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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Ataque na Turquia


      Na noite do passado dia 14 de maio de 2012, forças policiais especiais fortemente armadas e mascaradas do Estado Turco realizaram uma invasão em várias casas e centros sociais anarquistas em Istambul.
      Sessenta pessoas foram presas, mas este número pode aumentar. Computadores, discos rígidos, publicações e documentos também foram apreendidos.
      A “razão” aparente para os ataques das autoridades turcas são as ações promovidas por “insurrecionalistas anarquistas” durante os protestos do último 1º de maio em Istambul, onde várias lojas de luxo, redes multinacionais e bancos foram alvejados. No entanto, as pessoas detidas não fazem parte dos círculos “anarquistas insurrecionais”. Um deles é anarco-comunista de um grupo chamado “Terra e Liberdade” (Toprak ve Ozgurluk), outro é da “Atividade Revolucionária Anarquista” (Devrimci Anarsist Faaliyet).
      Até agora não foi permitido que nenhum anarquista encarcerado se pronunciasse. Nem mesmo deixaram que eles falassem com os seus advogados. Ainda não se sabe os nomes de todos os detidos. Entre eles encontra-se uma mulher grávida de 8 meses, que nem sequer participou no protesto do 1º de maio.
      O Estado turco vem desenvolvendo nos últimos tempos uma tática de ataques em massa contra todos os tipos de correntes de esquerda. Centenas de membros do partido curdo (BDP) e esquerdistas já foram presos, sem julgamento e até mesmo sem uma denúncia criminal clara. Esta é a primeira operação maciça contra os anarquistas.


terça-feira, 15 de maio de 2012

O Mural de Nicolás Neira


      Nicolás Neira foi um jovem anarquista brutalmente assassinado por um esquadrão móvel da polícia, na manifestação do primeiro de maio do ano de 2005, na cidade de Bogotá (Colômbia).
      Este jovem foi brutalmente golpeado na cabeça, provocando-lhe a morte 5 dias depois.
      O esquadrão móvel da polícia denomina-se ESMAD e desde a sua criação, em 1999, é diretamente responsável pela morte de 50 pessoas e um incontável número de maus-tratos físicos de pessoas e comunidades que se manifestem.
      No passado dia 13 de maio, foi realizado um mural em memória de Nicolás, falecido no dia 6 de maio de 2005.
      Não haviam passado sequer 24 horas desde a feitura do mural e já havia sido sabotado com tinta branca de forma a não ser possível ler as mensagens pintadas.











