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Otelo Saraiva de Carvalho, um dos capitães do golpe militar que derrubou a ditadura em Abril de 1974, afirma, a propósito da manifestação que os militares pretendem levar a cabo, que "Para mim, a manifestação dos militares deve ser, ultrapassados os limites, fazer uma operação militar e derrubar o Governo. Não gosto de militares fardados a manifestarem-se na rua. Os militares têm um poder e uma força e não é em manifestações coletivas que devem pedir e exigir coisas."
Disse ainda que hoje, Portugal está "a atingir o limite" e que acredita que há condições para os militares tomarem o poder, afirmando que "bastam 800 homens".
Em comparação com o golpe de 1974, do qual se afirma ser um "orgulhoso protagonista", Otelo considera que um próximo golpe militar seria até mais fácil, pois hoje "há menos quartéis, logo menos hipóteses de existirem inimigos" da revolução.
Questionado sobre a real possibilidade dos militares tomarem o poder, como há 37 anos, Otelo responde perentório: "Não tenho dúvida nenhuma que sim. Os militares têm sempre essa capacidade, porque têm armas. É o último bastião do poder instituído."
O estratega do golpe do 25 de Abril fez ainda uma análise crítica dos últimos 37 anos: "Se eu adivinhasse que o país ia gerar uma classe política igual à que está no poder, e que está a passar a certidão de óbito ao 25 de Abril, eu não teria assumido a responsabilidade de dar essa alvorada de esperança ao povo".
"Estabelecemos com o povo português um compromisso muito forte que era o de criar condições para um acesso a nível cultural, social e económico de um povo que tinha vivido 48 anos debaixo de ditadura. Assumimos esse compromisso, não o cumprimos e não o estamos a cumprir porque entregámos o poder a uma classe política que, desde o 25 de Abril, tem vindo a piorar", afirmou, considerando mesmo que, à medida que o tempo corre, tem-se registado "um retrocesso enorme".
"Gozamos da liberdade de reunião, de manifestação e de expressão, mas começa a haver um caminho para trás", acrescentou.
"A classe política, sobretudo o que podemos abstratamente chamar de direita, está a retomar subtilmente tudo aquilo que eram as suas prerrogativas antes do 25 de Abril e a passar a certidão de óbito à revolução”.
Cada quarta-feira há batucada na “Es.Col.A”, pelas 18 horas. É mais uma iniciativa que constitui uma mais valia daquele espaço.
A “Es.Col.A” é o espaço coletivo autogestionado situado no Largo da Fontinha; Rua da Fábrica Social, nº. 17, no Porto (Portugal) e tem sítio na Internet em: http://escoladafontinha.blogspot.com/, sempre com ligação permanente na coluna aqui ao lado dos “Sítios a Visitar”, porque é um bom projeto a andar que merece/carece de atenção e apoio permanente.
A Sophia fez ontem 92 anos e um dia disse:
Um dia, gastos, voltaremos
A viver livres como os animais
E mesmo tão cansados floriremos
Irmãos vivos do mar e dos pinhais.
O vento levará os mil cansaços
Dos gestos agitados irreais
E há de voltar aos nosso membros lassos
A leve rapidez dos animais.
Só então poderemos caminhar
Através do mistério que se embala
No verde dos pinhais na voz do mar
E em nós germinará a sua fala.
Sophia de Mello Breyner Andresen
Nasceu no Porto em 6-11-1919 e
faleceu em Lisboa em 2-7-2004
«Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E finalmente, para florão e remate de tanto privatizar, privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo… e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos.»
José Saramago
(1922-2010) Escritor português, Prémio Nobel da Literatura.
in Cadernos de Lanzarote – Diário
É possível baixar títulos como “A Divina Comédia”, de Dante Alighieri, obras de Machado de Assis, a “Arte Poética”, de Aristóteles, ou “A Metamorfose”, de Franz Kafka, entre tantas outras obras, gratuitamente na Internet e em língua portuguesa. A seguir estão três sítios brasileiros onde podes descer uma grande biblioteca.
1- No sítio denominado “Brasiliana” da Universidade de São Paulo (Brasil), estão cerca de 3 mil obras disponíveis para “download”, nas quais se incluem livros raros, documentos históricos, manuscritos e imagens que são parte do acervo da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, doada àquela universidade.
Para aceder à biblioteca segue a ligação permanente na coluna dos Sítios a Visitar com a denominação de “Brasiliana USP”.
2- No sítio “Cultura Académica”, da Universidade Paulista de São Paulo (Unesp), estão disponíveis mais de cem livros académicos. As obras estão divididas por 28 temas, que passam pelas áreas de Artes, Ciências Humanas, Biologia, Economia, entre outros.
Para baixar os livros, basta que te registes no sítio cuja ligação permanente está na coluna dos Sítios a Visitar com a denominação de “Cultura Académica”.
