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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Resistência à PM na USP

      Na semana passada (no dia 27 de outubro) cerca de 500 estudantes enfrentaram a Polícia Militar brasileira barrando-lhes a entrada na Universidade de São Paulo.
      A seguir está o relato dos acontecimentos:
      «A PM abordou três estudantes na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP) e agiu de forma truculenta, acusando-os de consumo de maconha. A ação foi o estopim para a mobilização de 500 estudantes para barrar a militarização da USP e combater a gestão duvidosa do reitor João Grandino Rodas, investigado por corrupção pelo Ministério Público.
      Diante da tentativa da PM em prender os três estudantes outros foram se aproximando para impedir a ação e a polícia foi chamando reforços: chegaram pelo menos 15 viaturas e centenas de estudantes e professores. Durante 3 horas de tensão crescente a polícia fez ameaças e ofensas verbais, até que finalmente atacou com gás lacrimogéneo, spray de pimenta, bala de borracha e cassetete, num confronto que durou meia hora.
      O Prof. Lincoln Secco afirma que viu os estudantes "empunhando livros contra policiais atónitos". Em seguida, 500 estudantes decidiram em assembleia ocupar a administração da FFLCH até que o reitor João Grandino Rodas rompa o convénio que assinou vinculando a USP à PM e cesse o processo de militarização da universidade.
      Em entrevista ao blogue do Sakamoto, manifestantes afirmam que "historicamente, o movimento social organizado na USP obteve a conquista da autonomia universitária. Isto significa afirmar uma conceção de universidade como espaço de livre pensamento, organização e manifestação. A autonomia também se refere à segurança. Por isso, temos na USP a Guarda Universitária. A presença de forças militares no campus não apenas em história longínqua, como também em anos recentes, não esteve relacionada à garantia de segurança e ao combate do crime, mas sim à repressão política ao movimento social da Universidade. Em 2009, por exemplo, a Polícia Militar transformou o campus do Butantã numa praça de batalha ao reprimir um movimento grevista.»
      Mais info no blogue da ocupação:
      http://ocupauspcontrarepressao.blogspot.com/
      Vê abaixo o vídeo do acontecimento e, no final, vê os vídeos relacionados.


quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Atenção aos Utilizadores Google

      Na última edição do relatório da Transparência da Google vem a indicação que os pedidos de informação do Governo português sobre utilizadores de contas e serviços da Google aumentaram de 92 (último semestre de 2010) para 161 pedidos (primeiro semestre de 2011).
      A Google diz que em cerca de metade dos pedidos enviou total ou parcialmente a informação requisitada pelas autoridades portuguesas, afirmando ainda que o número de pedidos que recebe para fornecer informações de utilizadores, tem aumentado de ano para ano».
      No relatório são ainda analisados os pedidos das autoridades para a remoção de conteúdos que, segundo a Google, foi inferior a 10, no caso de Portugal, no primeiro semestre deste ano, não especificando, no entanto, que tipos de conteúdos ou as razões invocadas pelas autoridades portuguesas.
      Que sabe a Google de ti? Que sabe o Governo de ti?

sábado, 22 de outubro de 2011

A China e a Censura

      A China volta a vir a público defender, sem preconceito ou pudor, o recurso à censura na Internet.
      Há alguns dias o governo norteamericano, na Organização Mundial de Comércio, pediu explicações a Pequim sobre o bloqueio dos serviços de algumas empresas norteamericanas naquele país. Uma porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Jiang Yu, afirma, em resposta, que a China defende o desenvolvimento da Internet e a proteção da liberdade de expressão na rede mas reconhece que «ao mesmo tempo, em termos de gestão legal da Internet na China, o objetivo é manter um bom ambiente na Internet e salvaguardar o interesse público».
      A mesma responsável sublinha ainda que as práticas da China «estão em linha com práticas internacionalmente aceites».
      E afirmou ainda que «estamos dispostos a trabalhar com outros países e em falar com eles sobre o desenvolvimento da Internet», mas realça que «não aceitamos que utilizem a desculpa da liberdade na Internet para interferir nas práticas internas dos países».

