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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Não Pagamos

      Decorre no próximo dia 21 de abril o primeiro encontro do movimento “Não Pagamos”. O Encontro decorrerá a partir das 15 horas, no Terreiro do Paço, em Lisboa.
      O movimento apresenta-se assim:
      O Movimento Não Pagamos! é um movimento cívico que resultou do debate de ideias de um grupo de jovens, que decidiu juntar-se e fundar este movimento por entender que é necessário haver uma voz que defenda o não pagamento da dívida pública, recusando qualquer reestruturação ou renegociação da mesma.
      O Movimento Não Pagamos! considera que esta dívida é Injusta, Imoral e Ilegal, uma vez que foi contraída sem aprovação e conhecimento do Povo português, prejudicando as gerações presentes e futuras. Só o não pagamento da dívida permitirá que Portugal restaure a sua autonomia e o seu caminho de Independência.
      O Movimento Não Pagamos! entende que a questão da dívida é o ponto fulcral da situação socioeconómica atual em Portugal, uma vez que é a "desculpa" utilizada para aplicar todas as medidas de austeridade que deixam os portugueses cada vez mais pobres. Contudo, permanecem questões por responder: quanto devemos? a quem devemos? quem tomou as decisões que criaram a dívida? que aconteceu ao dinheiro dos nossos impostos? o que está a ser feito com o dinheiro que estamos a pedir emprestado?
      Com o intuito de fugir às questões mais pertinentes, aos portugueses são impostas algumas ideias todos os dias das mais variadas formas: que andaram a viver acima das suas possibilidades; de que o pagamento da dívida é inevitável; a dívida é de todos; ou que o seu incumprimento trará algo de catastrófico. Este movimento entende que estes preconceitos têm de ser combatidos, pois todos os caminhos que não recusem o pagamento da dívida, esses sim, são catastróficos.
      A dívida tem de ser paga por quem a contraiu! E não foi o povo português!
      O Movimento Não Pagamos! recusa a politica do medo, da resignação e da indiferença, pois foi essa atitude que nos colocou na situação atual. São necessárias alternativas de luta, com objetivos claros, de resposta à crise provocada pelas medidas autoritárias tomadas pelos sucessivos governos e classe politica fantoche que defende os seus próprios interesses e não o interesse do Povo. A resposta aos ataques violentos de que temos sido alvo deve ser vigorosa e corajosa, e ao lado de todos aqueles que se identificam com os objetivos do Movimento Não Pagamos!
      Síntese dos objetivos do Movimento:
      - Defender o não pagamento da divida;
      - Lutar ativamente contra um ciclo vicioso de austeridade/subdesenvolvimento e todas as medidas que são impostas aos portugueses em nome de uma dívida que não é nossa;
      - Esclarecer os portugueses sobre a verdadeira natureza da dívida, e todas as medidas que os estão a empobrecer;
      - Apelar aos portugueses à união em torno da rejeição da dívida, da luta contra as medidas de austeridade, em nome de uma verdadeira Democracia;
      - Apoiar todos os que estão sofrer direta ou indiretamente com a austeridade imposta;
      - Combater as desigualdades sociais;
      - Promover soluções alternativas para o desenvolvimento do país.»
      Mais info na página do movimento cuja ligação permanente está na coluna dos “Sítios a Visitar” sob a designação de “Movimento Não Pagamos”.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Feira do Livro de Zagreb