sábado, 12 de maio de 2012

A Primavera Global

      Começa hoje em diversas cidades europeias, e também um pouco por todo o Mundo, a segunda volta dos movimentos dos “indignados” que há um ano acampavam e ocupavam as praças principais das também principais capitais europeias e do Mundo.
      O movimento denomina-se “Primavera Global” e está confirmado para decorrer em mais de 250 cidades em todo o mundo, incluindo sete cidades portuguesas, todos em protesto contra a crise e as medidas de austeridade.
      O movimento reclama uma “democracia real”, mais justiça social, distribuição da riqueza e ética pública, entre outras questões.
      Em Portugal, onde a manifestação de 12 de Março de 2011 da «geração à rasca» inspirou as concentrações em Espanha no mesmo ano, os desfiles, debates e assembleias populares vão realizar-se em Braga, Porto, Coimbra, Santarém, Lisboa, Évora e Faro.
      Na Grécia, onde a população está sujeita a drásticas medidas de austeridade e onde ainda se espera a formação de um novo governo, está prevista uma concentração na Praça Sintagma (Praça da Constituição) frente ao Parlamento, organizada pelo Fórum Ágora de Atenas.
      Em Espanha, os «indignados» têm previstas manifestações, reuniões e assembleias em diversas cidades do país, destacando-se a concentração marcada para hoje na praça Puerta del Sol em Madrid, onde no dia 15 de Maio de 2011 começou um acampamento de protesto e que deu origem ao movimento 15M e que juntou milhares de pessoas.
      Na Alemanha, em Berlim, os manifestantes vão tentar formar uma estrela de cinco pontas que parte depois para cinco pontos da cidade vindo mais tarde a reagrupar-se na Fonte de Neptuno, em Alexanderplatz e estão ainda marcadas manifestações em Dusseldorf, Frankfurt, Munique, Hannover, Gotinga, Erfurt e Bochum.
      Em França, a manifestação dos indignados tem como mote: «Um vento de indignação corre por todo o mundo». No centro de Paris, onde os manifestantes já difundiram a mensagem de que «votar não basta» vão realizar-se assembleias e debates sobre educação, saúde, meios de comunicação social e justiça.
      No Reino Unido, o movimento “Occupy London” convocou para a Praça de S. Paulo, na city londrina uma manifestação que vai percorrer toda a zona onde estão localizadas instituições bancárias que, de acordo com os «indignados britânicos», constituem um por cento da população que provocou a crise económica e que continua a beneficiar da atual situação. O movimento londrino apelou aos simpatizantes para levarem tendas e assegurou que os métodos de protesto vão ser «pacíficos e criativos».
      Na Irlanda, o grupo “Real Democracy Now Ireland” convocou manifestações em Dublin e em Cork e está a pedir, através das redes sociais, a ocupação pacífica das ruas durante uma jornada que vai decorrer sob o lema «Não somos nem propriedade dos políticos nem dos banqueiros».
      Em Itália, os «Indignados» convocaram uma manifestação em Roma a que chamam “Olimpíada dos Direitos”, junto às ruínas do Coliseu onde vai realizar-se uma assembleia e debates de reflexão sobre o estado da democracia e o estado da economia.
      Na Europa Central e de Leste estão planeadas concentrações, hoje, nas principais praças de Viena, Budapeste, Bratislava, Bucareste, Belgrado e Sofia.
      Nos Estados Unidos, há marchas previstas em Detroit, Chicago e Nova Iorque, cidade onde em 2011 mais de 10.000 pessoas se manifestaram nas ruas do centro financeiro exigindo que a banca pagasse a crise que ela própria provocou.
      Em Portugal, iniciou-se esta tarde, pouco depois das 15H00, uma marcha protesto, em Lisboa, com centenas de pessoas, percorrendo o percurso do Rossio ao Parque Eduardo VII, onde pretendem permanecer até à próxima terça-feira.
      Os manifestantes portavam cartazes com diversos apelos como: «Sê a mudança que queres ver no mundo» ou «A lutar vencemos; a precariedade não é solução».
      Mais info em: http://primaveraglobalpt.info


sexta-feira, 11 de maio de 2012

Deus é Gay?!


      Três jovens com idades a rondar os 19 anos foram identificados como sendo os autores das inscrições na igreja católica da cidade de Santa Helena, no oeste do Paraná (Brasil), há cerca de uma semana.
      Os jovens desenharam o símbolo anarquista, a cruz católica invertida e escreveram frases como: «Deus é gay» e «Pequenas Igrejas, Grandes Negócios» e ainda outra frase em inglês: «Fuck the religion».
      A fachada da igreja é o local de entrada da mesma e situa-se num local bem visível a quem passa.
      O caso teve grande repercussão na cidade, que tem 23 mil habitantes e foi noticiado em alguns órgãos de comunicação como um ato de vandalismo.
      Os jovens identificados pela polícia militar são: L.A.S., M.J.O. e E.R.S. e foram libertados após interrogatório, indo responder pelo ato em Tribunal e aguardando em liberdade.
      Todas as frases pintadas e os desenhos são legítimos mas a frase «Deus é Gay» é que destoa do conjunto, pois todos sabem que Deus não existe, logo não é nem deixa de ser gay, pura e simplesmente não é nada, por inexistência.
      Por que será que escreveram tal frase, bem sabendo (acreditamos) que são jovens ateus. Será que só queriam provocar?

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Feira do Livro em Lisboa


      Vem aí a 5ª Feira do Livro Anarquista de Lisboa, a decorrer nos dias 25 a 27 de maio.
      Podes reservar lugar para a tua banca enviando e-mail para:
      «Esta Feira pretende criar um espaço de debate, encontro e convívio, aberto a todos, aprofundando e divulgando as ideias anarquistas, enquanto ataque real a esta sociedade exploradora, autoritária e antropocêntrica, incentivando as publicações independentes, criando espaços de discussão e de troca de ideias que possibilitem projetos alternativos e modos autónomos de vida.
      Partindo de um inconformismo face a todas as formas de dominação, continuamos a promover o pensamento libertário e a rejeitar qualquer mediação política.
      Acreditamos numa vivência que respeita a singularidade e as diferenças entre cada indivíduo e grupo, numa relação pacífica com a biosfera.
      Acreditamos que é possível pensar a realidade de uma outra forma e atuar sobre ela.»
      Mais info na ligação permanente na coluna dos “Sítios a Visitar”.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Repressão Policial em Amesterdão

