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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Os Neonazis em Itália

      No passado dia 23 de março, em Palermo (Itália) estava prevista a realização de um ato nazi na biblioteca central La Mondadori, daquela cidade. O ato consistia na apresentação de um livro sobre “Casapound” (uma estrutura italiana que agrupa os centros sociais fascistas italianos).
      Depois de uma semana de informações e de boicote à biblioteca, os antifascistas locais organizaram uma manifestação com o intuito de impedir o ato. As centenas de fascistas que participaram do evento tiveram que ser protegidos pela polícia. Houve incidentes entre os antifascistas e a polícia, não há relatos de detenções, havendo notícia de 4 neonazis que tiveram que receber tratamento hospitalar.
      Já no dia 30 de março, na cidade de Parma (Itália) foi realizada uma outra ação espontânea para pedir o fim dos mesmos centros sociais fascistas. Os residentes do bairro de Montanara, onde se encontra um desses centros nazis, tomaram novamente as ruas para mostrar sua oposição à presença nazi na área.
      Cerca de 50 neonazis tentaram atacar a concentração antifascista, mas não houve ferimentos graves.
      Há notícia ainda de que também na semana passada, na Sicília, um centro fascista foi atacado por antifascistas.
      Vê o vídeo abaixo que mostra a ação de Palermo, com o ataque direto inicial dos antifascistas com a polícia e depois a carga destes contra os manifestantes.
 

quinta-feira, 31 de março de 2011

Ação Bombista em Santiago do Chile

      No início deste mês, uma bomba foi detonada durante a madrugada no bairro residencial de La Reina, em Santiago do Chile, provocando danos em carros e quebrando as janelas de algumas casas.

      Algumas pessoas afirmam ter visto um homem vestido de preto, que estava numa bicicleta, deixar uma mochila entre dois carros estacionados.
      De acordo com o jornal “El Mercúrio”, o grupo anarquista “Sección Clandestina Anticarcelaria José Tarrío” (nome em homenagem ao preso anarquista morto em 2005), reivindicou a autoria da explosão, que aconteceu por volta da uma hora da manhã (hora local).
      A detonação da bomba provocou alarme entre os vizinhos, além de ter danificado a carroçaria e o pára-brisas de dois veículos e os vidros das janelas de três casas.
      Nesta ação, segundo as primeiras versões, foi utilizado um extintor de incêndio como bomba, além de pólvora negra e um sistema de ativação mecânico.
      Os agentes da polícia que chegaram ao local recolheram folhetos com símbolos anarquistas e ambientalistas. "Foram encontrados panfletos no lugar do ocorrido, mas por segurança da investigação não posso dar mais informações", alegou o capitão dos Carabineros (Polícia), Pedro Alvarez.
      Decorrem investigações, designadamente periciais aos restos do artefacto explosivo e aos folhetos encontrados no lugar, investigando-se ainda qual o motivo para que o grupo tenha elegido um setor (aquele) residencial para praticar a detonação da bomba.


sábado, 19 de fevereiro de 2011

Repressão Policial em SP

      A seguir se reproduz (sintetizado e adaptado), o artigo escrito por Sassa Tupinambá no blogue “União Campo Cidade e Floresta”.

      Para ver o artigo completo ou o blogue, usa a ligação permanente na coluna dos Sítios a Visitar aí inserido sob a designação de “União Campo Cidade”.
      «No 6º Ato Contra o Aumento da Tarifa do Transporte Coletivo em São Paulo, não foram só a truculência e estupidez das polícias (PM e GCM) que me chocaram, para além de tudo isso, fiquei impressionado com o aparato tecnológico que as polícias de São Paulo possuem: comunicação e registos, lançadores de bombas, spray pimenta (PM usa um tipo e GCM outro), munição de borracha, que faz estrago onde acerta, etc.
      A polícia está equipada para reprimir as manifestações populares, que muito provavelmente se irão intensificar no próximo período, pois a paciência do povo está se esgotando e não será mais possível manter a passividade.
      Durante toda a manifestação, houve polícias que filmaram e fotografaram os manifestantes, o tenente coronel da PM que comandou a ação policial acompanhava a manifestação de vários ângulos simultaneamente por um monitor e um soldado fazia leitura labial, havia inclusive imagens aéreas, enviadas por um helicóptero da PM, duas câmaras deram conta das imagens mais próximas, uma fixa, no teto de uma viatura do corpo de bombeiros e a outra num link móvel, este equipamento era levado numa mochila por um soldado, que se posicionava em pontos estratégicos para filmar a manifestação.
      Havia ainda, espalhados entre os manifestantes polícias infiltrados (os “P2” vê suas fotos em http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2011/02/486659.shtml), um deles veio falar comigo, perguntando o que estava acontecendo, respondi que não sabia, ele perguntou se havia ainda pessoas acorrentadas dentro da prefeitura e se eu conhecia algum deles, ele disse que estava no início, quando as pessoas entraram e depois saiu (mentira, pois os militantes entraram bem antes da manifestação).
      Vendo a polícia com agentes secretos, fotografando e filmando toda a manifestação lembrei-me do dia que estávamos no AIR e chegou a força policial do DF para reprimir os indígenas e o pajé Kaxalpinia saiu gritando “a ditadura militar continua”, ontem tive a mesma impressão que o parente korubo, é assustador.
      No momento que os PMs iniciaram a agressão contra o Vinicius, todos da GCM que estavam atrás das grades de proteção saíram na sua direção e, conjuntamente com a PM, espancaram, literalmente, o companheiro, resultando em muitos hematomas e nariz quebrado, com hemorragia que não estancava. O local ficou lavado de sangue e quando levaram o Vinicius para um canto, já estava com o rosto inchado. Ele ficou sentado durante muito tempo, acredito que bem mais de uma hora, sem atendimento de primeiros socorros, sentindo as dores provocadas pelos ferimentos da violência.
      O Vinicius é meu colega de trabalho, participamos em reuniões juntos e no momento não o reconheci de tão inchado que estava.»
      Mais fotos em: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2011/02/486579.shtml