      Nos passados dias 31 de março e 01 de abril, decorreu em Zagreb (Croácia) a 8ª Feira do Livro Anarquista daquela cidade.
      Do acontecimento relata-se ter sido um bom espaço de encontro de muitas pessoas ativas na região, tal como já aconteceu nos anos anteriores e com alguns debates interessantes e troca de material.
      A Feira contou ainda com a presença de diversas iniciativas, como a da Active Distribution, da editora Sto Citas, e outras vindas de Londres, Sérvia, Estónia, República Checa e Alemanha.
      O relato:
      «No primeiro dia foram realizados debates sobre iniciativas locais e temas históricos, e podemos relaxar no jardim, enquanto que os cartazes que difundiam a Feira eram visíveis em muitas das livrarias da cidade.
      Como todos os anos, as atividades do segundo dia não se realizaram somente em ambientes fechados, pois a Feira mudou-se para o Parque Central da cidade. No mesmo dia houve um protesto no marco das manifestações do dia europeu de ações contra o capitalismo, o 31M, que começou na Universidade de Zagreb e terminou no Parque Central onde havia sido montada a Feira.
      No terceiro dia, um ativista oriundo da Rússia fez uma apresentação sobre a situação atual geral na Rússia: a luta antifascista e as iniciativas anarquistas e, em seguida, o debate centrou-se na situação jurídica, o “departamento contra o extremismo”, a postura que tomam, em geral, as pessoas na Rússia perante a violência Nazi e os tipos de apoio que têm os neonazis por parte da sociedade.
      A Feira foi uma boa oportunidade para entrar em contacto com os anarquistas da região, e passamos um grande momento em Zagreb, na esperança de voltar no próximo ano».
      Mais info em: http://www.ask-zagreb.org/


segunda-feira, 16 de abril de 2012

espaço Compasso


      O Espaço Compasso acabou de mudar o tema das quartas-feiras. Agora acabou o “Sexo” e começa o novo tema “Ecologia”.
      Assim, as próximas quartas-feiras dos próximos meses serão dedicados à Ecologia. A par do Curso de Design de Permacultura, que vai decorrer nos próximos 3 meses, serão abordados temas que vão desde a ecoconstrução, dicas para diminuir a pegada ecológica, novos agricultores, sementes livres, cosmética biológica, o poder curativo das plantas, etc, etc.
      Serão serões de debate, mostra de filmes, conversas e “workshops” relacionados a Ecologia e a Permacultura.
      A “Ecologia às 4ªs” tem o apoio do “Cibio-Div” (Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos).
      A entrada é livre.
      Começam às 21h30 e haverá “snacks”, sopa e tapas para aconchegar o estômago e, como sempre o copo de vinho ou xiboquinha para acompanhar.
      O espaço Compasso fica no Porto (Portugal) na Rua da Torrinha, nº. 111 e tem ligação permanente ao seu sítio na Internet na coluna dos “Sítios a Visitar”.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Encontro Internacional Anarquista


      Decorrerá este ano, de 8 a 12 de agosto de 2012, um encontro, ou melhor, um reencontro internacional de anarquistas, na cidade suiça de St. Imier, nas montanhas do Jura suíço.
      Este encontro internacional terá várias vertentes libertárias, dos diferentes movimentos anarquistas no mundo. Este "Mundial do Anarquismo" é também uma comemoração, relativa à primeira Internacional Antiautoritária, que foi organizada em 1872 em resposta à Internacional Marxista.
      Assim como o mundo, que mudou um pouco (pelo menos em alguns aspetos), as correntes libertárias também têm evoluído ao longo do tempo e este encontro será representativo disso. Uma coisa é certa: o tempo não diminuiu a opressão dos poderosos frente aos mais fracos.
      Esta jornada internacional apresentará distintos meios de resistência, de diversas formas.
      A Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT) foi fundada em 1864. De imediato diversas secções foram criadas, como em St. Imier e no resto do Jura suíço. Muitos dos trabalhadores que aderiram eram trabalhadores em suas próprias casas. Então tinham paixão pela leitura e pela independência. Quando Bakunine vai à região em 1869, a visita é impactante. A convergência de ideias que os trabalhadores descobrem irá tornar a Federação do Jura o pólo libertário da AIT, que se opôs à ala marxista.
      Enfurecido por essa oposição, Marx fez todo o possível para eliminar esta corrente e, em 1872, ele acreditava mesmo estar conseguindo. No Congresso de Haia, Marx providenciou um grande número de delegados afectos a ele, dos quais boa parte eram representantes de secções inexistentes. Graças a essa maioria fictícia conseguiu que se votasse a exclusão permanente de Bakunine e James Guillaume (por pouco também Adhemar Schwitzguebel e todos os delegados do Jura).
      Escandalizadas, as secções de tendência antiautoritária da AIT, em especial as de Espanha, Itália, França, Bélgica e Estados Unidos, organizaram um Congresso em St. Imier, onde foram tiradas resoluções claramente libertárias. A AIT antiautoritária sobreviveria ao impacto marxista até ao final do século.
      140 anos após o Congresso de St. Imier, a exploração e a alienação dos trabalhadores são ainda brutais. A ilusão marxista foi dissipada, tendo em conta as ditaduras comunistas dela decorrentes. O capitalismo vive de crise em crise; crise social, crise política, às quais se anexa a atual crise ecológica.
      Este (re)encontro internacional, no próximo mês de agosto de 2012, será uma oportunidade para realizar um balanço histórico do movimento anarquista, suas ideias, suas realizações, suas esperanças, suas derrotas; o que resta hoje; os combates que são seus e aqueles que partilham com outros, como o antimilitarismo, antirracismo, antissexismo, autogestão, desaceleração económica, educação, feminismo, internacionalismo, a não-violência, etc.
      Estão previstas diversas atividades, como: “workshops”, palestras sobre história, conferências temáticas, teatro, concertos, exposições, filmes, feiras de livros, rádio, campismo libertário, feira autogestionária e de produtos orgânicos, oficinas, restaurações, etc.
      Este evento internacional será público e faz-se aberto a todos os movimentos anarquistas internacionais, mas também a toda a população, sem discriminação. Zonas francas e preço livre serão promovidos para permitir que cada pessoa possa participar.
      A comissão organizadora reserva-se, no entanto, o direito de impedir a entrada de algum eventual participante. As decisões serão tomadas com base nas ideias e práticas que nos são próprias e que são aquelas da Internacional Antiautoritária. A expressão e a manifestação de racismo, sexismo, xenofobia, homofobia e todas as formas de violência e discriminação não serão toleradas.
      Mais info em: http://www.anarchisme2012.ch/
      Ligação permanente na coluna dos Sítios a Visitar sob a designação de “Encontro Internacional Ago2012”.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Primeiro Aniversário