      A polícia holandesa reprimiu uma manifestação anarquista no centro de Amesterdão no passado primeiro de maio.
      Pelo menos 23 manifestantes foram presos.
      O protesto teve um início tranquilo, com os manifestantes gritando “slogans” anticapitalistas, portando faixas e bandeiras mas, de repente, um forte contingente de polícias apareceu e investiu contra a marcha, cercando um grupo de manifestantes.
      Muitos ativistas conseguiram escapar do cerco policial, que contava com agentes a paisana, cavalaria montada, furgões, veículos com jato d'água e até um helicóptero.
      Segundo relatos da imprensa holandesa, as autoridades reprimiram o protesto com base numa lei local criada recentemente que proíbe aos manifestantes cobrirem o rosto e portarem faixas e bandeiras com mastros de madeira e ainda que os policias tinham provas que membros do "black bloc" iriam agir naquele dia.
      As pessoas detidas foram libertadas, mas terão que se apresentar no dia 12 de julho no Ministério Publico de Amesterdão.
      Vê o vídeo abaixo.


terça-feira, 8 de maio de 2012

Passeata em Kiev

      Uma animada passeata anarquista reuniu cerca de 500 pessoas em Kiev (Ucrânia) no primeiro de maio, com a presença de vários grupos libertários.
      O protesto foi organizado independentemente das organizações estalinistas e trotskistas. Ao longo da passeata pelo centro da cidade ecoaram vários gritos e cânticos anticapitalistas.
      Os manifestantes levaram faixas, cartazes e apitos. Uma bateria acompanhou e animou o protesto. Apesar da presença da polícia, não houve incidentes.
      A marcha também foi em solidariedade com os ativistas perseguidos naquela região, incluindo as três integrantes da banda punk feminista Pussy Riot, acusadas de insultar o presidente russo Vladimir Putin numa catedral de Moscovo.
      Vê o vídeo abaixo.



segunda-feira, 7 de maio de 2012

O Festival da Anarquia


      Teve início no passado dia 1 de maio, com uma manifestação anticapitalista no dia do trabalhador, e terminará no final do mês, no dia 31, mais uma edição do Festival da Anarquia de Montreal.
      Este é um dos maiores eventos anarquistas do Mundo.
      O evento contará com uma programação extensa e em vários lugares públicos da cidade, com mesas-redondas, concertos, atuações, festas, exposições, oficinas, cicloativismo, etc.
      No âmbito deste Festival, destaca-se a sétima edição do Festival Internacional de Teatro Anarquista (15-16 de maio) e a Feira do Livro Anarquista (19-20 de maio).
      Mais info e programação completa em:

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Destroços de Bin Laden à Venda

      Osama Bin Laden terá sido morto pelos militares dos EUA. A casa onde viveu escondido, durante seis anos no Paquistão, composta por três andares, foi demolida em fevereiro passado por um indivíduo que pagou ao governo paquistanês cerca de 3300 euros para deter o contrato de demolição.
      E o que fez o demolidor?
      Começou agora a vender os destroços da casa demolida aos turistas, anunciando ainda que já recebeu ameaças de morte por parte da Al-Qaeda.
      Shakeel Ahmad Yusufzai, o demolidor comerciante de lembranças turísticas diz: «Não tenho medo, embora por vezes pense que pus a minha família em perigo. A minha mulher sente-se assustada e sempre que chego a casa tarde pensa que ou morri ou fui raptado». Shakeel diz ainda que gostou muito de demolir a casa de Bin Laden, porque a sua passagem pelo Paquistão é algo que «envergonha» o país.
      A política, a guerra, o terrorismo, o negócio capitalista e a merda, tudo no mesmo pacote.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Ocupa, Desocupa, Ocupa