3- Já no Portal “Domínio Público” do Ministério da Educação Brasileiro estão disponíveis mais de 350 títulos. Este sítio funciona como uma biblioteca digital, criada para divulgar clássicos da literatura na Internet. Este sítio abriga ainda músicas, obras de literatura infantil, vídeos e fotografias.
Acede ao “Domínio Público” através da ligação permanente colocada na coluna dos Sítios a Visitar.
Amanhã, 5 de outubro, pelas 10:00 horas, decorrerá um percurso pedestre pela memória anarquista e social de Almada (Portugal), seguido de um piquenique (cada um traz merenda).
O Ponto de encontro será em Cacilhas, junto à saída do terminal fluvial.
A organização é da Secção Portuguesa da Associação Internacional dos trabalhadores (AIT-SP).
Mais info no sítio da A.I.T.-Sec.Portuguesa, com ligação permanente na coluna dos Sítios a Visitar.
Na semana passada (no dia 27 de outubro) cerca de 500 estudantes enfrentaram a Polícia Militar brasileira barrando-lhes a entrada na Universidade de São Paulo.
A seguir está o relato dos acontecimentos:
«A PM abordou três estudantes na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP) e agiu de forma truculenta, acusando-os de consumo de maconha. A ação foi o estopim para a mobilização de 500 estudantes para barrar a militarização da USP e combater a gestão duvidosa do reitor João Grandino Rodas, investigado por corrupção pelo Ministério Público.
Diante da tentativa da PM em prender os três estudantes outros foram se aproximando para impedir a ação e a polícia foi chamando reforços: chegaram pelo menos 15 viaturas e centenas de estudantes e professores. Durante 3 horas de tensão crescente a polícia fez ameaças e ofensas verbais, até que finalmente atacou com gás lacrimogéneo, spray de pimenta, bala de borracha e cassetete, num confronto que durou meia hora.
O Prof. Lincoln Secco afirma que viu os estudantes "empunhando livros contra policiais atónitos". Em seguida, 500 estudantes decidiram em assembleia ocupar a administração da FFLCH até que o reitor João Grandino Rodas rompa o convénio que assinou vinculando a USP à PM e cesse o processo de militarização da universidade.
Em entrevista ao blogue do Sakamoto, manifestantes afirmam que "historicamente, o movimento social organizado na USP obteve a conquista da autonomia universitária. Isto significa afirmar uma conceção de universidade como espaço de livre pensamento, organização e manifestação. A autonomia também se refere à segurança. Por isso, temos na USP a Guarda Universitária. A presença de forças militares no campus não apenas em história longínqua, como também em anos recentes, não esteve relacionada à garantia de segurança e ao combate do crime, mas sim à repressão política ao movimento social da Universidade. Em 2009, por exemplo, a Polícia Militar transformou o campus do Butantã numa praça de batalha ao reprimir um movimento grevista.»
Mais info no blogue da ocupação:
http://ocupauspcontrarepressao.blogspot.com/
Vê abaixo o vídeo do acontecimento e, no final, vê os vídeos relacionados.
A Biblioteca Terra Livre desenvolverá este mês de novembro que ora tem início, uma série de eventos denominados “Novembro Negro”, eventos estes dedicados à divulgação e debate de ideias anarquistas, dando ênfase à educação libertária.
Os eventos acontecerão desde amanhã, dia 3, até ao dia 25 de novembro, constituindo debates, exibição de filmes e espetáculos diversos.
Todas as atividades decorrerão na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (Brasil), no campus Butantã (apanhar qualquer transporte bus para a USP e descer no 1º ponto da Cidade Universitária).
Amanhã, dia 3 de novembro, pelas 19:30 horas locais haverá o 1º Debate subordinado ao tema “Pedagogia Libertária, Algumas Experiências”, contando com a participação de Raisa Guimarães (Graduanda de Pedagogia da UNIFESP) que diz o seguinte:
«O anarquismo apresenta-se principalmente como um movimento político que nasceu das classes menos favorecidas, económica e politicamente, na Europa do século XVIII. E a representação máxima contra os aparelhos estatais e a Igreja visto por eles como alienantes das massas e que por isso devem ser destruídos. Contudo para conseguirem alcançar a revolução social com base na igualdade e liberdade, os anarquistas expressam de formar enfática numa transformação do ensino para as crianças das classes populares, uma educação que não seja para formar mão-de-obra barata, mas uma educação revolucionária, emancipadora baseada no apoio mútuo, na co-educação de géneros, na autogestão. Para aqueles que pensam que estas ideias e ideais são apenas utopias não realizáveis, venho mostra-lhes algumas experiências estrangeiras e brasileiras de educação libertária.»
Mais info no sítio da Biblioteca Terra Livre com ligação permanente na coluna dos “Sítios a Visitar”.
Este artigo que lês está publicado numa das várias iniciativas informativas que compõem o Grupo Info-Dia, um grupo dedicado à informação alternativa, global, não massificada, gratuita e diária.