      Hoje a Es.Col.A comemora o seu primeiro aniversário, pelo que haverá festa todo o dia, não deixando de ser uma data celebrada em jeito de balanço, olhando o futuro do projeto e de muitos outros que poderão surgir.
      Numa altura em que o espaço físico da Es.Col.A., mas não o seu coletivo, se vê ameaçado e em risco de despejo, este aniversário será mais uma forma de juntar esforços, ideias e de em comunidade encontrar formas de defender os espaços públicos. 
      A “Es.Col.A” é o espaço coletivo autogestionado situado no Alto da Fontinha, na Rua da Fábrica Social, 17, no Porto (Portugal) e tem ligação permanente na coluna dos Sítios a Visitar.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Feira do Livro de Nova Iorque


      É nos Estados Unidos onde se promove anualmente o maior número de feiras de livros anarquistas e é já no próximo fim de semana que será realizado um dos maiores eventos deste género naquele país: trata-se da 6ª Feira do Livro Anarquista de Nova Iorque, onde dezenas de expositores já confirmaram presença.
      Segue extrato do comunicado da Feira:
      «Nova Iorque, um centro de vida, cultura e luta anarquista nos últimos 150 anos, será a anfitriã da 6ª Feira do Livro Anarquista de Nova Iorque, com exposição de livros, fanzines, folhetos, arte, filmes/vídeos e outras expressões político-culturais do movimento anarquista mundial. A Feira do Livro será realizada no Judson Memorial Church, em Manhattan, de 13 a 15 de abril.
      O objetivo da Feira do Livro é a construção de um espaço onde as pessoas possam fazer contactos e também ter um acesso mais amplo à diversidade de ideias e ações anarquistas. Agora é um momento chave para explorar estas ideias e práticas e incorporá-las dentro de nossas comunidades e nossos movimentos.
      A Feira do Livro Anarquista de Nova Iorque é um lugar onde as ideias, o ativismo, a ética, a criatividade e a história do movimento anarquista se juntam para constituir um fim de semana emocionante, cheio de comunidade e colaboração.
      Nota que para nós a diversidade é muito importante: estamos comprometidos a promover as vozes que muitas vezes são menos representadas nas conferências libertárias ou nas convencionais, seja por motivos de raça, etnia, género, sexualidade, idade, acessos ou habilidade. A Feira do Livro não vai tolerar nenhum comportamento racista, sexista, “queer-fobia” ou qualquer outro tipo de ação que seja contra a libertação coletiva de todos e todas.
      Mais info em: http://anarchistbookfair.net/ e também com ligação permanente na coluna dos Sítios a Visitar.