      O Espaço-projeto “Es.Col.A” (Espaço Coletivo Autogestionado), no Porto, que havia sido ocupado há cerca de um ano, foi desocupado há cerca de uma semana (no passado dia 19) e eis que ontem, dia 25 de abril, voltou a ser ocupado.
      Cerca das 17:45 horas, centenas de pessoas rumaram à escola do Alto da Fontinha. Eram centenas de pessoas solidárias com o movimento Es.Col.A, a maioria a fazer uma ocupação pela primeira vez, e ultrapassaram as barreiras impostas pela polícia, cortaram os cadeados e reentraram nas instalações, gritando bem alto: «a Escola é nossa!»
      Para além dos ativistas ocupantes, as centenas de populares que participavam nas comemorações da Revolução do 25 de abril, não hesitaram em mostrarem-se solidários e ocupar a escola, seguindo os ativistas da Es.Col.A.
      Os ocupantes e cidadãos depois de quebrar os cadeados que impediam a entrada, retiraram as placas de metal que impediam o acesso ao espaço e hastearam uma bandeira preta. Entretanto, os populares, já dentro, no pátio, cantam, dançam e batem com testos de panelas.
      Esta reocupação do estabelecimento de ensino neste dia 25 de abril foi uma das medidas decididas num plenário realizado logo no dia seguinte ao do despejo.
      «A resistência não é um objetivo em si, é um meio para conseguir manter o projeto Es.Col.A. O importante é que a resistência foi necessária para garantir um espaço para servir a comunidade e as pessoas de fora», disse Johan Diels, um belga que emigrou para Portugal e participa no projeto do Es.Col.A desde o início da primeira ocupação, há 1 ano, e disse ainda que «Temos provavelmente de alterar o modelo de resistência para conseguirmos dar continuidade ao projeto Es.Col.A». Afirmou ainda que a quantidade de pessoas que compareceram excedeu todas as expetativas: «Acho que alguns dos elementos da organização ficaram assustados de forma positiva com esta gente que apareceu hoje».
      Mais info na ligação permanente da “Es.Col.A” na coluna dos “Sítios a Visitar”.




















terça-feira, 24 de abril de 2012

Reunião Especial da Europol

      Desde 2002, a Europol (Serviço Europeu de Polícia), tem seguido os passos de eco-anarquistas e de ativistas da ALF (Frente de Libertação Animal).
      Recentemente, esta agência policial organizou uma conferência com a presença de serviços secretos europeus, exigindo mais recursos para a luta contra o terrorismo libertário: antirracismo, libertação animal e ambiental, antinuclear… O pedido partiu da secção italiana da Europol que quer encontrar os remetentes das cartas-bomba enviadas pela FAI (Federação Anarquista Informal) a diversas entidades europeias nos últimos anos.
      A reunião está marcada para amanhã, dia 25 de abril, num lugar não divulgado, provavelmente na sede da Europol, em Haia, na Holanda, com o objetivo de encontrar formas mais eficientes de lutar contra as redes transnacionais anarquistas europeias e uma maior cooperação internacional entre as agências de inteligência e segurança do continente.
      Além dos insurgentes gregos, três grupos, em especial, estão na mira das autoridades: a FAI (de acordo com a Europol, o maior grupo da rede estaria em Itália), a rede No Border (Sem Fronteiras) e os adversários da construção de uma linha de comboios de alta velocidade entre Lyon e Turim no Vale de Susa (norte da Itália).
      Mais info em: https://www.europol.europa.eu/

sábado, 21 de abril de 2012

A Injustiça dos Símios

      A revolta perante uma desigualdade é sentida por alguns primatas tal e qual se passa connosco, parentes próximos na longa e complexa árvore genealógica da evolução.
      A descoberta foi feita por Frans de Waal, famoso primatólogo holandês que dirige o Laboratório Yerkes de Investigação de Primatas de Atlanta (EUA). Quando expostos a uma situação evidente de injustiça, os Cebus, macacos que povoam a América Central e a América do Sul, deixam de realizar a atividade em que estão envolvidos.
      As experiências neste sentido são várias. Numa delas, de Waal reuniu um grupo de Cebus e ensinou-lhes uma tarefa simples: os macacos deviam recolher pedras e pô-las nas mãos dos investigadores que os acompanhavam em laboratório. A tarefa dos símios era recompensada com um pepino. O prémio era para todos, e o seu tamanho o mesmo, sem diferenças assinaláveis.
      Enquanto o sistema durou – e aqui vem a lição para os congéneres humanos – a “produtividade” foi garantida, com 90% destes “operários” a realizarem as tarefas em paz social.
      O problema começou quando se decidiu diferenciar os salários para a mesma tarefa. Em vez do habitual pepino, a equipa de Waal decidiu premiar alguns dos macacos com um cacho de uvas. Entre os Cebus, isto equivale a um aumento e a razão é óbvia: as uvas são doces, os pepinos quase insípidos.
      O resultado da medida foi óbvio: os “conflitos sociais” surgiram, com a desmotivação e o abandono gradual da tarefa daqueles que continuaram a ser agraciados com pepinos. Pior: esse abandono correspondia à união dos que tinham ficado de fora do aumento salarial.
      Onde é que já vimos isto? Ao longo de toda a história humana e hoje um pouco por todo o Mundo. Os cidadãos sentem-se indignados com os privilégios de uma elite, sentindo o que estes macacos sentem perante uma discriminação injusta. A injustiça nada tem a ver com fórmulas económico-governativas, instigação sindical, etc. Injustiça é injustiça, sem mais e tão simples, e isto parece estar inscrito nas profundezas do nosso mais arcaico ADN.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Pussy Riot