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O Infiltrado

      No blogue http://southwalesanarchists.wordpress.com/ pode ler-se o artigo intitulado “They come at us because we are strong” que a seguir, livremente e em síntese se traduz.

      «Durante quatro anos, um polícia à paisana que conhecíamos como "Marco" infiltrou-se na Rede Anarquista Cardiff (Cardiff Anarchist Network - CAN) e durante esse tempo, acreditamos que tinha uma série de objetivos: recolha de informações e interrupção das atividades da CAN; a utilização da reputação e da confiança adquirida com a CAN para infiltrar-se em outros grupos, incluindo uma rede europeia de ativistas e parar o funcionamento coerente da CAN.
      Em 2009 as suspeitas eram já volumosas mas Marco tinha cuidado e mantinha de forma muito eficaz as relações e a confiança dentro do grupo, de tal forma que as nossas suspeitas não foram devidamente partilhadas e expressas.
      No Outono de 2009, organizou um jantar de "despedida" para o grupo e anunciou que estava indo para um trabalho em Corfu, na Grécia. Depois da sua saída, chegaram mensagens suas e postais por algumas semanas, mas logo cessaram, sem explicação alguma. O seu número de telefone móvel britânico não foi mais localizado e o número do telefone grego que estava utilizando foi restringido; as chamadas e as mensagens nunca foram entregues. As suas páginas em redes sociais pararam de ser atualizadas.
      As suspeitas cristalizaram-se, mas ele já havia desaparecido.
      As pessoas associadas com a CAN e outros grupos que fizeram parte em Cardiff, como “No Borders” e “Gwent Anarchists”, tentaram divulgar nos círculos de ativistas que o homem que era conhecido como “Marco” era um polícia disfarçado. Porém, sem uma prova definitiva, advertiram-nos a não fazer acusações infundadas.
      No mês passado surgiram notícias sobre Mark Kennedy e Watson Lynn, outros dois polícias infiltrados descobertos, parecendo uma oportunidade para estabelecer a verdade. Seguindo o nosso exemplo, em 14 de janeiro de 2011, o The Guardian obteve a confirmação de que ele era um polícia no ativo. Não sabemos exatamente como isso foi feito, mas acreditamos que a confirmação veio diretamente da ACPO, a Associação dos Delegados de Polícia.
      Não estávamos confortáveis confiando nos meios de comunicação desta forma, mas todas as nossas tentativas anteriores de estabelecer com sucesso quem ele era havia terminado em nada.
      Marco trabalhou em nós (não conosco) por quatro anos. Desenvolveu fortes relações pessoais e alguns de nós sentimos uma enorme traição pessoal. Mas também se propôs, deliberada e sistematicamente, a prejudicar o movimento, e acreditamos que é importante que se saiba do que fez e como o fez e que isso seja partilhado e discutido o mais amplamente possível.
      Possivelmente, uma das coisas mais prejudiciais que fez foi usar as credenciais da CAN para se infiltrar na Rede de Dissidência contra o G8 na Europa. A CAN tem participado ativamente da Rede e no planeamento de bloqueios em massa no G8 em Stirling, em 2005, e alguns membros da CAN estavam dispostos a contribuir para uma rede europeia mais ampla. No entanto, CAN era um grupo pequeno, e muito poucos de nós têm tempo e dinheiro para viajar para as reuniões internacionais. Marco, é claro, tinha dinheiro e tempo. Foi fácil para ele dar um passo adiante e participar. É provável que as suas atividades tenham prejudicado seriamente a organização do protesto contra o G8 na Alemanha, em 2007.
      Como Mark Kennedy, Marco também sabotou a ação direta ambientalista. Em 2007, após conseguir ser incluído no processo de planeamento de uma ação contra o terminal de oleoduto LNG (Gás Natural Liquefeito), em Milford Haven, a oeste no País de Gales, teve a oportunidade de passar informações para a polícia local, que resultou na detenção de vários ativistas. Todos os processos penais caíram na última instância, mas não antes que a polícia houvesse invadido as casas, até mesmo a de Marcos, onde obtiveram os computadores, no que parece ter sido uma entrega de "pesca massiva".
      No entanto, Marco passou a maior parte do seu tempo infiltrando-se em todas as atividades normais de um grupo político (reuniões, exibições de filmes, encontros e eventos destinados a provocar discussão e o debate sobre a política radical).