Esta iniciativa divulgativa nasceu em Janeiro de 2007 (há 4 anos), inicialmente sob a forma de mensagens curtas (SMS) para um determinado grupo restrito de beneficiários, tendo, ao longo do tempo saltado para um blogue e outro e outro e mais outro, contando hoje com assíduas visitas diárias, em todas as plataformas, vindas de todo o planeta onde haja um falante de Língua Portuguesa, tendo ainda leitores assíduos de falantes da Língua Castelhana (Espanhol).
Todos os dias são publicados novos artigos em mais do que um blogue e noutras plataformas, como redes sociais, de forma a alcançar um maior número de leitores e poder assim transmitir conhecimento que não está disponível nos normalizados e embrutecedores meios de comunicação social.
Os artigos não são publicados de forma massiva, isto é, não são publicados em quantidade nem pretendem alcançar o grande público consumidor de estereótipos e estereóestúpidos.
Todos os dias são selecionados os melhores acontecimentos, as notícias menos divulgadas, aqueles factos que deveras interessam e podem aportar algo mais ao nosso conhecimento geral do Mundo e de nós próprios, enquanto seres divinos que somos e todo-poderosos.
O Mundo, a Vida e a Liberdade podem ser melhores do que isto. Esforça-te para o conseguires, cada segundo, cada vez que respires. Liberta-te a ti mesmo pelo conhecimento, não acreditando nas mentiras das religiões, dos poderes, dos Estados...
A sabedoria é o único poder maior. Aprende, para saberes mais do que eles. O conhecimento é a tua arma de guerra mais poderosa e destruidora. Usa-a, ataca, mata, destrói.
A seguir estão os endereços de todos os sítios do grupo até ao presente:
1 – INFO-DIA:
http://info-dia.blog.pt
(informação diária diversificada no Blog.pt)
2 – INFODIASMS:
http://infodiasms.blogspot.com
(informação diária diversificada no BlogSpot)
3 – SABEMAIS:
http://sabemais.wordpress.com
(informação diária diversificada no Wordpress)
4 – TWITTER:
http://twitter.com/sabemais
(informação diária breve no Twitter)
5 – FACEBOOK:
http://www.facebook.com [InfoDia Sms]
(informação diária diversificada no Facebook)
6 – ANARQUINFO: (este blogue)
http://anarquinfo.blogspot.com
(informação diária específica do mundo anarquista)
7 – BLAVING (Voz):
http://pt.blaving.com/infodia
(a informação em voz para ouvir)
8 – GOOGLE+:
https://plus.google.com [Info Dia]
(informação diária diversificada no Google+)
9 – ORKUT:
http://www.orkut.com [Info Dia]
(informação diária diversificada no Orkut)
10 – SMS:
(para todas as redes móveis a operar em Portugal)
No passado dia 19 de outubro um grupo atacou e destruiu o gabinete da Ministra de Assuntos Indígenas de Austrália, em Melbourne, com o lançamento de bombas de tinta.
Aquele coletivo veio a público com o comunicado que a seguir se reproduz e cujo conteúdo é do interesse geral, muito para além do interesse particular concreto dos povos indígenas.
«Atacamos o gabinete de Jenny Macklin, membro do Partido Trabalhista Australiano e Ministra de Assuntos Indígenas. Fizemos isso porque o governo australiano é um governo de ocupação e colonização contínua dos povos indígenas deste país. As nossas ações são ações de solidariedade com os povos indígenas que foram invadidos, cujas terras foram roubadas, que foram expulsos à força das suas terras, das suas famílias, cujas culturas e línguas sofreram danos irreversíveis e ainda estão sofrendo as contínuas ondas de ataques por parte do nosso governo colonial, neste mesmo gabinete de Assuntos Indígenas.
Também realizamos este ataque porque, como cidadãos não-indígenas deste país, nos colocamos numa situação em que beneficiamos materialmente a colonização dos povos indígenas. Aprendemos a negar a realidade das origens da nossa riqueza material, como o “país afortunado”. O mito da sorte oculta a realidade da guerra e de ocupação, com base nas nossas vidas. Nascemos numa sociedade que nos diz que esta atividade colonial é uma coisa boa, que é “para nós”, que é “para eles”. Que a cultura materialista e capitalista é “boa” e “benéfica”.
Aprendemos que todos merecem o “grande sonho australiano”, construído sobre as ruínas da guerra colonial. Mas o sonho é um mito. Agimos porque queremos romper a monotonia da sua existência. Não acreditamos que a comodidade material é a única qualidade que faz a vida “boa”. Agimos porque não acreditamos na superioridade cultural do capitalismo e rejeitamos a lógica missionária de assimilação dos povos indígenas para lhes dar uma vida “melhor”. Não acreditamos que uma vida baseada exclusivamente no consumo, vazia de verdadeira emoção, de comunidade, de individualidade e de alegria é a “melhor” forma de vida. Esta sociedade é tediosa, é vazia e insatisfatória. Está construída sobre uma rede de mentiras, dor e sofrimento, perseguida por memórias quase apagadas de formas de vida que perdemos.