      Três alegados membros da banda feministas punk Pussy Riot: Maria Alekhina, Nadezhda Tolokonnikova e Ekaterina Samucevich, foram acusadas de “holiganismo” enfrentando penas de 7 anos de prisão, por terem participado numa ação de reivindicação de direitos e protesto contra a Igreja Ortodoxa Russa e seu apoio ao presidente russo Vladimir Putin.
      A ação desenvolveu-se na principal catedral moscovita, tendo o grupo efetuado uma “performance” e entoado uma canção de protesto. O protesto das Pussy Riot durou poucos minutos, causou poucos transtornos e não causou danos no templo.
      As manifestações de solidariedade têm vindo a acontecer um pouco por todo o lado, como as do grupo de libertárias que realizou um protesto em frente da Embaixada da Rússia em Berlim, em solidariedade e pela libertação das três integrantes da banda (vê o vídeo abaixo).
      Vídeo da ação em Berlim:
      Mais info em: http://www.freepussyriot.org 

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Despejo do Projeto Es.Col.A


      Pelas 10 horas da manhã de hoje, teve início uma intervenção musculada e de grande força policial, sob ordem da Câmara Municipal do Porto e, pese embora a oposição possível, venceu a força, sendo completamente despejado o edifício da escola onde funcionava o projeto Es.Col.A.
      Agentes encapuçados entraram no Es.Col.A, rebentando o gradeamento. Vários outros agentes e 10 carrinhas da força de intervenção e outros tantos carros policiais bloquearam o acesso ao bairro.
      Ainda no exterior foram detidos dois apoiantes do projeto e, posteriormente, um terceiro. Entretanto, os ocupantes do edifício foram levados para o exterior pelas forças policiais, juntando-se às dezenas de pessoas que ali se concentravam. Juntos, num “sitting” de resistência não violenta, tentaram impedir a saída das carrinhas policiais. O momento gerou bastante confusão, com registos de violência por parte das forças de intervenção. As carrinhas acabaram por passar, mantendo-se um cordão policial a bloquear o bairro.
      Entretanto, as cerca de 150 pessoas presentes estiveram reunidas no Largo da Fontinha. A Assembleia improvisada decidiu rumar até à esquadra de polícia do Heroísmo, em solidariedade com os três detidos que ali se encontravam, e que, entretanto, foram deslocados para outra esquadra, a da Bela Vista.
      O pessoal partiu depois até às traseiras da Câmara Municipal do Porto mas o edifício camarário encontra-se gradeado e "protegido" por um cordão de agentes policiais.
      Alegadamente, por razões de segurança, uma vez que um dos apoiantes foi detido pela polícia após se regar com gasolina, a Polícia chamou os bombeiros para "limparem" o local. Os manifestantes rumaram para a frente do edifício da Câmara Municipal.
      Depois do despejo, o recheio do EsColA foi destruído e o edifício emparedado.
      Mais info na ligação permanente da “Es.Col.A” na coluna dos “Sítios a Visitar”.






sábado, 14 de abril de 2012

Manif M31 - Frankfurt

      No passado dia 31 de março, milhares de pessoas realizaram em Frankfurt (capital económica da Alemanha), uma manifestação contra o capitalismo, inserida na Jornada de Ação Europeia Contra o Capitalismo (M31).
      Durante o ato os manifestantes lançaram fogos de artifício, pedras e garrafas contra a polícia que os acossavam, atirando ainda bombas de tinta, quebraram vidros de lojas e escritórios. Foi ainda atacado um hotel de luxo e o Banco Central Europeu.
      Houve sérios confrontos com a polícia e dezenas de pessoas ficaram feridas, manifestantes e polícia, sendo apenas um com gravidade. Cerca de 465 pessoas foram detidas. Os organizadores do M31 denunciaram a violência policial e as detenções massivas.
      Vê fotos nas seguintes ligações:
http://www.flickr.com/photos/agfreiburg/sets/72157629357400050/
      Vê vídeos nas seguintes ligações:
http://www.youtube.com/watch?v=QdxcG9QRZnE