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Uma Boa Notícia

      A morte de um ditador é sempre motivo de alegria.
      A confirmação da morte de Muammar Kadhafi hoje parece constituir um virar de página histórico para, não só para a Líbia, como, com certeza, para a região.
      Recordemos que esta morte advém da revolta iniciada no passado mês de fevereiro, de forma tímida, com alguns protestos na rua que evoluiu lentamente para uma revolta à escala nacional. Os rebeldes organizaram-se com um Conselho Nacional de Transição (CNT), ao qual Kadhafi respondeu nas ruas, brutalmente, com militares e poder de fogo. Em março, a comunidade internacional acordou e, sob a batuta da OTAN (NATO), começou a ajudar as forças rebeldes e a bombardear as forças do regime.

      Entre avanços e recuos na guerra civil, os rebeldes acabariam por ganhar ascendente. Chegam a Tripoli, capital do país, em agosto, e celebram a conquista da cidade na fortaleza que outrora servira de base para Kadhafi. Os rebeldes controlavam já quase toda a Líbia, mas faltava o ditador. Rumores apontavam que estaria no deserto a sul do país, protegido por Tuaregues, mas hoje as notícias da captura e morte saíram disparadas para o mundo.
      Kadhafi governou o país de forma muito dura e extravagante durante 42 anos.

      Agora devemos interrogar-nos sobre o efeito contaminador que a morte deste ditador poderá ter para os demais países ainda com filhos da puta deste género a tolher o povo.
      A queda dos regimes autoritários da Tunísia, em janeiro, e do Egito, em fevereiro, mostraram ao mundo os protestos de dois povos árabes e a sua influência na queda dos ditadores que governavam nos seus países. As revoluções uniram-se na denominação de “Primavera Árabe”, que rapidamente se transformou em movimento de revolta.
      Agora a atenção mediática internacional deverá voltar-se para a Síria e para o Iémen, já em ebulição.
      A Líbia foi a primeira nação do Médio Oriente a incendiar as ruas com protestos, e a primeira a pôr fim à sua ditadura. Sendo muito cedo para avançar com um efeito dominó espoletado pela queda do ditador, não será exagerado dizer que as tensões poderão aumentar tanto na Síria como no Iémen, nações que acompanharam a Líbia na revolta contra os seus ditadores.
      Para além destes dois casos com maior relevância, não podemos esquecer também os protestos e tensões no reino do Bahrain que, embora em menor escala, encontram-se igualmente latentes.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Agitadores Infiltrados

      Em baixo podes ver uma fotografia na qual aparentemente alguns manifestantes violentos estão a ser imobilizados pela polícia.

      Atenção ao pormenor de que tais manifestantes violentos calçam exatamente as mesmas botas que as dos polícias, isto é, as botas próprias do seu fardamento.
      Por que será? Coincidência?
      Claro que não. São polícias trajando à civil que se misturam com os manifestantes com o propósito de provocar desacatos no momento julgado oportuno a fim de permitir uma intervenção musculada junto dos reais manifestantes. Ao mesmo tempo captam a atenção dos meios de comunicação de massas para o caráter violento dos manifestantes, o que proporciona fantásticos títulos e largas vendas.
      Normalmente, os polícias infiltrados têm mais cuidado com o seu disfarce. No caso da foto abaixo esqueceram-se de trocar as botas, permitindo uma mais fácil identificação, no entanto, são quase sempre identificados: pela forma como se movem com o grupo em que se inserem, num mínimo de dois a três indivíduos, a forma extrapolada e provocatória de agir e mesmo a sua compleição física que denota a frequência de ginásios e/ou halterofilismo, cabelo curto bem cortado e postura militarizada, enfim, um conjunto de sinais para os quais se deve estar atento, independentemente dos atos que pratiquem contra a polícia, arremessando objetos, insultando-os, forçando barreiras, etc. são atos teatrais habituais e fazem até parte dos treinos frequentes em que participam aprendendo a lidar com os manifestantes.


quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Controlo Policial na Rússia

