«É a democracia, tal como a conhecemos, a melhor possibilidade em matéria de governo?
Não é possível dar um passo mais em direção ao reconhecimento e à organização dos direitos do homem?
Nunca poderá haver um Estado realmente livre e iluminado até que não se reconheça o indivíduo como poder superior independente, de quem deriva e a quem lhe cabe a sua própria autoridade, e, em consequência, lhe dê o tratamento correspondente.»
Henry David Thoreau (1817-1862)
Autor estadunidense, poeta, naturalista, ativista anti-impostos, crítico da ideia de desenvolvimento, pesquisador, historiador, filósofo, e transcendentalista. Mais conhecido pelo livro “Walden”, uma reflexão sobre a vida simples cercada pela natureza, e pelo ensaio “Desobediência Civil”, uma defesa da desobediência civil individual como forma de oposição legítima frente a um Estado injusto.
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domingo, 14 de fevereiro de 2010
domingo, 27 de dezembro de 2009
A Caridade
«A fingida caridade do rico não passa, da sua parte, de mais um luxo; ele alimenta os pobres como os cães ou os cavalos que detém.»
Jean-Jacques Rousseau (1712-1778)
Filósofo e escritor.
Jean-Jacques Rousseau (1712-1778)
Filósofo e escritor.
sábado, 26 de dezembro de 2009
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
A Vontade
«Tudo vence uma vontade obstinada, todos os obstáculos abate o homem que integrou na sua vida o fim a atingir e que está disposto a todos os sacrifícios para cumprir a missão que a si próprio se impôs.
Que o querer tenha sua origem e seu apoio em coração aberto à nobreza, à beleza e à justiça; de outro modo é apenas gume fino e duro de faca; por isso mesmo frágil, na sua aparente penetração e resistência.
Vontade inteligente, e não manhosa, altruísta, e não virada ao sujeito, pedagógica, e não sedenta de domínio; a esta pertencem os séculos por vir: é a voz a que surgem; a outra estabelece os muros que ainda tentam defender o passado.»
Agostinho da Silva – in “Considerações”
Filósofo/Poeta/Ensaísta (1906-1996)
Português (porque cá nasceu e morreu) e também Brasileiro (porque lá viveu e deixou obra)
Atento ao mundo exterior, para que não falte nenhuma oportunidade de pôr em prática o pensamento que o anima, não deixa que ele o distraia da tensão interna que lhe há-de dar a vitória; tem os dotes do político e os dotes do artista, quer modelar o mundo segundo o esquema que ideou.
Não se trata, claro, de um triunfo pessoal; em história da cultura não há triunfos pessoais; ou a vontade é pura e generosa, nitidamente orientada ao bem geral, ou mais cedo, mais tarde, se há-de quebrar contra vontades de progresso mais fortes que ela. Que o querer tenha sua origem e seu apoio em coração aberto à nobreza, à beleza e à justiça; de outro modo é apenas gume fino e duro de faca; por isso mesmo frágil, na sua aparente penetração e resistência.
Vontade inteligente, e não manhosa, altruísta, e não virada ao sujeito, pedagógica, e não sedenta de domínio; a esta pertencem os séculos por vir: é a voz a que surgem; a outra estabelece os muros que ainda tentam defender o passado.»
Agostinho da Silva – in “Considerações”
Filósofo/Poeta/Ensaísta (1906-1996)
Português (porque cá nasceu e morreu) e também Brasileiro (porque lá viveu e deixou obra)
domingo, 13 de dezembro de 2009
A Oportunidade
«Nada é tão poderoso no Mundo como uma ideia cuja oportunidade chegou.»
Victor Hugo (1802-1885) escritor e poeta francês.
Victor Hugo (1802-1885) escritor e poeta francês.
domingo, 6 de dezembro de 2009
Mudança
« A arte do progresso é manter a ordem onde existe mudança e mudança onde existe ordem. »
Alfred Whitehead
(Filósofo e matemático inglês: 1961-1947)
Alfred Whitehead
(Filósofo e matemático inglês: 1961-1947)
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Como o Universo
« Sê plural como o Universo ! »
Fernando Pessoa (13-06-1888 – 30-11-1935)
Foi num dia assim, como o de hoje, corria o ano de 1935 (há 74 anos) que morria aquele que é considerado um dos maiores poetas da Língua Portuguesa.
domingo, 29 de novembro de 2009
Exemplo a Não Esquecer
Há cinco anos atrás uma fábrica de confecções situada na vila dos Arcos de Valdevez (Norte de Portugal) que aí já laborava há cerca de 15 anos entrou numa suposta “crise” anunciada pelos patrões alemães, colocando em perigo os 89 postos de trabalho que detinha.
Precisamente num dia como o de hoje, 29 de Novembro do ano de 2004, as 89 trabalhadoras da fábrica de confecções apercebem-se que, já fora do horário laboral, os patrões estão a retirar as máquinas da fábrica e que pretendem afinal a deslocalização da fábrica para a República Checa.