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Campanha Anti Gay em Londres

      Uma campanha publicitária anti-homossexualidade estava prestes a ser colocada nos autocarros londrinos com as provocadoras palavras de ordem: “Não sou gay! Sou ex-gay, pós-gay e orgulho-me disso. Ultrapassem isso!”.
      Os autores são dois grupos conservadores anglicanos (cujos endereços na Internet estão na imagem abaixo) que pretendiam promover a ideia de que os homossexuais podem ser convertidos à heterossexualidade.
      Poucos dias antes de os posters começarem a ser afixados nos autocarros da capital britânica, o presidente da câmara londrina proibiu a sua divulgação depois de políticos e ativistas da comunidade “gay” terem chamado à atenção para a temática.
      Os grupos religiosos anglicanos são o “Anglican Mainstream” e a fundação “Core Issues Trust”, cujo líder, Mike Davidson, acredita que o “comportamento homoerótico é pecado”, sendo os fundos de caridade da fundação usados em «terapias de reparação» para cristãos homossexuais, para que possam «desenvolver o seu potencial heterossexual».
      O presidente do município de Londres explicou, por fim, que «Londres é uma das cidades mais tolerantes do mundo e a que menos tolera a intolerância», razão pela qual considera ofensiva a sugestão de que «ser gay é uma doença da qual uma pessoa pode recuperar». Esta postura do presidente só foi tomada após a polémica, não só dos ativistas mas, essencialmente, do concorrente político nas eleições locais, o qual afirmou que o presidente nunca deveria ter autorizado tal campanha, desde o momento inicial em que a apresentaram no gabinete dos Transportes de Londres, que é presidido pelo próprio presidente do município e não, tão-só, agora, após a polémica e o medo eleitoral.
      A campanha renderia cerca de 10 mil libras (mais de 12 mil euros) pela circulação dos referidos anúncios em cerca de 20 autocarros da capital britânica.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Encontro Internacional Anarquista


      Decorrerá este ano, de 8 a 12 de agosto de 2012, um encontro, ou melhor, um reencontro internacional de anarquistas, na cidade suiça de St. Imier, nas montanhas do Jura suíço.
      Este encontro internacional terá várias vertentes libertárias, dos diferentes movimentos anarquistas no mundo. Este "Mundial do Anarquismo" é também uma comemoração, relativa à primeira Internacional Antiautoritária, que foi organizada em 1872 em resposta à Internacional Marxista.
      Assim como o mundo, que mudou um pouco (pelo menos em alguns aspetos), as correntes libertárias também têm evoluído ao longo do tempo e este encontro será representativo disso. Uma coisa é certa: o tempo não diminuiu a opressão dos poderosos frente aos mais fracos.
      Esta jornada internacional apresentará distintos meios de resistência, de diversas formas.
      A Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT) foi fundada em 1864. De imediato diversas secções foram criadas, como em St. Imier e no resto do Jura suíço. Muitos dos trabalhadores que aderiram eram trabalhadores em suas próprias casas. Então tinham paixão pela leitura e pela independência. Quando Bakunine vai à região em 1869, a visita é impactante. A convergência de ideias que os trabalhadores descobrem irá tornar a Federação do Jura o pólo libertário da AIT, que se opôs à ala marxista.
      Enfurecido por essa oposição, Marx fez todo o possível para eliminar esta corrente e, em 1872, ele acreditava mesmo estar conseguindo. No Congresso de Haia, Marx providenciou um grande número de delegados afectos a ele, dos quais boa parte eram representantes de secções inexistentes. Graças a essa maioria fictícia conseguiu que se votasse a exclusão permanente de Bakunine e James Guillaume (por pouco também Adhemar Schwitzguebel e todos os delegados do Jura).
      Escandalizadas, as secções de tendência antiautoritária da AIT, em especial as de Espanha, Itália, França, Bélgica e Estados Unidos, organizaram um Congresso em St. Imier, onde foram tiradas resoluções claramente libertárias. A AIT antiautoritária sobreviveria ao impacto marxista até ao final do século.
      140 anos após o Congresso de St. Imier, a exploração e a alienação dos trabalhadores são ainda brutais. A ilusão marxista foi dissipada, tendo em conta as ditaduras comunistas dela decorrentes. O capitalismo vive de crise em crise; crise social, crise política, às quais se anexa a atual crise ecológica.
      Este (re)encontro internacional, no próximo mês de agosto de 2012, será uma oportunidade para realizar um balanço histórico do movimento anarquista, suas ideias, suas realizações, suas esperanças, suas derrotas; o que resta hoje; os combates que são seus e aqueles que partilham com outros, como o antimilitarismo, antirracismo, antissexismo, autogestão, desaceleração económica, educação, feminismo, internacionalismo, a não-violência, etc.
      Estão previstas diversas atividades, como: “workshops”, palestras sobre história, conferências temáticas, teatro, concertos, exposições, filmes, feiras de livros, rádio, campismo libertário, feira autogestionária e de produtos orgânicos, oficinas, restaurações, etc.
      Este evento internacional será público e faz-se aberto a todos os movimentos anarquistas internacionais, mas também a toda a população, sem discriminação. Zonas francas e preço livre serão promovidos para permitir que cada pessoa possa participar.
      A comissão organizadora reserva-se, no entanto, o direito de impedir a entrada de algum eventual participante. As decisões serão tomadas com base nas ideias e práticas que nos são próprias e que são aquelas da Internacional Antiautoritária. A expressão e a manifestação de racismo, sexismo, xenofobia, homofobia e todas as formas de violência e discriminação não serão toleradas.
      Mais info em: http://www.anarchisme2012.ch/
      Ligação permanente na coluna dos Sítios a Visitar sob a designação de “Encontro Internacional Ago2012”.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Primeiro Aniversário