sábado, 7 de abril de 2012

OTAN Game Over


      No passado domingo (01 de abril), 483 pessoas foram presas durante uma ação, em que mais de quinhentas pessoas, de 10 países europeus, participaram numa acção anti OTAN (NATO), quando tentavam entrar num terreno militar belga.
      Em 20 e 21 de maio, os chefes de Estado e de Governo dos países membros da OTAN vão reunir-se em Chicago.
      A “Otan Game Over” é um ato de desobediência civil. Os grupos de ação direta não-violentos entraram nas áreas da OTAN cometendo um delito menor, em nome do valor superior da paz, entendida não apenas como ausência de guerra, mas como a construção de um mundo mais justo. Para isso, organizações da Alemanha, Holanda, França, Reino Unido, Finlândia, Suécia, Turquia, Itália, Portugal e Espanha juntaram-se com os ativistas belgas.
      «Exigimos a cessação das políticas de intervenção militar. Em Chicago, o Secretário-geral da OTAN, Anders Fogh Rasmussen, quer dar prioridade à construção de um sistema de intervenção militar. Após mais de dez anos de guerra, a barbárie afegã mostra o fracasso desta metodologia. Na Líbia, a OTAN usou a resolução da ONU como uma desculpa para a mudança de regime. Um ano depois, a OTAN deixa um país fragmentado e dominado por milícias armadas.
      A ação deste 1º de abril faz parte da Campanha “Otan Game Over”, desenvolvida na Bélgica, com o apoio da Rede Antimilitarista Europeia. Visa destacar o debate sobre o papel da OTAN, dos exércitos e das alternativas de defesa que estão sendo negadas pelos governos da OTAN.
      Da Alternativa Antimilitarista, MOC, participamos nesta ação como uma contribuição a mais para a luta pelo desaparecimento dos exércitos, para uma nova sociedade mais justa, em que a segurança das pessoas é medida pela satisfação de todas as suas necessidades humanas e em que desapareçam os mecanismos de controle político, económico e social que mantêm um sistema injusto que nos impede de viver nossas vidas plenamente, e condena a maior parte do mundo à pobreza e miséria.»


sexta-feira, 6 de abril de 2012

Feira do Livro de Lisboa


      A 5ª Feira do Livro Anarquista de Lisboa terá lugar de 25 a 27 de maio, em Lisboa (Portugal), criando um espaço de debate, encontro e convívio, aberto a todos.
      «O objetivo é aprofundar e divulgar as ideias anarquistas, enquanto ataque real a esta sociedade exploradora, autoritária e antropocêntrica, incentivando as publicações independentes, criando espaços de discussão e de troca de ideias que possibilitem projetos alternativos e modos autónomos de vida.
      Partindo de um inconformismo face a todas as formas de dominação, continuamos a promover o pensamento libertário e a rejeitar qualquer mediação política.
      Acreditamos numa vivência que respeita a singularidade e as diferenças entre cada indivíduo e grupo, numa relação pacífica com a biosfera. Acreditamos que é possível pensar a realidade de uma outra forma e atuar sobre ela.»

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Feira do Livro de Belfast


      A 4ª Feira do Livro Anarquista de Belfast (Irlanda do Norte) está já marcada para os dias 28 e 29 deste mês de abril de 2012.
      O evento ocorrerá entre as 12:00 e as 17:00 no Centro The Centre (Warzone), na rua Little Victoria, em Belfast.
       Estão programadas diversas assembleias e muitas bancas de livros de um vasto leque de editoras, de organizações anarquistas e outras organizações radicais. Haverá ainda oficinas várias e comida vegan.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