As trabalhadoras mobilizaram-se de imediato e impediram que os patrões levassem a cabo a retirada das máquinas.
A partir daquele dia as trabalhadoras montaram vigílias nocturnas nas instalações da fábrica, revezando-se durante longos meses, de forma a impedir a retirada das máquinas.
Os patrões nunca mais foram vistos e os trabalhadores continuaram a trabalhar normalmente, sem entidade patronal, por estar desaparecida.
Alguns meses depois as trabalhadoras conseguiram que os patrões, dois empresários alemães, lhes vendessem a fábrica em troca dos ordenados, tendo formalizado a venda por tão-só um euro.
Desde então a fábrica nunca mais parou de laborar, é autogestionada pelas trabalhadoras, manteve todos os postos de trabalho e, pasme-se, veio a admitir mais trabalhadores, mantendo actualmente 115 trabalhadores e, pasme-se de novo, tendo triplicado, isto é, aumentado três vezes mais, a facturação da fábrica.
Conceição Pinhão, a trabalhadora-administradora diz que 90 por cento da produção se destina à exportação e com a actual crise de 2008/2009, a produção ressentiu-se um pouco mas estando já a trabalhar em pleno.
Não houve necessidade de despedimentos, reestruturações, suspensões, etc.
Conceição diz «Hoje, voltaria a fazer tudo de novo, não estou arrependida de nada. Queriam-nos deixar de mãos a abanar, atirar 90 pessoas para o desemprego, mas não conseguiram».
Aqui ficam os contactos:
A fábrica chama-se: “Afonso, Produção de Vestuário, Lda.”, a trabalhadora-administradora é a já citada Maria da Conceição Pinhão (foto abaixo), situa-se na Zona Industrial de Paçô, Lote 11, em Arcos de Valdevez (Código Postal: 4970-249), Telefone: (+351)2858480060, Fax: (+351)258453095, email: cadafonso@mail.telepac.pt e fabrica todo o tipo de vestuário.
Precisamente num dia como o de hoje, 29 de Novembro do ano de 2004, as 89 trabalhadoras da fábrica de confecções apercebem-se que, já fora do horário laboral, os patrões estão a retirar as máquinas da fábrica e que pretendem afinal a deslocalização da fábrica para a República Checa.
As trabalhadoras mobilizaram-se de imediato e impediram que os patrões levassem a cabo a retirada das máquinas.
A partir daquele dia as trabalhadoras montaram vigílias nocturnas nas instalações da fábrica, revezando-se durante longos meses, de forma a impedir a retirada das máquinas.
Os patrões nunca mais foram vistos e os trabalhadores continuaram a trabalhar normalmente, sem entidade patronal, por estar desaparecida.
Alguns meses depois as trabalhadoras conseguiram que os patrões, dois empresários alemães, lhes vendessem a fábrica em troca dos ordenados, tendo formalizado a venda por tão-só um euro.
Desde então a fábrica nunca mais parou de laborar, é autogestionada pelas trabalhadoras, manteve todos os postos de trabalho e, pasme-se, veio a admitir mais trabalhadores, mantendo actualmente 115 trabalhadores e, pasme-se de novo, tendo triplicado, isto é, aumentado três vezes mais, a facturação da fábrica.
Conceição Pinhão, a trabalhadora-administradora diz que 90 por cento da produção se destina à exportação e com a actual crise de 2008/2009, a produção ressentiu-se um pouco mas estando já a trabalhar em pleno.
Não houve necessidade de despedimentos, reestruturações, suspensões, etc.
Conceição diz «Hoje, voltaria a fazer tudo de novo, não estou arrependida de nada. Queriam-nos deixar de mãos a abanar, atirar 90 pessoas para o desemprego, mas não conseguiram».
Aqui ficam os contactos:
A fábrica chama-se: “Afonso, Produção de Vestuário, Lda.”, a trabalhadora-administradora é a já citada Maria da Conceição Pinhão (foto abaixo), situa-se na Zona Industrial de Paçô, Lote 11, em Arcos de Valdevez (Código Postal: 4970-249), Telefone: (+351)2858480060, Fax: (+351)258453095, email: cadafonso@mail.telepac.pt e fabrica todo o tipo de vestuário.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
A Terra é Nossa
Vê abaixo a curta-metragem da campanha “LA TIERRA ES NUESTRA” da organização ACSUD.
Esta campanha tem por objectivo dar a conhecer a realidade dos povos indígenas, denunciando os ataques que sofrem os seus territórios e os seus recursos naturais ao mesmo tempo que mostra as alternativas que põem em movimento para a sua defesa e autogestão sustentável.
Esta campanha tem por objectivo dar a conhecer a realidade dos povos indígenas, denunciando os ataques que sofrem os seus territórios e os seus recursos naturais ao mesmo tempo que mostra as alternativas que põem em movimento para a sua defesa e autogestão sustentável.
domingo, 15 de novembro de 2009
Não Vou Por Aí !
«Ah, que ninguém me dê piedosas intenções! Ninguém me peça definições! Ninguém me diga: «vem por aqui!».