      A polícia russa está interessada no controlo e conhecimento dos movimentos anarquistas e, para isso, na passada semana, um companheiro foi detido, interrogado e torturado pela polícia de Moscovo, prosseguindo assim as detenções iniciadas com as prisões dos supostos anarquistas insurrecionalistas.
      Na passada sexta-feira, dia 7 de Outubro, um ativista que estava organizando um evento para arrecadar fundos para o apoio financeiro dos anarquistas presos foi detido e de forma brutal foi submetido a sessões de tortura num posto policial.
      Esteve detido ao longo de toda a noite (apenas uma noite) com o único propósito de explicar, sob tortura, o funcionamento da “estrutura” anarquista da Cruz Negra Anarquista (CNA/ABC) e qual o seu papel no apoio aos presos.
      Foi submetido a muitas perguntas a propósito das recentes detenções e suas conexões com os detidos, com vários grupos autónomos e ataques realizados por anarquistas, sendo depois libertado, sem mais nem menos.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Atriz Condenada a Prisão e a Chicotadas

      Marzie Vafamehrha é uma atriz iraniana que acaba de ser condenada a um ano de prisão e a 90 chicotadas pelo crime de haver participado no filme «Teherane Man Haray».
      Marzie é casada com o cineasta iraniano Naser Taghvai, e foi detida já no final de junho, pela atuação no filme que narra os problemas de uma jovem artista para viajar para a Austrália.
      O cineasta marido declarou ao sítio noticioso “Kalameh” que outras pessoas envolvidas no filme também foram presas, mas só Marzie foi condenada. Segundo o cineasta iraniano, o filme contava com a permissão do Ministério de Cultura e Orientação Islâmica. “Marzie está numa prisão de Garchak, numa província de Teerão. O local é um antigo galinheiro que não apresenta as mínimas condições higiénicas”, acrescentou o marido da atriz.
      O filme foi produzido há quatro anos por Garanaz Musavi, uma cidadã iraniana que reside na Austrália, e foi o resultado de uma tese universitária que contou com a participação de muitos estudantes, todos com a permissão das autoridades.
      Apresentado em vários festivais, o filme chegou ao Irão por vias desconhecidas e acabou por ser distribuído no mercado negro. «Antes, o filme era vendido por menos de 1 dólar. Agora, devido ao processo, custa 6 dólares», adiantou Taghvai.
      A pressão sobre os artistas, especialmente mulheres cineastas e atrizes, aumentou muito nos últimos meses no Irão e várias delas foram detidas, processadas e condenadas com diversas penas.
      Depois de tomar conhecimento da sentença, decretada por um tribunal de justiça de Teerão, o advogado de Marzie apresentou um recurso à instância superior.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Pimenta no Cu dos Outros

      No passado dia 3 de julho, no Porto, foi colocada uma faixa, no Viaduto VCI, na Rua de Costa Cabral, com a seguinte inscrição: “Pimenta no cu dos outros é refresco – Hoje a Grécia amanhã Portugal”.

      No primeiro dia de julho, cerca de 20 pessoas, entre anarquistas e solidários, estiveram presentes na embaixada da Grécia em Lisboa, para desta forma se solidarizarem com a luta do povo grego e repudiar a repressão brutal que foram alvo centenas de pessoas, principalmente em Atenas, durante as duas últimas greves gerais.
      Um comunicado, aprovado em assembleia e por consenso, foi entregue no corpo diplomático grego de Lisboa. O texto referia a escravatura laboral, o desemprego brutal, a regressão dos direitos sociais impostos pela UE, FMI e BE e contra os quais a luta é a mesma, em Portugal ou na Grécia, repudiando-se ainda em particular a utilização pelas forças de segurança gregas, durante a greve de 48 horas dos passados dias 28 e 29 de junho, de gás com produtos químicos, alguns dos quais proibidos pela Convenção de Genebra desde 1925.
      O presidente da associação farmacêutica nacional da Grécia afirmou pretender apresentar uma ação judicial contra o governo daquele país relativamente ao uso de substâncias ilegais porque não foi usado apenas gás lacrimogéneo, mas outros produtos inclusive com agentes asfixiantes.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Apartheid

