendem alcançar o grande público consumidor de estereótipos e estereóestúpidos.
      Todos os dias são selecionados os melhores acontecimentos, as notícias menos divulgadas, aqueles factos que deveras interessam e podem aportar algo mais ao nosso conhecimento geral do Mundo e de nós próprios, enquanto seres divinos que somos e todo-poderosos.
      O Mundo, a Vida e a Liberdade podem ser melhores do que isto. Esforça-te para o conseguires, cada segundo, cada vez que respires. Liberta-te a ti mesmo pelo conhecimento, não acreditando nas mentiras das religiões, dos poderes, dos Estados...
      A sabedoria é o único poder maior. Aprende, para saberes mais do que eles. O conhecimento é a tua arma de guerra mais poderosa e destruidora. Usa-a, ataca, mata, destrói.
      A seguir estão os endereços de todos os sítios do grupo até ao presente:

      1 – INFO-DIA:
      http://info-dia.blog.pt
      (informação diária diversificada no Blog.pt)

      2 – INFODIASMS:
      http://infodiasms.blogspot.com
      (informação diária diversificada no BlogSpot)

      3 – SABEMAIS:
      http://sabemais.wordpress.com
      (informação diária diversificada no Wordpress)

      4 – TWITTER:
      http://twitter.com/sabemais
      (informação diária breve no Twitter)

      5 – FACEBOOK:
      http://www.facebook.com [InfoDia Sms]
      (informação diária diversificada no Facebook)

      6 – ANARQUINFO: (este blogue)
      http://anarquinfo.blogspot.com
      (informação diária específica do mundo anarquista)

      7 – BLAVING (Voz):
      http://pt.blaving.com/infodia
      (a informação em voz para ouvir)

      8 – GOOGLE+:
      https://plus.google.com [Info Dia]
      (informação diária diversificada no Google+)

      9 – ORKUT:
      http://www.orkut.com [Info Dia]
      (informação diária diversificada no Orkut)

   10 – DIASPORA:
      http://diasp.eu [Info Dia]
      (rede social alternativa ao Facebook)
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    11 – SMS:
      (mensagens para os telefones dos operadores portugueses)
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