      Hoje a Es.Col.A comemora o seu primeiro aniversário, pelo que haverá festa todo o dia, não deixando de ser uma data celebrada em jeito de balanço, olhando o futuro do projeto e de muitos outros que poderão surgir.
      Numa altura em que o espaço físico da Es.Col.A., mas não o seu coletivo, se vê ameaçado e em risco de despejo, este aniversário será mais uma forma de juntar esforços, ideias e de em comunidade encontrar formas de defender os espaços públicos. 
      A “Es.Col.A” é o espaço coletivo autogestionado situado no Alto da Fontinha, na Rua da Fábrica Social, 17, no Porto (Portugal) e tem ligação permanente na coluna dos Sítios a Visitar.

sábado, 24 de março de 2012

Mais Uma Hora

     Logo à noite, à 1 hora, Portugal continental e a Madeira adiantarão uma hora os relógios, o mesmo acontecendo nos Açores mas à meia-noite.
      É a hora de Verão que passou a ser decidida a nível da União Europeia, sendo obrigatória para todos os países da união, ao contrário do horário de Inverno, que continua sob a soberania dos Estados, decidindo estes se optam ou não por ela. Portugal decide qual a hora oficial que pretende ter, se é a do fuso do meridiano de Greenwich, do fuso menos um ou menos dois, mas em relação à hora de verão deixou de ser uma competência nacional e passou a ser uma decisão no âmbito da União Europeia.
      O último domingo do mês de março foi selecionado para concretizar a alteração para a hora de verão e o último domingo de outubro para passar à hora de inverno.
      Esta alteração horária é uma opção meramente política, isto é, não é uma escolha científica, não é uma decisão de caráter astronómico. A maior parte das pessoas adaptam-se com alguma facilidade a esta alteração e reajustam o relógio interno biológico, mas existe uma pequena fração que diz que sente essa mudança da hora de forma terrível.
      A hora que interessa às pessoas, a dita hora civil, é a da rotação do planeta, é a maneira como nós vemos o sol e toda a nossa vida está associada à sucessão do dia e da noite. A atividade humana está extremamente dependente desse ciclo.
      A Comissão Permanente da Hora é um organismo composto por representantes de diversas áreas e interesses, presidida pelo Observatório Astronómico de Lisboa, que zela pelo cumprimento da sequência do dia e da noite. Esta Comissão reuniu por última vez há cerca de três anos, para elaborar um relatório para a Comissão Europeia sobre se a hora de Verão deveria continuar a vigorar. A resposta foi afirmativa, tanto para o Continente, como para as Ilhas.
      A comissão existe formalmente desde os anos 40 do passado século, mas as suas raízes remontam ao início do século XX, quando saber com exatidão a hora ganhou importância crescente na vida em sociedade e em especial nos negócios. No século XIX, coexistiram a hora astronómica, que começava e acabava ao meio-dia solar para acompanhar o trabalho de observação dos astrónomos, e a hora civil (meia noite).
      Atualmente há muitos interesses sociais na hora, sobretudo em atividades que dependem muito da hora solar, como a agricultura e a construção civil, para estas pessoas interessa que a hora que o relógio marca efetivamente corresponda o mais possível às horas de sol.
      Já quem joga em bolsas internacionais preferia reger-se mais perto dos relógios de Frankfurt ou de Nova Iorque, apesar do desfasamento da hora solar, tal como quem tem negócios com Espanha, que iria preferir o regresso de Portugal à hora central europeia.
      O diretor do Observatório Astronómico declarou que para já não têm existido pressões para a redefinição da hora, que segue o meridiano de Greenwich (hora zero) e por isso a Comissão não teve necessidade de se reunir ultimamente.
      O Observatório Astronómico, que comemorou o ano passado 150 anos, está à frente da Comissão Permanente da Hora para «manter a independência científica em relação à hora». A Comissão tem representantes dos ministérios, mas também de setores como comércio, indústria, agricultura, turismo e educação.
      O diretor do Observatório afirma ainda que «Há que jogar entre ter uma hora matematicamente idêntica àquilo que é a posição do sol ou, por questões de vida social e económica, tentarmos aproximá-la mais do espaço europeu».