Rejeitamos essa cultura de negação. Rejeitamos esta sociedade que nos diz que devemos aceitar o papel que nos foi dado, seja de “oprimidos” ou “opressores”, “colonizados” ou “colonizadores”. Estamos contra a colonização. Estamos contra a assimilação do mundo na cultura capitalista da supremacia branca.
Todo o mundo está resistindo a este sistema, todos os dias e em muitas formas diferentes, desde os aparentemente insignificantes, como cada vez que alguém rouba algo da loja “Woolworths”, sempre que não compra um bilhete no comboio, cada vez que desliga a televisão porque está farto de tanta merda sem sentido, até às greves comunitárias e lutas urbanas. Esta é uma forma que optamos não apenas para resistir, mas para intensificar a nossa resistência e as nossas vidas. Através desta ação estamos recuperando a nossa dignidade e declaramos que nos recusamos a ser cidadãos “obedientes” da Austrália colonial.»
O comunicado está assinado pelos “Unaustralians”.
«Pergunto-me em que tipo de sociedade vivemos; que democracia é essa que temos onde os corruptos vivem na impunidade e a fome das pessoas é considerada subversiva.»
Ernesto Sábato, in “Antes do Fim” (1998).
Escritor, ensaísta e artista plástico argentino nascido em 1911.
Este fim de semana, a “Rádio Libertaire”, com sede em Paris, celebra o seu 30º aniversário de fundação.
A celebração contará com uma jornada-festa anarquista no espaço Olympe de Gouges.
Três décadas de esperanças libertárias, autogestão, federalismo, criatividade e liberdade de expressão; de voz poderosa e rebelde; divulgando lutas, pensamentos e música de todos os cantos e estilos, exceto música militar e música religiosa.
Mesmo não estando em Paris, poderás ouvir todo o evento e mesmo participar nos debates sobre anarquismo e lutas sociais, sintonizando a rádio na Internet (segue a ligação permanente na coluna dos “Sítios a Visitar”).
A “Rádio Libertaire” foi criada em 1981, durante um Congresso da Federação Anarquista (FA) francófona, que decidiu criar uma rádio livre em Paris. Antes da primeira transmissão em setembro de 1981, os anarquistas já tinham participado noutras experiências radiofónicas por toda a França, numa época em que o Estado tinha o monopólio das emissões. Anteriormente houve um movimento onde centenas de rádios piratas transmitiam para contestar este monopólio. Com a liberalização da radiodifusão, muitas rádios foram criadas, entre elas a Rádio Libertaire.
«No início não tínhamos um projeto muito elaborado. A ideia era dotar-se de um instrumento de comunicação. Afinamos o projeto já com a rádio em funcionamento. Transmitíamos apenas algumas horas por dia e alguns dias da semana. Devagar a equipa foi-se reforçando. A aparelhagem de som que dispúnhamos, por exemplo, não era melhor do que uma destas que temos em casa. Pouco a pouco as exigências aumentaram e melhoramos o conteúdo e a forma das emissões. A princípio as instalações da rádio ficavam num cave, hoje fica no primeiro andar de um prédio em Paris.
Atualmente a rádio tem mais de 80 animadores e técnicos. A programação é ampla, abarcando programas sobre música diversa, como hip hop, soul, funk, música experimental, música francesa, música do mundo, etc., e diversos assuntos como cultura africana, imigração, literatura, América Latina, sexualidade, esperanto, anarco-culinária, anarquismo, sindicalismo, feminismo, etc.
A rádio transmite agora todos os dias, estando 24 horas no ar. Todos os programas têm total autonomia de organização técnica e de conteúdo. Existem quatro postos chaves na rádio: o do programador, o da tesouraria, da técnica e de relações públicas. O papel do coordenador é dialogar com as equipas em caso de problemas e fazer o necessário para que novas iniciativas de emissão se concretizem.
Na rádio não se paga a ninguém para trabalhar, todos são voluntários e o dinheiro advém da generosidade dos ouvintes e de um fundo que atribui um subsídio anual vindo das rádios comerciais, de uma pequena parte da receita publicitária dessas rádios.
Devido à falta de dinheiro, não é possível medir a audiência mas há noção da audição por muita gente, pelas cartas e telefonemas que recebidos.
A rádio só atinge a região de Paris, porque a permissão “pública” não autoriza a emissão para outros lugares. A potência da rádio é de 4K.
Hoje a Rádio Libertaire está legalizada. Mas em 1983 fomos proibidos de ir para o ar, pois não tínhamos autorização. Foi uma luta de vários meses para poder voltar. Houve mesmo uma manifestação em Paris com mais de 5.000 pessoas.