      Foi num dia como o de hoje mas do ano de 1976 (há 35 anos) que ocorreu o levantamento revoltoso do Soweto (subúrbio negro de Johanesburgo), uma das mais sangrentas rebeliões negras durante a vigência do regime racista do “Apartheid” na África do Sul. 
      Desde os anos de 1960 que os negros haviam iniciado manifestações contra o regime racista instituído cerca de 10 anos antes. 
      Os primeiros a manifestarem-se foram os estudantes negros, pois estes tinham que pagar para poder frequentar as escolas e estas eram próprias só para negros, com péssimas condições, superlotadas e se professores qualificados, por oposição às boas escolas e gratuitas de que os brancos desfrutavam. 
      O regime de segregação racial determinava, por lei, que os brancos detinham o poder total e os demais povos deveriam viver separados dos brancos com regras próprias que lhes impunham não lhes permitindo qualquer direito de cidadania. 
      A segregação ia ao pormenor de distinguir os transportes públicos, havendo transportes próprios para brancos e outros, piores, para negros, com as suas respectivas e distintas paragens. Segregava-se tudo: lojas, praias, piscinas, bibliotecas, até os bancos nos jardins tinham indicações de “só para brancos” ou “só para europeus”.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Index Librorum Prohibitorum

      Foi num dia como o de hoje, mas de há 45 anos, corria o ano de 1966, que o Vaticano anunciou a abolição do “Index Librorum Prohibitorum”, isto é, o Índice dos Livros Proibidos.
      Esta lista dos livros proibidos pela Igreja Católica foi instituída em 1557, isto é, há mais e durante quatro séculos.
 

sábado, 11 de junho de 2011

Repressão Sindical

      Foi divulgado na passada quarta-feira, dia 8, o relatório sobre o ano passado (2010) da Confederação Sindical Internacional (CSI) sobre violações dos direitos sindicais no Mundo, revelando um quadro de assassinatos, repressão de governos e patrões, penúrias económicas para os assalariados, com aumento de desemprego, pobreza e insegurança.

      Nesta compilação anual dos abusos contra os direitos dos trabalhadores, constata-se que os abusos se perpetraram em 143 países e causaram a morte de 90 pessoas (49 delas na Colômbia) por sua dedicação a legítimas atividades sindicais. Pelas mesmas razões, outras 75 pessoas receberam ameaças de morte nesse período. Pelo menos 2500 sindicalistas foram detidos e uns 5000 demitidos do seu emprego.
      Em todo o Mundo se assiste a uma contínua erosão dos direitos de sindicalização e negociação coletiva, dois elementos básicos da proteção dos trabalhadores.
      O relatório destina secções especiais a descrever e analisar "as mudanças transcendentais" que acontecem no mundo árabe depois das mobilizações populares em defesa dos direitos democráticos, ocupando-se também das economias mais ricas do Mundo, em especial dos Estados Unidos, onde os ataques aos direitos de sindicalização e de negociação coletiva, identificados em 2009 e em períodos anteriores, "se intensificaram em 2010".
      A Colômbia, com 49 assassinatos de sindicalistas em 2010, figura mais uma vez como o país mais perigoso para quem se dedica a defender os trabalhadores. Depois da Colômbia, é a Guatemala, o segundo país mais perigoso, onde foram abatidos 10 sindicalistas.
      O relatório expõe também a denegação de direitos fundamentais no trabalho, dominante no Médio Oriente. Dois estados dessa região, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, aparecem no relatório junto à Birmânia como mostra de países que proíbem totalmente o sindicalismo.
      O relatório anual da C.S.I. aborda ainda a situação global do trabalho, com a crise do emprego, consequência da contração económica mundial que prossegue em todas as regiões por causa d os responsáveis políticos em geral não introduzirem as mudanças necessárias para criar e manter o emprego.
      Os governos assumiram a retórica corporativa de livre mercado não só contra as famílias trabalhadoras, como também da estabilidade e o futuro de suas próprias economias nacionais.
      O relatório da C.S.I. detém-se também na exploração das mulheres trabalhadoras das zonas francas e fábricas têxteis espalhadas por todo mundo. As mulheres são a maioria nesses recintos manufatureiros onde os direitos fundamentais de organização sindical e de negociação coletiva não existem.


sábado, 21 de maio de 2011

Trabalhadores do Inferno

      Foi divulgado um estudo, levado a cabo pelo maior centro estatístico da Rússia, no qual se concluiu que as fábricas da “Apple” e os parque da “Disney” têm condições infernais para os trabalhadores, sendo já muitos os casos de suicídio nestas empresas, devido às condições de trabalho.