M31 em Kiev


      No passado sábado (31 de março), foi dia de Jornada de Ação Europeia Contra o Capitalismo (M31).
      Em Kiev (Ucrânia) dezenas de anarquistas saíram às ruas em passeata pelo centro financeiro da cidade. Os manifestantes detinham faixas e bandeiras e gritavam frases anticapitalistas e antigoverno.
      No percurso da passeata um prédio público foi ocupado pelos ativistas. Aparentemente não houve repressão policial ao protesto.
      Vê fotos e vídeo aqui: http://anarcho-news.info/news-457


sexta-feira, 23 de março de 2012

O Despejo da Es.Col.A

      A Câmara Municipal do Porto declarou suspenso, para já, o despejo que indirectamente havia anunciado para o final deste mês de Março da Es.Col.A.
      «O despejo do projeto Es.Col.A é o despejo de uma comunidade que, pelas suas mãos, recupera e desenvolve um equipamento público abandonado, transformando-o num centro de convívio e lazer, educação, discussão, pensamento, criação, transparência, entreajuda e liberdade do bairro para o bairro! Curiosamente, trata-se de um edifício tutelado por um pelouro do município que dá pelo nome de “Conhecimento e Coesão Social”. Parece absurdo mas é real.
      Haverá melhor forma de destruir o tecido urbano e expulsar do seu lugar a população autóctone com menos recursos e sem pleno conhecimento dos seus direitos do que encerrar infraestruturas locais, uma a uma, para, no seu lugar, construir equipamentos que em pouco ou nada criam vínculos com essa população, apenas com o resto da cidade?
      O desenraizamento precedido do abandono da autarquia pelo lugar, ano após ano, leva à desagregação, desunião e fraqueza da população dos bairros. Para a opinião pública, através dos media, o município abana a cenoura de uma casa novinha em folha, construída para melhorar o bem estar do morador, só que em Marte, longe da mercearia onde cresceu e envelheceu, longe dos vizinhos que conheceu, sempre para outro local onde as mesmas políticas pretendem resultados semelhantes.
      Tal como o rio naturalmente desagua no mar, uma presidência eleita pelo povo para gerir uma cidade em prol do seu bem estar, produto de quem ainda reconhece democracia na palavra Democracia, revela-se num terrorismo urbanístico que alastra do Aleixo à Fontinha. Perante a passividade da esmagadora maioria desse mesmo povo, fecha escolas, infantários, parques infantis, centros sociais, porque têm poucos alunos, porque o investimento não se justifica, porque o pensamento livre incomoda. Mas na Es.Col.A do Alto da Fontinha, em pleno centro do Porto, nunca faltaram alunos e professores de todas as idades a quebrar o isolamento, a reaprenderem a viver unidos numa comunidade horizontal e verdadeiramente justa.
      A luta pela Es.Col.A precisa da solidariedade de todos os que não dividem um povo em cidadãos de primeira e de segunda, os que, com o seu olhar sem fronteiras, percebem os interesses imobiliários que estão por trás, justificados a bem de "receitas para uma cidade melhor", a bem da sua "internacionalização''. Chavões que ironicamente se aplicam à própria Es.Col.A, que se tornou internacional e é tida como um bom exemplo de vida e atitude comunitária, a cidade real e humana.»
      A “Es.Col.A” é o espaço coletivo autogestionado situado no Alto da Fontinha, na Rua da Fábrica Social, 17, no Porto (Portugal) e tem ligação permanente na coluna dos Sítios a Visitar.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Festival Paralelo na CasaViva

      O MAB é o Festival Internacional de Multimédia, Arte e Banda Desenhada, evento que é dedicado a várias artes como o cinema, a ilustração, a literatura ou a animação, com especial enfoque na banda desenhada, que decorre nos fins de semana de 10 e 11 e de 17 e 18 deste mês de março, na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, e contará com autores reputados nestas diversas artes, oriundos do Reino Unido, Alemanha, Bélgica, Itália, Espanha e Portugal.
      A CasaViva acolhe a programação paralela: novidades editoriais, exposições e concertos. Esta programação paralela começa um fim de semana antes, já neste próximo, dias 3 e 4, e decorre nos dois fins de semana seguintes, 10-11 e 17-18.
      Os concertos agendados são os seguintes:
sábado, dia 3
18h Orquestra do Ruído (Lx/Porto)
19h Xoto (Setúbal)
20h Absent Circus (Porto)
21h Phalovich (Lisboa)
domingo, dia 4
20h Jesse James (Porto)
21h Insane Slave (Porto)
sábado, dia 10
20h Protest and Serve (Porto)
21h Dead October (Porto)
domingo, dia 11
19h Paulette Wright (França)
20h Dirty Coal Train (Viseu)
21h Trashbaile (Porto)
sábado, dia 17
18h Old Trees (Coimbra)
19h Dead by Pregnacy (Porto)
20h Conto do Vigário (Lisboa)
21h No No (Viseu)
domingo, dia 18
18h Tiger Picnic (Viseu)
      A Casa Viva está em Portugal, no Porto, na Praça do Marquês, nº. 167.
      Mais info nas ligações permanentes à “Casa Viva” e “Rádio Casa Viva “ que encontras na coluna aqui ao lado dos “Sítios a Visitar”.


terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Manifs Contra Aumentos

      A seguir se transcreve um comunicado da Federação Anarquista Gaúcha, cuja ligação permanente ao seu sítio se encontra na coluna dos “Sítios a Visitar”.

      «Já foram 5 atos de rua contra o aumento das passagens e pela sua revogação em Porto Alegre (Brasil): trancando as vias de circulação e os terminais de ônibus, cantando palavras de ordem e fazendo batucada, panfleteando o porquê da mobilização, escrachando a prefeitura municipal com uma chuva de fruta podre e afirmando na rua que não vamos deixar passar mais um roubo contra nós.
      A militância estudantil da FAG, ombro a ombro com companheiros da Tendência Estudantil Resistência Popular e outros setores do movimento estudantil, sindical e popular, vem participando das mobilizações de rua e na sua construção, pois apostamos na ação direta e no protagonismo estudantil e popular como as únicas formas de arrancar direitos e de avançar na construção de um povo forte.
      O aumento municipal das passagens de Porto Alegre foi aprovado pelo Conselho Municipal dos Transportes Urbanos no início de fevereiro para o valor de R$ 2,88 e por decisão do prefeito José Fortunati foi de R$ 2,70 para R$ 2,85, um reajuste de 5,56%. Desde então vem se construindo atos unitários, marcando presença na rua, exigindo a revogação do aumento e denunciando o lucro das empresas privadas do transporte da cidade com a cumplicidade do poder "público" e sob a desculpa de que os reajustes servem para garantir a qualidade dos serviços prestados e compensar os reajustes salariais dos trabalhadores do transporte "público".
      Sabemos que essa luta contra o aumento das passagens, assim como toda a discussão e luta em defesa do transporte público, pela acessibilidade urbana e pelo passe livre não vai ser feito através dos mecanismos oferecidos pela democracia burguesa, através da política profissional e da burocracia municipal e sim através da organização independente daqueles que são quotidianamente afetados pelos aumentos abusivos e pela má qualidade do transporte.
      Garantir a independência do movimento que vem se constituindo e que ainda continuará dando combate nas ruas; assegurar a participação dos diferentes setores do povo no debate e na construção das mobilizações pela revogação do aumento das passagens e em defesa de um transporte público, de qualidade e não a serviço do mercado e das empresas capitalistas; defender a ação direta como um estilo militante capaz de garantir o protagonismo popular e se contrapor à política e aos políticos e militantes profissionais que se colocam como os únicos capazes de tomar todas as decisões; enfim, forjar na luta um povo forte que arranque mudanças e tome às rédeas de seu próprio destino.
      É em torno desses objetivos que nos organizamos, no dia a dia e ao lado dos companheiros libertários e de outros setores, para que retomemos o trabalho de base e a mobilização nas escolas de ensino médio para os atos de rua.
      Avançar na mobilização e organização popular!
      Forjar na luta um povo forte!
      Pela força das ruas estamos juntos para barrar esse roubo contra o povo!
      Federação Anarquista Gaúcha»




terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Ocupar e Resistir

      É já depois de amanhã, quinta-feira, dia 23 de fevereiro, a partir das 21 horas (horário de Brasília) que a Rádio Cordel Libertário, com ligação permanente na coluna aqui ao lado dos “Sítios a Visitar”, abre o programa “Ocupar e Resistir”.