      Acreditamos que pelo menos em um caso (a projeção de um filme dos direitos dos animais com uma conversa de acompanhamento) organizou um evento apenas para recolher informações sobre as pessoas que assistiriam. Ele também estava interessado em participar em projetos em que havia cooperação de outros grupos, como a campanha contra a privatização da formação militar e na construção de uma nova academia de defesa da RAF em St Athan.
      Olhando para trás, agora, podemos ver que ele foi cuidadoso, mas sempre prejudicial. Apesar de sua clara capacidade, sempre que algo – contatos de construção, promoção, transporte – dependiam inteiramente dele, acabava em nada.
      Danificar a estrutura da CAN foi sem dúvida um objetivo fundamental. Ele mudou a cultura da organização, promovendo uma grande quantidade de bebida, fofocas e traições, e banalizado e criticando qualquer tentativa por parte de qualquer pessoa do grupo para atingir os objetivos. Era evidente o seu objetivo de separar e isolar certas pessoas no grupo, subtilmente exagerando as diferenças políticas e pessoais, contando mentiras para os dois "lados", para criar desconfiança e animosidade.
      Nos quatro anos que esteve em Cardiff, um grupo forte, coeso e ativo quase se desintegrou. Marco foi embora, após as reuniões anarquistas na cidade terem deixado de acontecer.
      Lendo isto, dirás por que diabo demorou tanto tempo para descobri-lo, e porque não fomos mais céticos e menos confiantes? Marco obviamente não tinha a vida exposta fora do ativismo. Nunca conhecemos a sua família ou colegas que supostamente partilhavam a sua paixão pela música rock, embora às vezes dissesse ir a espetáculos fora da cidade. Disse-nos que não tinha mulher nem filhos, que a sua casa era bastante espartana e o seu trabalho como motorista de camião também permitiu uma desculpa para se ausentar-se por longos períodos, sem levantar suspeitas.
      Além disso, apesar do desejo expresso de estar "onde estava a ação", foi muito relutante em sujar as mãos, sendo uma parte ativa na ação direta ou no confronto com a polícia.
      Todas essas coisas juntas deveriam ter sido suficiente para pelo menos fazermos perguntas. Talvez tenhamos sido um pouco ingénuos, especialmente considerando que não éramos suficientemente importantes para sermos infiltrados. E o homem que conhecíamos como Marco foi muito bom em desviar suspeitas. Era agradável, um apoio pessoal, divertido e muito útil para ter por perto.
      Foi, como Mark Kennedy, um condutor. Levou algum tempo escrevendo, editando e distribuindo boletins informativos, fez banners e foi às reuniões chatas para não incomodar ninguém a ir. Foi capaz de explorar as vulnerabilidades das pessoas, aproximando-se delas, para que não se sentissem isoladas e excluídas. Foi um grande manipulador.
      Todos que se relacionaram com Mark Jacobs estão sofrendo com ressentimento, raiva e culpa. A Nossa incapacidade de ver através de sua farsa tem causado grandes danos às pessoas, tanto aqui em Cardiff como em toda a Europa. Estamos conscientes de que Marco não foi o único polícia atuando, e que a culpa, especialmente a nível europeu, não é toda nossa, mas, ainda assim, da nossa parte, sentimos uma responsabilidade coletiva e uma sensação de fracasso.
      Dito tudo isto, temos de olhar em frente e é importante aprender as lições certas do que aconteceu. Acreditamos que é importante que o movimento não sucumba à paranóia e desconfiança. Marco tem trabalhado duro para semear a desconfiança, desgostos e suspeitas entre nós e deixá-lo fazer isso talvez tenha sido o nosso maior erro.
      Acreditamos também que é errado pintar-nos como impotentes em uma situação como esta, ou procurar a simpatia dos media como vítimas de um Estado injusto e poderoso. Nós vemos como isso pode ser tentador, por razões de propaganda, ou para ganhar o apoio de líderes políticos e da imprensa liberal, mas é basicamente um ato vão. As ações da polícia e do Estado do Reino Unido, neste caso, são nojentas, mas não surpreendentes. Nós, como grupo e como um movimento, fomos infiltrados e atacados porque temos, e incentivamos os outros a ter, a ação militante contra uma série de injustiças colossais.
      Vieram até nós porque somos fortes, não porque somos fracos.»
      Por: "Rede Anarquista de Cardiff"
      Mais info na coluna dos Sítios a Visitar sob a designação de “South Wales”


terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Feitiçaria no Japão

      « … como até então naquela terra [Japão] nunca se tinha visto tiro de fogo, não sabiam determinar o que aquilo era, nem entendiam o segredo da pólvora, e assentaram todos que era feitiçaria.»

      Fernão Mendes Pinto (1509-1583) in “Peregrinação”, obra publicada em 1614 que relata, pelos olhos do autor na sua viagem ao oriente, o contacto dos portugueses com os povos nativos e com sentido crítico quanto às malfeitorias dos portugueses, designadamente, relatando as pilhagens dos nativos para o rápido enriquecimento.


segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Relato da Reunião da F.A.P.

      Decorreu este sábado 27 a primeira reunião da Federação Anarquista Portuguesa, em Coimbra, conforme já se anunciou e, dessa reunião, a primeira, reproduz-se a seguir as impressões do companheiro Antero Fajardo, publicadas no "Facebook" em: http://www.facebook.com/home.php?sk=group_161397563897666&id=164075023629920
      «Sinto-me imensamente feliz. Passei um dia maravilhoso junto de companheiros maravilhosos. Mesmo com o frio. Foi como se um pequeno sol brilhasse para nós sobre aquela mesa comprida que partilhámos. Conversámos muito, naturalmente. Falámos de muita coisa, trocámos ideias e eu senti-me entre irmãos. É claro que não podíamos tomar decisões vinculativas de monta porque éramos poucos. Mas acordámos princípios que estavam já lançados a debate nesta página e mantivemos a condição sine qua non de horizontalidade e o sentido decisório da periferia para o centro.
      Foi decidido incluir a opção de colaboração individual para permitir a quem não pertence a coletivos e está demasiado longe de outros companheiros poder ser parte deste grande labor político que é a construção da mudança.
      A F.A.P. irá agora procurar reunir noutros locais com camaradas que desta vez não puderam ir e, simultaneamente, fará a sua apresentação aos coletivos e associações locais para que o movimento anarquista possa reforçar-se pela interação nacional, aproveitando os meios que esta federação pode pôr ao serviço de ações concertadas, reuniões e debates nacionais, etc. Sendo que a F.A.P. manterá sempre o seu caráter imaterial, na medida em que ninguém será representante privilegiado da F.A.P., não haverá órgãos permanentes nem hierarquia.
      A F.A.P. deverá igualmente coibir-se de tomar posição quanto a questões partidárias. Estamos conscientes de que há companheiros que sentiram necessidade de participar em ações partidárias por se acharem desamparados politicamente. Essa é uma opção individual. A F.A.P. não se imiscui no partidarismo/parlamentarismo mas também não coarta a liberdade de cada um para dispor da sua capacidade de discernimento político. Não pode é misturar uma coisa com a outra nem usar a F.A.P. para fins não acordados por todo o coletivo.
      Em todo o caso, uma federação forte permitirá a emancipação total da partidocracia porque terá expressão, representatividade e visibilidade. Entendemos na F.A.P. outra vertente que é a de facilitadora, isto é, estabelecendo uma rede de contactos e apoio mútuo criaremos as condições para que os coletivos e as pessoas individualmente possam convergir em momentos e ações determinantes, disponibilizando apoio em rede, facultando carros, alojamento, refeições, apoio logístico oferecidos pela comunidade anarquista espalhada pelo país.
      Tal como hoje tive o prazer e a felicidade de oferecer boleia a dois companheiros ou o Rui de oferecer pernoita a outros companheiros para se poderem juntar à manifestação anti-NATO do passado dia 20. Esse é o espírito e o modus operandi que deve ser potenciado para dar sentido à coordenação de esforços e vontades. É óbvio que tudo isto está sujeito a análise e aprofundamento à medida que for havendo mais encontros e houver maior diálogo inter-associações.
      Ficou patente que o diálogo presencial é bastante mais fecundo e unificador que a interacção virtual. O espírito com que decorreu a nossa reunião demonstrou a validade deste projeto porque provou a força do fator humano na equação anarquista.
      Só com mais reuniões e debates conseguiremos consolidar a rede solidária para agir sobre a sociedade e fazê-lo coerente e eficazmente. Julgo que o coletivo aqui presente e em crescimento tenderá a responder com entusiasmo ao espraiar da federação nos momentos subsequentes, contribuindo com ideias, trabalho e alegria para a batalha que temos pela frente.
      A F.A.P será cada um dos companheiros que se identifiquem com ela. E cada encontro terá o seu pequeno sol pairando sobre corações voluntariosos e altruístas.»