Mais info na ligação permanente à rádio na coluna dos Sítios a Visitar, com o seguinte endereço: http://rl.federation-anarchiste.org/
Nos protestos gregos há um manifestante que detesta a polícia e chama-se “Loukánikos”, palavra que, em português, significa “salsicha”.
O Salsicha é um cão, certamente anarquista, sempre na frente da batalha contra a polícia. É de todos conhecido pelo seu alinhamento junto dos manifestantes e pela sua presença constante em todas as manifestações, ao ponto de se ter tornado já uma celebridade, com direito ao cognome de “Cão Anarquista” e até a um blogue
Loukánikos é um cão sem dono que vive nas ruas da capital grega. Na Grécia, ao contrário do que acontece noutros países, não se abatem os cães de rua, nem sequer são recolhidos para um canil. Os cães de rua são tratados, recebem vacinas e voltam a soltá-los, após a inserção de um “microchips” identificativo e a colocação de coleiras com um número de identificação e um número de telefone para onde se deverá ligar caso causem problemas.
Anna Makri, dos serviços municipais de Atenas diz: «Na maioria dos países europeus, resolvem o problema (dos cães de rua) com eutanásia. Mas a cultura grega é contra isso. A nossa lei procura antes ir no sentido da reabilitação dos cães. As pessoas aqui tomam conta deles e amam-nos. São como que os cães de toda a gente.»
Por esta mesma altura de outubro mas do ano de 1884, saía em Paris o primeiro número da revista "La Revue Anti-patriote Révolutionnaire", uma publicação mensal de Georges Deherme que sairá apenas por dois números.
Especula-se que esta revista poderá estar na origem da criação, em 1886, da “Liga dos Antipatriotas” ("Ligue des Anti-patriotes").
Na revista podia ler-se: «Nunca cessaremos de fazer, por todo o lado e todos os dias, uma guerra firme aos preconceitos e àqueles que os mantêm, porque acreditamos que são eles que maiores entraves colocam ao prosseguimento da Revolução Social que travará esta sociedade baseada no assassinato legal e na exploração, substituindo-a por uma sociedade igualitária baseada na paz e no trabalho, onde cada um produzirá de acordo com a sua força e capacidade e poderá consumir de acordo com as suas necessidades, sendo esta a Sociedade Comunista Anarquista.»
Na última edição do relatório da Transparência da Google vem a indicação que os pedidos de informação do Governo português sobre utilizadores de contas e serviços da Google aumentaram de 92 (último semestre de 2010) para 161 pedidos (primeiro semestre de 2011).
A Google diz que em cerca de metade dos pedidos enviou total ou parcialmente a informação requisitada pelas autoridades portuguesas, afirmando ainda que o número de pedidos que recebe para fornecer informações de utilizadores, tem aumentado de ano para ano».
No relatório são ainda analisados os pedidos das autoridades para a remoção de conteúdos que, segundo a Google, foi inferior a 10, no caso de Portugal, no primeiro semestre deste ano, não especificando, no entanto, que tipos de conteúdos ou as razões invocadas pelas autoridades portuguesas.
Que sabe a Google de ti? Que sabe o Governo de ti?
Por esta mesma altura, outubro, do ano de 1960, saía em São Paulo (Brasil), o primeiro número do jornal “O Libertário”.
No cabeçalho podia ler-se um dos princípios do jornal: «Antepor o livre exame do dogma e a liberdade a todas as coações, eis os princípios básicos do anarquismo».
O responsável pelo jornal era Pietro Catallo, que o publicará até 1964.
Note-se que já em 1904 havia saído no Rio de Janeiro um jornal com a mesma designação, então publicado pelos anarquistas Manuel Moscoso e Carlo Dias.
Em baixo podes ver a imagem desse primeiro número.
A “Es.Col.A” é o espaço coletivo autogestionado situado no Alto da Fontinha, no Porto (Rua da Fábrica Social, 17), e, entre outras iniciativas, dispõe de acompanhamento e apoio educativo gratuito, todos os dias, de segunda a sexta-feira, após o horário escolar, proporcionando ajuda aos alunos na realização dos seus trabalhos de casa, bem como explicações nas matérias necessárias.
Esta é mais uma valia desta vigorosa iniciativa.
Mais info no sítio da Es.Col.A, com ligação permanente na coluna dos Sítios a Visitar.
«Trabalhadores do mundo acordem. Quebrem as vossas correntes e exijam os vossos direitos. Toda a riqueza que produzis é tomada por parasitas exploradores. Será que vos deveis ajoelhar em profunda submissão, do berço ao cemitério? Será que o peso das vossas ambições vos limita a sereis apenas bons escravos voluntários?»
Joe Hill, nascido Joel Emmanuel Hägglund, também conhecido como Joseph Hillström (1879ou1882–1915).
Foi um anarcossindicalista, compositor e músico libertário nascido na Suécia e erradicado nos Estados Unidos, país em que fez parte da organização libertária: Industrial Workers of the World (IWW). Foi executado por homicídio após um julgamento controverso. Depois de sua morte foram compostas diversas canções folk em sua memória.