      O programa pretende lançar o debate sobre algumas ocupações existentes, tema bastante atual, especialmente na sociedade brasileira, designadamente, pelas constantes desocupações que o Estado tem vindo a fazer, de forma até violenta, nos territórios que o povo trabalhador ocupou por necessidade óbvia, como o caso do Pinheirinho, o caso dos Tupinambás do Sul da Bahia, as mortes na Aldeia Bororo em Mato Grosso do Sul e tantas outras. Perante isto observamos a resistência da população que a única coisa que tem é a sua luta e a sua identidade.
      São estes os factos que se pretende debater e divulgar, realçando a luta e a resistência dos trabalhadores, com o objetivo de que as pessoas não fiquem reféns dos meios de desinformação mas também para que se possa avaliar de uma forma libertária, somando-nos de forma ativa nessas lutas.
      Participam no debate:
      Robson Véio, da UNIAPP (Universidade Autônoma Preta e Popular) que falará sobre a situação do Quilombo Rio dos Macacos de Simões Filho/BA prestes a sofrer reintegração de posse.
      Fernando Knup, membro do Projeto Ocupação Cultural que dará informações sobre como se encontram as Ocupações dos Sem Teto do centro de São Paulo/SP.
      Marcos, da ORL (Organização Resistência Libertária) que contará o que está acontecendo na Ocupação Comunidade dos Trilhos em Fortaleza/CE.
      Para além das ocupações debater-se-á ainda os seguintes temas: “O papel do Estado, das Empresas e dos Partidos Políticos dentro dos Movimentos de Luta pela Terra e Teto” e “Como Construir um Movimento Realmente Autónomo e cada vez mais Libertário?".
      Podes intervir no debate através de comentários e/ou perguntas colocadas diretamente no “chat” do blogue.


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Querem Calar-nos

      A próxima terça-feira (dia 21 de fevereiro; Carnaval), a Biblioteca Terra Livre realizará um debate sobre educação anarquista, aproveitando o lançamento do livro “Escritos sobre Educação e Geografia” de Élisée Reclus e Piotr Kropotkin.

      O ato ocorrerá a partir das 18H00 na “Ocupa J13” em Curitiba (Paraná, Brasil).
      Pelas 20H00 haverá concerto com as bandas: Ordinaria Hit, Holodomor e Tudo de Volta.
      O preço sugerido para pagar a entrada é de: R$ 5,00 + 1 Kg de alimento.
      Informações sobre o livro na seguinte ligação:
      http://bibliotecaterralivre.noblogs.org/editora/escritos-sobre-educacao-e-geografia/
      Mais info na ligação permanente da Biblioteca Terra Livre na coluna dos Sítios a Visitar.


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Sobre os Filhos-da-Puta

      Na imagem abaixo está uma manifestante que afirma o seguinte: “As putas insistimos que os políticos não são nossos filhos”.

      Assim sendo, termos que deixar de chamar aos políticos “filhos-da-puta”.


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Manif Solidária com Povo Grego

      Amanhã, dia 15 de fevereiro, a partir das 18 e até às 21 horas decorrerão manifestações espontâneas de solidariedade para com o povo grego e contra a agressão da ditadura dos mercados, seja na Grécia, em Portugal ou qualquer outro país.

      As manifestações ocorrerão no Porto e em Lisboa.
      Os Gregos já demonstraram solidariedade para com os Portugueses:
      http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO023835.html
      Os objetivos destas manifestações são os que a seguir se indicam:
      – «O fim da agressão da ditadura dos mercados imposta sobre o povo grego,
      – Contra o desemprego, precariedade, miséria e fome imposta pelos esbirros internacionais dos governos de mercado,
      – Em solidariedade com o povo grego contra um governo que lhes foi imposto e não escolhido por plebiscito,
      – Contra a campanha de difamação da imprensa estrangeira e nacional para com o povo grego (exemplos: "gregos vivem acima das suas possibilidades", "não declaram todos os vencimentos à sua segurança social", "têm em média dois barcos por família", "são só jovens delinquentes que fazem desacatos"; "um novo empréstimo para salvar o país" etc.),
      – Reflexão e comparação entre o caso grego e português.
      A luta do Povo Grego é de todos nós, portugueses, europeus, cidadãos do Mundo.
      Não pagamos uma crise que não é nossa nem foi contraída em nosso benefício.»
      Por fim, pode ler-se no comunicado-convite uma chamada de atenção a todos os participantes para que tenham atenção «os provocadores infiltrados que visam a desestabilização da manifestação que se pretende pacífica e que, sob as objetivas da comunicação social, provoquem uma campanha de difamação tal como ocorre na Grécia, ocorreu na Itália, Espanha e Inglaterra.»
      Locais:
      Em Lisboa junto à Embaixada da Grécia, na Rua Alto Duque, 13.
      No Porto junto ao Consulado da Grécia, na Rua Pedro Homem de Melo, 91.
      Mais info em:
      http://www.facebook.com/events/164643516984700/