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Marcha em Kiev

      Em 24 de outubro passado, foi realizada uma marcha em Kiev "contra o capitalismo". O motivo da marcha foi a comemoração do aniversário de Nestor Makhno (26 de outubro de 1888 – 6 de julho de 1934).

      No mesmo dia em Zaporzhe reuniram-se grupos anarquistas, autónomos e organizações anti-fascistas, como "Kosak-City161", "Ação Antifascista Mob46" e RKAS.
      Entre os participantes haviam companheiros de diferentes cidades da Ucrânia: Cherkasy, Simferopol, Kharkov, Energodar, Lugansk, Kramatorsk, Sebastopol, Leva, Dnepropetrovsk e outras.
      Esvoaçavam bandeiras e faixas anarquistas e anti-fascistas, bem como tochas com chamas acesas, enquanto gritavam frases como: "Liberdade! Igualdade! Anarco-comunismo!", "Revolução, Anarquia", "Nestor Makhno!", "Deputados mineiros, a burguesia nas minas!", "O principal inimigo do Estado", "Liberdade de trabalho", "Não ao fascismo", "Abaixo os fascistas", "Abaixo o fascismo, abaixo o capitalismo!".
      Foram ainda distribuídos folhetos explicativos e uma nova edição do jornal "Anarchy", da RKAS.
      Mais info e fotos em: http://antifa.zp.ua/novini/103-marsh-proti-kaptalzmu-pamyat-nestora-mahno.html

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Bomba em Buenos Aires

      Uma bomba explodiu na madrugada do passado dia 16 num bairro comercial da capital argentina causando danos materiais nos escritórios das companhias aéreas “American Airlines” e “Alitalia”.

      Nas imediações foram encontrados panfletos assinados pelo grupo anarquista chileno “Teodoro Suárez” exigindo "a libertação de presos políticos e a autonomia dos territórios do povo Mapuche".
      Nos últimos meses, grupos anarquistas chilenos assumiram diversos atentados com bombas artesanais em Buenos Aires que causaram destroços, essencialmente, em escritórios e bancos.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Feira do Livro de Santiago de Compostela

      No passado fim-de-semana (de 9 a 11) decorreu a 1ª Feira do Livro Anarquista de Santiago de Compostela, na Galiza (Espanha).

      Durante os três dias do evento houve sempre uma boa presença de público num ambiente muito agradável.
      Assistiram companheiros da AIT do Porto e de Lisboa e distribuidoras como “Corsárias”, FIJA (Federação Ibérica de Juventudes Anarquistas), União Libertária do Ferrol, editora Estaleiro, Aldarull de Barna, a FAL (Fundação Anselmo Lorenzo), editora Praxe de Compostela e a CNT de Compostela, que organizou a Feira.
      Logo no primeiro dia (quinta-feira 9), com um numeroso público, o companheiro Eliseo Fernández apresentou "O atraso político da Galiza", último livro de Félix Rodrigo Mora, editado pela União Libertária de Ferrol, que nos explicou o porquê da obra, que faz uma dura crítica às teses de Xosé Manuel Beiras, desenvolvidas no seu livro e que tanta transcendência tiveram no pensamento político posterior, nomeadamente no nacionalismo e que precisam de uma profunda revisão, para que se recupere uma nova perspectiva libertária.
      No segundo dia (sexta-feira 10), o companheiro Xavier Valle apresentou diante de mais de cinquenta pessoas o livro comemorativo do centenário da CNT "Cien imágenes para un centenário", editado pela FAL. Através de imagens o companheiro fez um percorrido pela história do anarco-sindicalismo mesmo antes da existência da CNT, com a chegada de Fanelli ao Estado espanhol e a criação da 1ª Internacional, depois passou a contar-nos as múltiplas vicissitudes pelas quais teve que atravessar a organização, a criação do "Solidaridad Obrera" em Barcelona, o Congresso de fundação da CNT, a organização dos Sindicatos únicos, a época da República, a Revolução social e a guerra civil, a repressão posterior, a guerrilha urbana e rural, o relançamento da CNT após a morte de Franco, os encontros de Monjüic e Sebastián de los Reyes, o caso Scala, até chegarmos à atualidade.
      No terceiro dia (sábado 11), à tarde, pois a maior parte do público quis assistir à manifestação do setor florestal da CNT, Miguel, da editora de Barcelona Aldarull, também com a presença de numeroso público composto por mais de cinquenta pessoas, fez a apresentação da obra coletiva "La Comuna de los Balcanes. Los levantamientos de Macedonia y Tracia de 1903". O companheiro relatou o conteúdo da obra que trata os levantamentos anarquistas nesta região tão próxima, mas tão esquecida pelo Ocidente.
      Mais adiante, a Sociedade Secreta “La Felguera” apresentou, às 18 horas, uma das suas últimas edições: "Motherfuckers! De los veranos del amor al amor armado", obra polémica de caráter contra-cultural, onde se narra os acontecimentos vividos na década dos anos 60 e 70 nos Estados Unidos por parte dos “Moterhrfuckers”, organização libertária que criou grandes problemas à polícia estadunidense e que foi a origem de algumas outras organizações e contemporânea de alguns grupos mais conhecidos por como os “Black Panters”.
      Mais tarde, às 20 horas, realizou-se uma mesa redonda onde a FAL, Aldarull, La Felguera e Estaleiro, apresentados pelo companheiro Martim de Compostela, questionaram diversas atuações da edição e distribuição do mundo alternativo libertário, esta mesa redonda também foi seguida com muito interesse por parte do público que assistia à Feira, pois são problemas quotidianos.
      Por fim, ainda escutamos o violino do companheiro Brais para finalizar esta primeira feira.
      Para mais info e imagens segue a ligação da coluna dos “Sítios a Visitar” com a denominação de “CNT Galiza”.


quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O Caso de Diego

      Na capital espanhola (Madrid), Diego trabalhava na “H&M” até ter sido forçado a assinar “voluntariamente" a sua demissão, o que o priva de qualquer direito a uma indemnização. Diego, que trabalhou dois anos na loja sendo reconhecido como um assalariado "sem problemas", foi constrangido sob pressão psicológica da sua direção a assinar a sua própria carta de demissão.

      E Porquê? Para economizar à custa dos assalariados, ao mesmo tempo de amedronta os demais, dando-lhes um exemplo e fazendo-os compreender a sua "sorte" nestes tempos de "crise", fazendo-lhes ver que não têm vantagem alguma em queixar-se.
      Esta crise, durante a qual empresas como a “H&M” continuam a obter lucros monstruosos (para a “H&M” 1,3 mil milhões, no primeiro semestre e com um aumento de 22% no primeiro trimestre), é paga pelos trabalhadores de Madrid e de todo o mundo com os despedimentos, com a precariedade e por vezes com a própria vida.
      Diego decidiu não permanecer só face ao seu empregador. Juntamente com outros colegas e com companheiros da CNT-AIT decidiu não se deixar ficar e contra-atacar. Foram organizadas ações de protesto em frente da loja e de outras da mesma cadeia, para exigir a sua reintegração na empresa, com o reconhecimento de todos os seus direitos.
      Uma corrente de solidariedade internacional está em vias de se iniciar, outros piquetes de protesto tiveram lugar em frente de outras lojas da mesma cadeia, em Espanha, na Polónia e em França.
      É necessário ter presente esta solidariedade, porque um ataque contra um de nós deve ser encarado como um ataque contra todos. Hoje é Diego que é atacado, amanhã serás tu; seremos nós.
      A solidariedade é a nossa arma.
      (Tradução livre e sintética de um artigo publicado em http://cnt-ait.info da secção francesa da AIT)


sábado, 11 de setembro de 2010

Despedimentos por SMS

      Uma fábrica de calçado (Pinhosil, em Arouca, Portugal) despediu os seus 18 trabalhadores, no final do mês de agosto, num fim de semana, com uma mensagem escrita para os telemóveis dos trabalhadores.

      Dizia assim a mensagem: «A partir de segunda-feira a empresa vai fechar. Vão receber a carta para o desemprego».
      A mensagem não estava assinada nem provinha de um telefone conhecido.
      A fábrica tinha dois patrões, ambos ex-operários, e os trabalhadores dizem que eram mal tratados, que os patrões faziam o que queriam com eles e já não pagavam os ordenados desde Julho mantendo-se ainda em dívida os subsídios de Natal e de férias.
      Deonilde Soares já trabalhava há oito anos para os mesmos patrões, primeiro na anterior empresa “Pinho Oliveira” e agora na “Pinhosil”, e diz, com revolta: «Quando recebi a mensagem fiquei em estado de choque. Não estava a contar com aquilo porque sempre tivemos trabalho, dávamos horas a mais e entregávamos as encomendas a tempo».
      Paula Moreira, embora mais serena, não aguenta as lágrimas e diz: «Fiquei desesperada. Não sei o que vai ser da minha vida, porque tenho três filhos e o meu marido também está sem ganhar há muito tempo». Mas o que mais chocou esta trabalhadora foi a “insensibilidade” dos proprietários da fábrica ao optarem por uma mensagem escrita e explica: «Eram meus colegas antes de serem meus patrões e nunca esperei isto deles. Fiquei muito desiludida e muito triste. Não sei como vai ser quando passar por eles na rua».
      Deonilde, à porta da fábrica, numa concentração de protesto com as demais trabalhadoras acrescenta: «O patrão passou aqui de carro, não parou e nem olhou para nós. Fez como se não fôssemos ninguém».


sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Ações Diretas no Chile

      Durante a madrugada de 14 para 15 de agosto ocorreu uma grande operação policial, até com helicópteros da polícia, em Santiago do Chile, na qual se realizaram várias detenções e intrusões em diverss espaços libertários.