A China volta a vir a público defender, sem preconceito ou pudor, o recurso à censura na Internet.
Há alguns dias o governo norteamericano, na Organização Mundial de Comércio, pediu explicações a Pequim sobre o bloqueio dos serviços de algumas empresas norteamericanas naquele país. Uma porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Jiang Yu, afirma, em resposta, que a China defende o desenvolvimento da Internet e a proteção da liberdade de expressão na rede mas reconhece que «ao mesmo tempo, em termos de gestão legal da Internet na China, o objetivo é manter um bom ambiente na Internet e salvaguardar o interesse público».
A mesma responsável sublinha ainda que as práticas da China «estão em linha com práticas internacionalmente aceites».
E afirmou ainda que «estamos dispostos a trabalhar com outros países e em falar com eles sobre o desenvolvimento da Internet», mas realça que «não aceitamos que utilizem a desculpa da liberdade na Internet para interferir nas práticas internas dos países».
Vê a reportagem – no vídeo abaixo – realizada há dias sobre o debate indígena com a presença de indígenas de diferentes tribos do Brasil.
O debate foi organizado pelo Tribunal Popular e pela APROPUC – Associação dos professores da PUC-SP, com o seguinte tema: “Diante a demora do Estado de fazer demarcação; o jeito indígena de reconquistar suas terras”.
Este foi mais um ato levado a acabo por parte das tribos indígenas em prol da luta pelos seus direitos, ainda não respeitados, no Brasil.
Apesar das histórias relacionadas com a opressão do capital sobre os povos e culturas e mesmo apesar de tanta perseguição ao índio, estes estão ainda de cabeça erguida, lutando sempre.
A morte de um ditador é sempre motivo de alegria.
A confirmação da morte de Muammar Kadhafi hoje parece constituir um virar de página histórico para, não só para a Líbia, como, com certeza, para a região.
Recordemos que esta morte advém da revolta iniciada no passado mês de fevereiro, de forma tímida, com alguns protestos na rua que evoluiu lentamente para uma revolta à escala nacional. Os rebeldes organizaram-se com um Conselho Nacional de Transição (CNT), ao qual Kadhafi respondeu nas ruas, brutalmente, com militares e poder de fogo. Em março, a comunidade internacional acordou e, sob a batuta da OTAN (NATO), começou a ajudar as forças rebeldes e a bombardear as forças do regime.
Entre avanços e recuos na guerra civil, os rebeldes acabariam por ganhar ascendente. Chegam a Tripoli, capital do país, em agosto, e celebram a conquista da cidade na fortaleza que outrora servira de base para Kadhafi. Os rebeldes controlavam já quase toda a Líbia, mas faltava o ditador. Rumores apontavam que estaria no deserto a sul do país, protegido por Tuaregues, mas hoje as notícias da captura e morte saíram disparadas para o mundo.
Kadhafi governou o país de forma muito dura e extravagante durante 42 anos.
Agora devemos interrogar-nos sobre o efeito contaminador que a morte deste ditador poderá ter para os demais países ainda com filhos da puta deste género a tolher o povo.
A queda dos regimes autoritários da Tunísia, em janeiro, e do Egito, em fevereiro, mostraram ao mundo os protestos de dois povos árabes e a sua influência na queda dos ditadores que governavam nos seus países. As revoluções uniram-se na denominação de “Primavera Árabe”, que rapidamente se transformou em movimento de revolta.
Agora a atenção mediática internacional deverá voltar-se para a Síria e para o Iémen, já em ebulição.
A Líbia foi a primeira nação do Médio Oriente a incendiar as ruas com protestos, e a primeira a pôr fim à sua ditadura. Sendo muito cedo para avançar com um efeito dominó espoletado pela queda do ditador, não será exagerado dizer que as tensões poderão aumentar tanto na Síria como no Iémen, nações que acompanharam a Líbia na revolta contra os seus ditadores.
Para além destes dois casos com maior relevância, não podemos esquecer também os protestos e tensões no reino do Bahrain que, embora em menor escala, encontram-se igualmente latentes.
A cidade de Montreal ganhou um novo espaço anarquista desde a passada terça-feira (11 de outubro). Trata-se do espaço denominado "La Belle Époque".
O local foi aberto com uma grande festa e já oferece diversas atividades e programações que englobam o universo libertário. O "La Belle Époque" apresenta-se assim na sua página eletrónica:
«La Belle Époque é um projeto coletivo que visa colocar as ideias e energias anarquistas nas ruas de Montreal. Na sua forma física, está alocado num espaço alugado no sudoeste de Montreal, na rua Wellington, nº. 1984. Este espaço auto-organizado é destinado a favorecer a reflexão coletiva entre as nossas ideias e experiências com o mundo que nos rodeia. Recusamos separar as ideias do quotidiano. Este espaço é contextual às relações que criou e às amizades e afinidades que vão resultar. Contrariamente ao mundo colonizado pelo capital que transpira morte, nós valorizamos a vida e a paixão. Nesse sentido, nós solidificamos a nossa luta constante contra tudo aquilo que nos destrói e nos impede de viver segundo as nossas determinações.»