      Os funcionários das fábricas chinesas “Foxconn”, que fabricam os tão cobiçados produtos da “Apple” como “iPads” e “iPhones”, têm salários muito reduzidos e condições muito duras de trabalho. Foram já 40 os operários que se suicidaram. Vivem com redes de arame a tapar as janelas onde dormem, são obrigados a assinar documentos de compromisso de não se suicidarem e se o fizerem a família recebe uma indemnização mínima. Os operários chineses têm apenas uma folga de 15 em 15 dias, não podem falar durante as horas de trabalho e não podem ver os seus parentes, sendo penalizados com mais 100 horas de trabalho por mês caso violem estas normas. Nos dormitórios vivem 24 operários por quarto.
      Os parques da “Disney” também batem os recordes de suicídios entre funcionários. O sonho de qualquer criança parece ser o inferno de qualquer trabalhador. Segundo o ranking deste estudo, trabalhar no Afeganistão consegue ser menos duro do que nos parques que se dizem o «local mais feliz do planeta». Os funcionários chamam ao parque “Mauschwitz”, uma junção da palavra “mouse”, de rato “Mickey”, e “Auschwitz”, o campo nazi. Só no ano passado (2010) suicidaram-se quatro empregados da “Eurodisney”, em Paris e desde 2008 já foram 44 os funcionários a pôr termo à vida.

sábado, 14 de maio de 2011

Reformulada Lista de Terroristas EUA

      Com a suposta recente morte do fundador e líder da rede Al-Qaeda, Osama Bin Laden, o FBI, a polícia federal estadunidense, reorganizou a lista dos mais procurados pelos Estados Unidos por atividades terroristas.

      Daniel Andreas San Diego é um fugitivo, pertencente ao movimento de libertação animal e da Terra e é agora o número três da lista dos mais procurados.
      Andreas foi acusado em 2004 pelos ataques relacionadas com a campanha contra a HLS (Huntingdon Life Sciences), Chiron (Emeryville, Califórnia) e Shaklee (Pleasonton, Califórnia).
      A última vez que foi visto foi em 2003, depois de ter escapado à vigilância do FBI no centro de São Francisco.
      Andreas San Diego é o principal suspeito referente ao bombardeio a Shaklee, por ter sido detido por uma simples infração de trânsito, perto do local da detonação dos explosivos, motivo pelo qual se suspeita dele.
      Andreas está em fuga há quase oito anos.
      A inclusão de Andreas na lista dos mais procurados é uma estratégia ousada do governo federal norte-americano, vendendo ao público a falsa informação de que os ativistas pela libertação animal e a ALF são terroristas.
      O movimento de libertação animal atua há mais de 30 anos, nunca tendo ferido nenhum humano ou animal. Os ataques foram realizados a edifícios de escritórios vazios.
      O FBI diz o seguinte sobre o fugitivo:
      «Daniel Andreas San Diego é procurado por seu suposto envolvimento no bombardeio de dois edifícios de escritórios na área de São Francisco, Califórnia. Em 28 de agosto de 2003, duas bombas explodiram, com cerca de uma hora de diferença na Chiron Corporação, em Emeryville. Em 26 de setembro de 2003, uma bomba, amarrada com pregos, explodiu na Corporação Shaklee, em Pleasanton. Andreas foi acusado no Tribunal Federal Distrital, Distrito Norte da Califórnia, em julho de 2004.»
      O FBI diz ainda que Andreas “deve ser considerado armado e perigoso”.
      Andreas San Diego enfrenta uma pena de prisão perpétua, se for preso, por isso está em fuga; pela sua vida.