      Esta operação veio na sequência das muitas ações com artefactos explosivos na capital chilena, como o que ocorreu a 5 de agosto contra o restaurante “Tierra Noble” e cujo comunicado reivindicativo é o seguinte:
      «Mediante este comunicado reivindicamos el ataque al restorant Tierra Noble ubicado en Av. Nueva Costanera, comuna de Vitacura, el jueves 5 de Agosto a las 19:00 hrs.
      El propósito de esta acción fue atacar la propiedad y el entorno social del manda mas de los usureros de este país, Hernán Somerville. La suerte esta vez estuvo de su lado, por que de lo contrario el festín de los explotadores se hubiera visto truncado por una explosión de embergadura probablemente dejando varios heridos. No tenemos reparo en admitirlo, los burgueses son nuestros enemigos y contra ellos están dirigidos los ataques que los afectan cada vez más en su cotidianeidad. Como pueden ver ya no tienen lugares seguros, ni sus propias vidas se encuentran en este momento seguras.
      La cacería que ha tomado nuevos impulsos por los delirios del fiscal Peña no nos amedrenta en lo absoluto mas aún dándonos cuenta de la curiosa imaginación de este personaje que intenta por todos los medios demostrar algo que solo existe en su perturbada y deteriorada cabeza . Continuamos moviéndonos sin ningún peligro.
      Esta acción es también una muestra de solidaridad para con los presos políticos mapuche en huelga de hambre, la libertad y autodeterminación de su pueblo es inevitable.
      Marcelo Villarroel, Freddy Fuentevilla y Juan Aliste, su encierro solo agudiza más la incipiente guerra social!!!
      Banda Antipatriótica Serverino Di Gionanni»
      Quanto à ação no Bairro Viña del Mar, cujo artefacto explosivo foi desativado, foi publicado o seguinte comunicado:
      «Los perros guardianes de los ricos lo desactivaron, pero el mensaje es claro... estamos en guerra, guerra contra los ricos y el Estado, contra su sistema de explotacion que mercantiliza todo, y contra su sistema de control que buscan domesticarnos.
      Nos reimos en su cara... a pasos de la residencia presidencial atacamos y desaparecimos.
      Un saludo subversivo a los weichafe que resisten en el walmapu!
      Presxs del mundo a la kalle!
      Por la anarquía! Guerra al Estado y el capital!!!»

sábado, 12 de junho de 2010

Oaxaca

      A imagem em baixo ilustra a rebelião popular ocorrida na cidade mexicana de Oaxaca, em Junho de 2006, em consequência da dura repressão executada por tropas estatais contra os professores em greve por melhores salários e pelo fim da corrupção governamental.

      A população de Oaxaca rebelada enfrentou a polícia federal, o exército e os grupos paramilitares durante vários dias, apoderando-se das ruas, erguendo barricadas e queimando viaturas.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Sismo

      “Sem Terramotos, os pobres e deserdados deste mundo são invisíveis.”

      A peninha e a compaixão católica que grassa na imundice das mentes ocidentais turva e cega até a visibilidade do mundo.
      Há neste planeta gente invisível mas que às vezes se torna visível, geralmente por estar morta e por ter morrido de alguma forma especial, extraordinária ou fantástica, e, por tal motivo, digna então de ser exibida nos noticiários televisivos famintos de espectáculo, caso contrário sempre serão invisíveis; inexistentes, logo, não carecem de qualquer tipo de atenção ou preocupação.
      (Imagem e citação inicial retirada de: http://pimentanegra.blogspot.com)



quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Viver Sem Dinheiro

      Mark Boyle mudou de nome para Saoirse, que significa Liberdade, em gaélico, tendo fundado a comunidade virtual da “FreeEconomy”, que postula um estilo de vida sem o recurso ao deus dinheiro.

      Mark propôs-se passar todo o ano de 2009 sem usar o dinheiro, assim tendo sucedido.
      Inspirado em Gandhi, este irlandês de 29 anos, pretende abolir o dinheiro como base de uma sociedade que ambiciona seja mais generosa e menos consumista, acreditando na partilha, na parcimónia e na interdependência.
      Viveu numa roulotte, comeu o que cultivou numa zona de cultivo biológico em Bristol (Inglaterra), fez trocas da sua produção, cozinhou numa fogueira e alimentou o computador e o telemóvel (que só recebe chamadas) com energia solar.
      Mark, em 2001, enquanto estudante de economia viu o filme “Gandhi” que muito o afectou, tendo a vida do pacifista indiano muito o influenciado, levando-o a mudar o tipo de vida e ambições.