Mais info em: www.epoquemtl.org
Ligação também disponível de forma permanente na coluna dos “Sítios a Visitar”.
Em baixo podes ver uma fotografia na qual aparentemente alguns manifestantes violentos estão a ser imobilizados pela polícia.
Atenção ao pormenor de que tais manifestantes violentos calçam exatamente as mesmas botas que as dos polícias, isto é, as botas próprias do seu fardamento.
Por que será? Coincidência?
Claro que não. São polícias trajando à civil que se misturam com os manifestantes com o propósito de provocar desacatos no momento julgado oportuno a fim de permitir uma intervenção musculada junto dos reais manifestantes. Ao mesmo tempo captam a atenção dos meios de comunicação de massas para o caráter violento dos manifestantes, o que proporciona fantásticos títulos e largas vendas.
Normalmente, os polícias infiltrados têm mais cuidado com o seu disfarce. No caso da foto abaixo esqueceram-se de trocar as botas, permitindo uma mais fácil identificação, no entanto, são quase sempre identificados: pela forma como se movem com o grupo em que se inserem, num mínimo de dois a três indivíduos, a forma extrapolada e provocatória de agir e mesmo a sua compleição física que denota a frequência de ginásios e/ou halterofilismo, cabelo curto bem cortado e postura militarizada, enfim, um conjunto de sinais para os quais se deve estar atento, independentemente dos atos que pratiquem contra a polícia, arremessando objetos, insultando-os, forçando barreiras, etc. são atos teatrais habituais e fazem até parte dos treinos frequentes em que participam aprendendo a lidar com os manifestantes.
As manifestações nas ruas nos cerca de 80 países deste fim de semana tiveram, finalmente, eco nas Nações Unidas (ONU), tendo o seu secretário-geral Ban Ki-Moon, vindo a público demonstrar a sua compreensão pelos protestos, posição aliás comum a todos os políticos dos diversos países, isto é, todos têm uma grande compreensão, mais nada.
As declarações de Ban Ki-Moon, por ser o representante daquela organização mundial, revelam-se, no entanto, de maior destaque mediático, principalmente ainda pelo facto de terem sido proferidas antes de um encontro (na Suíça), entre ele (secretário-geral da ONU) e o grupo dos países do G20.
Disse: «As frustrações que a crise financeira está a causar (…) É isso que estamos a ver um pouco por todo o mundo, começando em Wall Street, as pessoas estão a mostrar as suas frustrações, e em todo o mundo estão a enviar uma mensagem clara e inequívoca».
O movimento dos “Indignados” está já globalizado e os protestos que se erguem em uníssono, por todas as principais capitais europeias e mundiais, onde milhares protestam a nível global, pese embora o seu caráter pacífico e sem obtenção imediata de qualquer alteração no estado das coisas, se persistir no tempo e na intensidade, poderá transformar-se e vir a obter alguma alteração.
Neste fim de semana, verificamos como todas as manifestações foram pacíficas com exceção das notícias vindas de Roma (Itália) que referem cerca de dois milhões de euros de prejuízos, advindos das manifestações que o grupo “Black Block”, em separado levou a cabo, atacando alguns dos pilares representativos da sociedade capitalista, como incendiando viaturas de alta gama, pilhando lojas de luxo, etc., tendo constituído a faceta mais ativa e, bem assim, destruidora, dos protestos globais do último sábado.
Esta forma de atuação de Roma tenderá a alastrar-se cada vez mais aos outros países/cidades, principalmente após a constatação da inação dos governos e da necessidade objetiva que existe de fazê-los cair, substituindo o sistema por outro, uma vez que as manifestações, apesar de muito bonitas, bem intencionadas e contendo cartazes muito imaginativos, não levam a lado nenhum.
«As liberdades conquistadas pela espécie humana são obra dos ilegais de todos os tempos, que tomaram as leis em suas mãos e as despedaçaram.»
Cipriano Ricardo Flores Magón (1874-1922)
Uma utilizadora da rede social “Facebook” acusa o sítio-rede de a vigiar, a si e aos demais membros, seguindo a sua navegação mesmo depois do encerramento da sessão da conta.
A queixa foi apresentada pela norte-americana Brooke Rutledge num tribunal do estado do Mississipi. Este caso remete ainda para uma investigação divulgada há algumas semanas pelo bloguer australiano Nik Cubrilovic, que descobriu que os “cookies” do “Facebook” conseguiam monitorizar a navegação dos utilizadores do sítio, mesmo depois de encerrarem a sessão, quando estes visitavam outras páginas onde se encontrasse o botão «Gosto».