terça-feira, 10 de maio de 2011

Espionagem nas Redes Sociais

      Julian Assange, fundador da WikiLeaks, em entrevista ao canal de televisão “Russia Today” afirma que a maior rede social da Internet é "a mais assustadora máquina de espionagem já inventada" e admite que a base de dados de pessoas, as suas relações, nomes e endereços possa estar a ser usada pelos serviços de informação norte-americanos, através de um interface desenvolvido especialmente para esse fim.
      "Facebook, Google, Yahoo; todas estas grandes organizações norte americanas têm interfaces integradas para os serviços de informação. Não é uma questão de responder a mandados judiciais. Eles têm uma interface que desenvolveram para os serviços de informação norte-americanos utilizarem.", garante Assange.
      Diz ainda: “Os serviços de informação conseguem aplicar pressão legal e política sobre eles [Facebook e outras redes sociais] e não tem custos gerir os dados um a um, por isso automatizaram o processo. Todas as pessoas deviam perceber que quando adicionam amigos no Facebook estão a fazer trabalho gratuito para as agências de informação dos Estados Unidos e a construir uma base de dados para eles", explica Assange na entrevista. 
      Julian Assange falou também do Wikileaks e afirmou que todas as guerras dos últimos 50 anos foram resultado de mentiras, inventadas propositadamente.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Objetor de Consciência

      O jovem anarquista sul-coreano Jihwan Ahn foi condenado, em Seul, a 18 meses de prisão por objeção de consciência e está atualmente encarcerado na prisão de Youngdengpo, até 16 de agosto de 2012. 
      Jihwan recebeu 18 meses de prisão por rejeição do serviço militar. 
      Na sua declaração de objeção de consciência disse: 
      «Não vejo razões, seja num sentido legal ou mesmo moral, para vos explicar qual o meu critério de consciência, e a história de como esse foi alcançado, ou da veracidade dessa consciência, enquanto eu declaro que me recuso ao serviço militar, de acordo com minha própria consciência. Não estou alegando isso de uma maneira infantil, mas essa é mesmo a minha convicção. 
      Eu gosto de subir uma montanha pela manhã, ou de ir à praia quando está chovendo, tirar uma soneca depois do almoço, e colher flores do campo e colocá-las num vaso em minha sala, todas essas coisas você pode fazer livremente, sem permissão. Para mim, não prestar o serviço militar é assim também uma questão de liberdade individual. Se alguém tenta tirar essa liberdade de mim, é esse alguém que deve explicar por que faz isso, não sou eu que tenho que explicar porque me sinto feliz quando colho uma flor, ou culpado por fazer isso, e todas as outras mudanças emocionais e demais razões de o porquê de gostar de colocar flores num vaso, depois de as colher. 
      Hoje o problema principal é que depois da minha declaração, o processo legal vai começar. Primeiramente, é um problema pedir a alguém que é declaradamente consciente, que prove a sua consciência e, segundo, há o problema que não houveram debates suficientes para entender o porquê do estado-nação (ou melhor, a comunidade) que está tirando a liberdade de alguém. Essa é basicamente uma questão de violência por parte do estado-nação.» 
      Embora a Coreia do Sul tenha sido repetidamente chamada a atenção pelo Comité de Direitos Humanos da ONU, de que deveria reconhecer o direito da objeção de consciência, tanto através das Observações Conclusivas ao estado, assim como na sua jurisprudência no caso do objetores conscientes da Coreia do Sul, isso não tem sido feito. Um projeto do governo anterior para introduzir o direito da objeção consciente foi derrubado pelo governo atual. 
      Em novembro de 2010, 965 objetores conscientes estavam cumprindo sentenças nas prisões, geralmente de 18 meses. Atualmente, um dos casos das Observações Conclusivas que teve apelo junto à Corte Constitucional está pendente. Não obstante, as cortes continuam a mandar os objetores para a prisão. 
      Podes enviar cartas de apoio a este objetor de consciência, Jiwahn Ahn, para o seguinte endereço: 
      Jihwan Ahn
      2568 
      P.O. Box 164 
      Geumcheon-gu 
      Seul, República da Coreia 
      153-600