quinta-feira, 22 de março de 2012

1º Aniversário Rádio Cordel Libertário

      A Rádio Cordel Libertário completa e celebra hoje o seu primeiro aniversário de existência.
      «Desde o surgimento dos grandes meios de comunicação (Jornal, Rádio, TV, e agora Internet) percebemos o impacto politico/social/cultural que é eles estarem nas mãos da Classe Dominante, sendo um dos meios de legitimação do seu poder, e sabendo disso o povo organizado sempre fez questão de criar seus próprios meios de contrainformação, tendo sempre o Estado e a Classe Burguesa como seus principais obstáculos, sendo reprimidos ou mortos todos que ousam auto organizar sua comunicação. Mesmo assim, a cada dia que passa, mais pessoas têm acreditado que podem elas mesmas construir o seu próprio meio de comunicação e dessa forma contribuir para a organização e luta popular. É nesse contexto que a Rádio Cordel Libertário nasce e resiste durante este ano, com todas as dificuldades de um meio de comunicação autogestionário, mas também com toda a alegria de cada vez mais ser uma opção Libertária e Anarquista não só aos meios de comunicação burgueses mas também à esquerda autoritária.
      O mérito deste primeiro ano da Cordel Libertário não é somente do coletivo autogestor da Rádio, mas principalmente de todo mundo que contribuiu e contribui até hoje de todas as formas possíveis para fortalecer os meios de comunicação libertário e anarquista, desde os periódicos anarco-sindicalistas do inicio do século XX, o surgimento dos zines na década de 80, até às Rádios Livres e Libertárias (seja através de transmissor ou somente WEB) do século XXl.
      Nesta quinta-feira, 22 de março, haverá uma transmissão especial com convidados integrantes de rádios livres e libertárias de vários lugares do Brasil (e também parceiros da Cordel) com conversa obre os meios de contrainformação nos dias de hoje.
      Estarão presentes:
      – Ailton, Rodrigo, Lila, Fábio e Cristiane da Rádio da Juventude de São Vicente/SP.
      – Alexandre Osvaldão integrante do Mídia Independente e Membro do Coletivo Aparecidos Políticos de Fortaleza/CE.
      – Vertov da Rádio Caruncho FM Livre/Centro de Inovação Social de Cachoeira do Sul/RS.
      – Vicente participante do Espaço Libertário Moinho Negro e da Rádio Antena Negra de Porto Alegre/RS.
      Também haverá um debate sobre quais as principais dificuldades para criar e manter uma rádio livre e libertária atualmente no Brasil, e qual a importância delas na organização e luta libertária e popular.

      A Rádio Cordel libertário está sempre acessível na ligação permanente na coluna dos Sítios a Visitar.