No mesmo processo, que pretende ser em nome de múltiplos membros da rede social, a utilizadora do “Facebook” acusa ainda a rede social de «quebra de contrato, enriquecimento injusto e invasão de privacidade», de acordo com o portal “The Register” que adiantou ainda que «até ao passado dia 23 de setembro de 2011 o “Facebook” monitorizou, recolheu e guardou as comunicações eletrónicas dos utilizadores, incluindo, mas não limitando, partes do histórico do browser, mesmo quando os utilizadores não estavam ligados ao Facebook».
A polícia russa está interessada no
controlo e conhecimento dos movimentos anarquistas e, para isso, na passada
semana, um companheiro foi detido, interrogado e torturado pela polícia de
Moscovo, prosseguindo assim as detenções iniciadas com as prisões dos supostos
anarquistas insurrecionalistas.
Na passada sexta-feira, dia 7 de Outubro,
um ativista que estava organizando um evento para arrecadar fundos para o apoio
financeiro dos anarquistas presos foi detido e de forma brutal foi submetido a
sessões de tortura num posto policial.
Esteve detido ao longo de toda a noite
(apenas uma noite) com o único propósito de explicar, sob tortura, o
funcionamento da “estrutura” anarquista da Cruz Negra Anarquista (CNA/ABC) e qual
o seu papel no apoio aos presos.
Foi submetido a muitas perguntas a
propósito das recentes detenções e suas conexões com os detidos, com vários
grupos autónomos e ataques realizados por anarquistas, sendo depois libertado,
sem mais nem menos.
No
próximo dia 15 de Outubro (sábado), haverá uma manifestação internacional em
diversas cidades com o propósito simples de reclamar uma democracia
participativa e o fim da precariedade de vida, a par de uma transparência nas
decisões políticas.
Em
Portugal, podem ler-se manifestos mais ou menos assim (síntese):
«Somos “gerações à rasca”, pessoas que trabalham, precárias,
desempregadas ou em vias de despedimento, estudantes, migrantes e reformadas,
insatisfeitas com as nossas condições de vida. Hoje vimos para a rua, na Europa
e no Mundo, de forma não violenta, expressar a nossa indignação e protesto face
ao atual modelo de governação política, económica e social. Um modelo que não
nos serve, que nos oprime e não nos representa. Queremos uma Democracia
participativa, onde as pessoas possam intervir ativa e efectivamente nas
decisões. Uma Democracia em que o exercício dos cargos públicos seja baseado na
integridade e defesa do interesse e bem-estar comuns. A qualidade de uma
Democracia mede-se pela forma como trata as pessoas que a integram.»
Extrato retirado da ATTAC Portugal
que podes ler na íntegra em: http://attacportugal.webnode.com/news/a15%20de%20outubro%20a%20democracia%20sai%20%c3%a0%20rua%21/
Ora, estas gerações à rasca (aflitas) querem melhorar o sistema político
em vigor, reclamando mais participação na política como caminho para a
transparência e para o fim da precariedade; tudo ambições de merda impossíveis
de concretizar no sistema político-económico atual, sendo até, elas próprias,
incompatíveis entre si, isto é, é impossível a coexistência de uma democracia
representativa com a transparência e muito menos com o fim dos interesses
económico-financeiros e, por conseguinte, do eventual fim da precariedade.
É
muito bonito ver estas gerações com ambições bonitas e manifestações tão bem
encaixadas e organizadas no sistema. É bonito ver esta juventude tão ativa. Vai
ser mais bonito ainda ver as reportagens da televisão com as suas roupas e
cartazes com dizeres tão engraçados. É tudo tão bonito e é tudo verdade mas falecerá
no dia seguinte porque nada será possível mudar por esta via bonita de
melhoramento e não de finalização e transformação radical, conforme nos diz a
História da Humanidade.
Já
está disponível o nº. 2 da revista galega “A Revolta dos Caracóis” (Em
subtítulo: “Revista de pensamento queer e anormal”), que podes descarregar na
ligação abaixo indicada, bem como o seu primeiro número.
https://sites.google.com/site/abordaxerevista/home/outras-publicacions-amigas
Os
temas abordados neste novo número são os seguintes:
1- Manifesto Transfeminista,
2- Lixo e género,
3- Nenhuma mulher nasce puta,
4- Butler para amadores,
5- Especial Intersexualidade,
6- Antipsiquiatria
7- Sempre Maus e
8- Pornopoemas.
No
Editorial pode ler-se o seguinte:
«Neste número volvemos á carga disparando
verbas tingidas de sangue, bombas atómicas de padecemento marxinal,
sentimentos-proxectil de amor/odio en nome de todxs xs que vivimos nas marxes
deste caos engaiolado que chamamos estrutura social e que nos rouba a vida...
(…) construamos os nosos corpos e as nosas mentes, sexamos libres e pasemos da
teoría á acción, facendo a verdadeira poesía, “queimémolo ceo si é preciso por
vivir” como dicía certo cantautor cubano...»