      Despertou para as questões ambientais e resolveu ganhar dinheiro de forma ecologicamente correcta. Criou uma empresa de produtos orgânicos e o negócio corria bem, mas Mark continuava insatisfeito: «Dei-me conta de que nem mesmo negócios sustentáveis conseguem mudar as coisas», dizia no seu blogue (http://www.justfortheloveofit.org/blog).
      Na procura do seu próprio caminho, descobriu que não bastava diagnosticar os problemas, mas que era preciso chegar às causas e intervir.
      «Decidi tornar-me um homeopata social, um pró-activista, e investigar as raízes dos sintomas», explica Mark.
      Decidiu iniciar uma nova vida, mudando até o nome para um novo, tendo escolhido “Saoirse”, palavra que em gaélico significa Liberdade.
      Fundou uma comunidade virtual para troca solidária de conhecimentos e serviços, a Freeconomy. O princípio é que todos têm algo que podem oferecer, seja uma explicação, um corte de cabelo (um dos serviços mais trocados), uma reparação...
      Em quase dois anos, cerca de 15 mil pessoas de 118 países inscreveram-se no Freeconomy.
      Visto em:
      http://pimentanegra.blogspot.com/
      Sítios a ver:
      http://www.justfortheloveofit.org
      http://forum.justfortheloveofit.org

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Feitiçaria no Japão

      « … como até então naquela terra [Japão] nunca se tinha visto tiro de fogo, não sabiam determinar o que aquilo era, nem entendiam o segredo da pólvora, e assentaram todos que era feitiçaria.»
      Fernão Mendes Pinto (1509-1583)
      in “Peregrinação”, obra publicada em 1614 que relata, pelos olhos do autor na sua viagem ao oriente, o contacto dos portugueses com os povos nativos e com sentido crítico quanto às malfeitorias dos portugueses, designadamente, relatando as pilhagens dos nativos para o rápido enriquecimento.





terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Optimismo e Pessimismo

      «O meu optimismo está baseado na certeza de que esta civilização está a desmoronar-se mas o meu pessimismo está em tudo o que faz para arrastar-nos na sua caída.»



sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Libertário que Expropria Bancos ?

      O assaltante de bancos espanhol Jaime Giménez Arbe, conhecido por “El Solitário”, devido ao facto de, sozinho, assaltar bancos, em Portugal e Espanha, encontra-se detido em Portugal há já cerca de dois anos e acaba de lançar uma autobiografia na qual se define como “um Robin dos Bosques” dos tempos modernos.
      O livro intitula-se: “Me Llam El Solitário” e tem como subtítulo: “Autobiografia de Um Expropriador de Bancos”.
      Jaime é acusado de dezenas de assaltos a bancos e dois homicídios de polícias espanhóis. No livro, escrito na cadeia de Monsanto (Lisboa), conta a sua versão dos factos de que é acusado, confessando os assaltos e negando os dois homicídios que lhe imputam e pelos quais se encontra condenado, em Espanha, a 47 anos de prisão.
      Na mensagem de lançamento da obra, Jaime afirma: «Sou um libertário que expropria bancos”, afirmando ainda que tudo o que se tem escrito sobre a sua vida se baseia apenas na “versão dos guardas do Estado”.
      O livro é editado por uma editora do País Basco denominada Txalaparta.
      Libertário Expropriador? Assaltante? Criminoso? Oportunista? Apropriador de conceitos libertários?
      Dá a tua opinião, comentando este artigo.



quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Filmes em São Paulo

      A Mostra Internacional de Cinema de São Paulo (Brasil), na sua 33ª edição, seleccionou 424 filmes de vários países, em exibição até ao dia 5 de Novembro, em diversas salas da cidade.
      Nesta edição, o festival traz 2 filmes de inspiração anarquistas: “A Mulher do Anarquista” (Die Frau Des Aanarchisten) (2008), uma co-produção da Alemanha, Espanha e França, e “Louise Michel, A Rebelde” (Louise Michel) (2009), França.
      Em "A Mulher do Anarquista" é retratada a Guerra Civil Espanhola, onde mais de um milhão de pessoas perderam a vida, dois milhões tornaram-se prisioneiros e meio milhão foram expulsas da Espanha.
      Em "Louise Michel, A Rebelde", é retratada uma francesa revoltosa da Comuna de Paris que acaba condenada e presa, tornando-se uma resistente e educadora na prisão, mantendo o anarquismo como uma atitude moral e não tão-só como uma ideologia.