sexta-feira, 29 de abril de 2011

O Outro Lado do Casamento

      Após dias e dias de bombardeamento opioso pelos meios de comunicação de massas, com os preparativos do casamento na Grã-Bretanha, eis que hoje, por fim, ejacula o ansiado ato de estupidificação massiva. 
      Ao ato compareceu ainda, sem convite algum, um grupo de corajosos e livres companheiros anarquistas com o propósito de se manifestarem contra a tal estupidificação e alertar o povo entorpecido para a existência da sua própria vida, autónoma e livre, sem dependências narcóticas como aquela a que assistiam. 
      O grupo foi, no entanto, detido, quando, na Praça Soho (Londres), se preparavam para a manifestação, após a interpelação, pela polícia, de um companheiro que cantava a célebre canção dos “Beatles” “Yellow Submarine” mas com a letra adaptada e refrão que dizia: “Vivemos todos num regime fascista…” 
      Pelas 12H45, já se encontravam detidos 43 companheiros, cujas detenções foram efetuadas fora do cordão de segurança que rodeava o recinto do ato. Para além destas detenções, já haviam sido efetuadas, pelo menos 21 rusgas “preventivas” às casas okupadas das cidades de Londres e Hove. 
      Ontem à noite a polícia deteve também o companheiro Charlie Veitch, bem conhecido da polícia, detenção que ocorreu sob a alegação de que estaria a organizar uma perturbação da cerimónia. A companheira de Veitch, Silkie Carlo, esclareceu que ele apenas planeava realizar alguns "comentários irónicos" através de um megafone. A polícia realizou em casa de ambos uma busca infrutífera. Carlo comentou que "isto torna-nos [a Grã-Bretanha] iguais à China". 
      Os detidos não foram acusados de nada e, após o vomitivo ato, foram libertados, impondo-lhes apenas uma condição: não voltarem durante o resto do dia de hoje à zona de Westminster. 
      O aparato policial mobilizado para o local incluía 5.000 agentes, dos quais um milhar constituía uma força de reação rápida. As agências noticiosas referem cerca de um milhão de pessoas a assistir à passagem dos noivos num percurso de dois quilómetros, entre ao Palácio de Buckingham e a Abadia de Westminster. 
      Assim, não foi possível concretizar qualquer tipo de ação com segurança em face do grande aparato policial presente que veio perturbar a necessária ordem que se pretendia estabelecer.

sábado, 23 de abril de 2011

Gás Lacrimogéneo

      Foi também para lutar contra o alto custo de vida nas Honduras que a Frente Nacional de Resistência Popular (FNRP), convocou um dia de Greve Cívica Nacional, sob o lema “Desculpe o incómodo, estamos lutando para construir a Nova Pátria”.

      A ocupação de estradas, ruas e universidades aconteceram em diversas regiões do país e em todos os pontos houve repressão.
      São tantas as bombas de gás lacrimogéneo lançadas sobre os manifestantes que se criou um pequeno comércio de artefatos que minimizam os efeitos dos gases. Um pano molhado com vinagre custa 50 lempiras (cerca de 2 Euros) e um par de óculos de natação custam 40 lempiras.
      A imprensa anda equipada com máscara anti-gás e capacete, já que os jornalistas também são agredidos durante as manifestações. Um operador de câmara do canal local “Cholusat” teve o nariz quebrado após ser atingido por uma bomba. Muriel Rodríguez, do canal Globo, levou tiros de bala de borracha no pé. “Por sorte não me machuquei muito, mas isso é uma falta de respeito, um atentado à livre expressão” desabafou o jornalista.
      A mesma sorte não teve a estudante Lisa Aguilar que foi atacada com bombas dentro do edifício do Colégio de Professores de Educação Média de Honduras. A estudante explica que a polícia perseguiu os manifestantes após os protestos, gaseificando o prédio onde eles se refugiaram. “Começaram a bombardear o edifício. Havia cerca de 200 pessoas e criou-se automaticamente uma câmara de gás lá dentro. Não tínhamos oxigénio suficiente para respirar. Quando deixaram de atirar as bombas, saímos ao pátio para respirar melhor. Nem sequer tinham saído umas 30 pessoas, começaram a bombardear de novo. Dessa vez, as bombas eram atiradas diretamente no corpo das pessoas. No meu caso, acertaram-me com duas bombas, uma na perna outra no braço. Ao inalar o conteúdo tive uma crise de asma e desmaiei. Quando acordei estava no hospital”, relatou Aguilar, que exibia duas marcas roxas onde foi atingida pelas bombas.
      Carlos Leyes, da ONG de direitos humanos “Comissão de Verdade”, denuncia que a polícia está usando as bombas em quantidades absurdas. “Só em uma ocasião, na mobilização de estudantes na Universidade Autónoma de Honduras, a força repressiva usou mais de 200 bombas de gás lacrimogéneo. Os danos de imediato e a longo prazo podem ser terríveis para as pessoas que receberam os gases, inclusive para a polícia e o exército”.