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Arte Occupas nas Escadas da Casa-Viva

      A Casa-Viva vai ser ocupada por uma exposição a inaugurar no próximo sábado (11 de fevereiro).
      A ocupação estará exposta nas escadas da Casa-Viva até ao final do mês de fevereiro.
      A inauguração ocorrerá às 18H00 e a entrada é gratuita.
      A Casa Viva está no Porto (Portugal), na Praça do Marquês, nº. 167.
      Mais info nas ligações permanentes à “Casa Viva” e “Rádio Casa Viva “ que encontras na coluna aqui ao lado dos “Sítios a Visitar”.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

CoPelada A Fifa te Fode

      O Comité Popular dos Atingidos pela Copa do Mundo da FIFA 2014, que se realizará no Brasil, organiza no próximo sábado, 11 de fevereiro, uma ação contestatária com jogo de futebol pelas ruas, designada “CoPelada, a Fifa te Fode”.

      Com este ato pretende-se chamar a atenção para uma outra imagem e impactos daquele campeonato de futebol, designadamente, nos aspetos negativos que ocorrem na sociedade, como remoção e o desalojo de famílias pobres para realização de obras, a prisão e repressão de movimentos sociais, trabalhadores ambulantes e prostitutas, tudo de forma cega para que as pessoas ricas assistam, tranquilos e longe da realidade, aos jogos do Mundial de Futebol.
      Mais info em: http://www.atingidoscopa2014.wordpress.com


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Memória na Rússia e na Ucrânia

      No passado dia 19 de janeiro, em várias localidades russas e ucranianas, antifascistas e anarquistas organizaram ações para relembrar a morte de dois antifascistas: Stanislav Markelov e Anastassia Babourova, assassinados por um neo-nazi em Moscovo no dia 19 de janeiro de 2009.

      Primeiro, os anarquistas organizaram um pequeno encontro no qual recordaram o assassinato dos dois antifascistas, aproveitando ainda a ocasião para falarem da necessidade de solidariedade entre as diversas organizações anarquistas e da necessidade da luta contra o fascismo e o sistema capitalista.
      De seguida, organizaram marchas até e pelo centro da cidade, com cartazes dizendo: "o capitalismo assassina”, “o capitalismo prospera", "o capitalismo leva ao fascismo” enquanto entoavam e repetiam frases como: "Expluda o capitalismo, expluda o fascismo!", "Nossa pátria é toda a humanidade!", "Nosso principal inimigo é o Estado", distribuindo panfletos onde se lia:
      «A luta contra o fascismo começa por um combate contra o capitalismo!
      Há três anos, em 19 de janeiro, tiveram lugar em Moscovo dois assassinatos retumbantes. Dois antifascistas, militantes libertários: Stanislav Markelov, célebre advogado defensor dos direitos humanos, e Anastassia Babourova, jornalista, foram assassinados.
      Os dois foram assassinados em Moscovo em plena luz do dia, no centro da cidade, com tiros nas cabeças. Militantes de uma organização fascista foram reconhecidos e culpados por estes assassinatos.
      Com o desenvolvimento do capitalismo, a ameaça fascista se torna de novo real: cada ano, no espaço da ex-União Soviética e no Mundo, têm lugar assassinatos motivados pelo ódio racial, nacionalismo.
      Engendrando as desigualdades económicas e sociais, o capitalismo, a fim de se proteger, põe gente de diferentes nacionalidades uns contra os outros deslocando o descontentamento contra o poder e o capitalismo num terreno de ódio nacional. De certa forma, o sistema capitalista se protege contra a ira das populações que explora. As vítimas do terror nazi/fascista são igualmente vítimas no sistema capitalista: sindicalistas, militantes dos movimentos sociais e de partidos de oposição, antifascistas, ativistas sociais.
      O fascismo mata e o capitalismo prospera!»