sábado, 16 de abril de 2011

Pizza Hut e a CNT

      A CNT continua a realizar concentrações de protesto em frente da “Pizza Hut”, todas as quartas-feiras em Cáceres e todos os sábados em Badajoz (cidades espanholas).

      Já são sete as concentrações semanais que a CNT realizou em frente da Pizza Hut de Cáceres e cinco em Badajoz.
      As concentrações decorrem entre as 20H30 e as 22H00, tornando-se praticamente impossível comer em paz na Pizza Hut pela força do protesto operário.
      O conflito começa a tomar uma dimensão mediática, já que Canal Estremadura Rádio entrevistou os trabalhadores que sofreram represálias pela empresa, difundindo-se também o protesto pela televisão regional.
      Entretanto, os sócios da empresa que explora os restaurantes da “Pizza Hut” na Estremadura espanhola, “Inversión y Restauración Estremadura, S.A.”, continuam a violar os direitos dos trabalhadores com as suas mentiras e as suas montagens, e mesmo depois de assinar o reconhecimento da Secção Sindical na empresa, pretendem agora impedir o exercício dos direitos sindicais que a “Lei Orgânica de Liberdade Sindical” claramente reconhece, argumentando que a CNT não se apresenta às eleições sindicais, o que mostra que ainda não sabem quem estão enfrentando. Milhares de Secções Sindicais da CNT por todo o território espanhol constituem um precedente incontestável.
      A solução para este conflito passa inevitavelmente pela readmissão dos três trabalhadores demitidos e pelo fim do assédio e da repressão sindical.
      A Secção Sindical da CNT na Pizza Hut pede a solidariedade de todos e o boicote a estes empresários sem escrúpulos.

sábado, 9 de abril de 2011

Repressão na Itália

      Na passada quarta-feira, 6 de abril, o Ministério Público de Bolonha (Itália) mandou invadir 60 casas em diferentes cidades italianas.

      26 companheiros foram investigados, 5 deles detidos e agora estão na prisão de Bolonha, enquanto outros 7 receberam medidas cautelares. Os detidos são: Martino Trevisan, Robert Ferro, Nicusor Roman, Stefania Carolei e Pistolesi Anna Maria.
      A acusação é a de sempre: "associação para delinquir com finalidades subversivas”, ou seja, associação ilícita.
      A direção dos presos é:
      Casa Circondariale
      Via del Gomito 2
      40127 Bologna – Itália


quarta-feira, 9 de março de 2011

17 Dias em Greve de Fome

      Felipe Guerra é um dos companheiros chilenos presos há 6 meses e em greve de fome desde há 17 dias.
      O Felipe fez o desenho que abaixo se reproduz.
      Em Agosto de 2010 são detidos 14 companheiros chilenos acusados de “associação ilícita com fins terroristas”, tendo o caso ficado conhecido como o “Caso Bombas”, pela relação imputada aos diversos atos com explosivos então ocorridos.
      Vê o vídeo abaixo elaborado por SubVerso.
      Mais info em:
      http://solidaridadporlxspresxs.blogspot.com/
      (também com ligação na coluna dos Sítios a Visitar sob a designação de “Presos”).