A minha vida é um vendaval que se soltou. É uma onda que se levantou. É um átomo a mais que se animou... Não sei por onde vou, Não sei para onde vou; Sei que não vou por aí!»
José Régio (1901-1969)
Escritor português e pseudónimo de José Maria dos Reis Pereira.
Durante a sua vida teve sempre participação activa na vida pública, mantendo-se fiel aos seus ideais socialistas, apesar do risco que corria devido ao regime autoritário; ditatorial, de então.
Como escritor, José Régio, dedicou-se ao ensaio, à poesia, ao texto dramático e à prosa. A sua obra reflecte problemas relativos ao conflito entre Deus e o Homem e o indivíduo e a sociedade. Sempre usou um tom psicologista e misticista, analisando a problemática da solidão e das relações humanas, ao mesmo tempo que levava a cabo uma auto-análise.
A minha vida é um vendaval que se soltou. É uma onda que se levantou. É um átomo a mais que se animou... Não sei por onde vou, Não sei para onde vou; Sei que não vou por aí!»
José Régio (1901-1969)
Escritor português e pseudónimo de José Maria dos Reis Pereira.
Durante a sua vida teve sempre participação activa na vida pública, mantendo-se fiel aos seus ideais socialistas, apesar do risco que corria devido ao regime autoritário; ditatorial, de então.
Como escritor, José Régio, dedicou-se ao ensaio, à poesia, ao texto dramático e à prosa. A sua obra reflecte problemas relativos ao conflito entre Deus e o Homem e o indivíduo e a sociedade. Sempre usou um tom psicologista e misticista, analisando a problemática da solidão e das relações humanas, ao mesmo tempo que levava a cabo uma auto-análise.
domingo, 8 de novembro de 2009
Utopia
«Muitas vezes a utopia de um século torna-se a ideia vulgar do século seguinte.»
Carlo Dossi
Escritor italiano (1849-1910)
Carlo Dossi
Escritor italiano (1849-1910)
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Francisco Ferrer Y Guardia
No próximo dia 9 tem início no Rio de Janeiro o “Colóquio dos 100 anos da Execução de Francisco Ferrer Y Guardia” (1849-1909), com actividades até ao dia 14.
Há 100 anos atrás, Ferrer foi executado após perseguições do Estado e da Igreja, sendo por fim preso, acusado de ser o mentor intelectual de agitações populares em Espanha, sendo, por fim, fuzilado.
Em reacção à sua execução o movimento operário em diversos países protestou, sendo duramente reprimido e muitos sujeitos a prisão.
O método e filosofia de educação de Ferrer espalhou-se, após a sua morte, por todo o Mundo.
Criou os conceitos educativos denominados por Escola Moderna, um movimento de pedagogia libertária que consistia num movimento internacional de educação e apoio dos trabalhadores e jovens.
A seguir estão os princípios da Escola Moderna:
1 – A educação da infância deve fundamentar-se sobre uma base científica e racional; em consequência, é preciso separar dela toda a noção mística ou sobrenatural;
2 – A instrução é parte da educação. A instrução deve compreender também, junto à formação da inteligência, o desenvolvimento do carácter, a cultura da vontade, a preparação de um ser moral e físico bem equilibrado, cujas faculdades estejam associadas e elevadas ao seu máximo de potência;
3 – A educação moral, muito menos teórica do que prática, deve resultar principalmente do exemplo e apoiar-se sobre a grande lei natural da solidariedade;
4 – É necessário, sobretudo no ensino da primeira infância, que os programas e os métodos estejam adaptados o mais possível à psicologia da criança, o que quase não acontece em parte alguma, nem no ensino público nem no privado
http://homenagemaferrer.blogspot.com
Há 100 anos atrás, Ferrer foi executado após perseguições do Estado e da Igreja, sendo por fim preso, acusado de ser o mentor intelectual de agitações populares em Espanha, sendo, por fim, fuzilado.
Em reacção à sua execução o movimento operário em diversos países protestou, sendo duramente reprimido e muitos sujeitos a prisão.
O método e filosofia de educação de Ferrer espalhou-se, após a sua morte, por todo o Mundo.
Criou os conceitos educativos denominados por Escola Moderna, um movimento de pedagogia libertária que consistia num movimento internacional de educação e apoio dos trabalhadores e jovens.
A seguir estão os princípios da Escola Moderna:
1 – A educação da infância deve fundamentar-se sobre uma base científica e racional; em consequência, é preciso separar dela toda a noção mística ou sobrenatural;
2 – A instrução é parte da educação. A instrução deve compreender também, junto à formação da inteligência, o desenvolvimento do carácter, a cultura da vontade, a preparação de um ser moral e físico bem equilibrado, cujas faculdades estejam associadas e elevadas ao seu máximo de potência;
3 – A educação moral, muito menos teórica do que prática, deve resultar principalmente do exemplo e apoiar-se sobre a grande lei natural da solidariedade;
4 – É necessário, sobretudo no ensino da primeira infância, que os programas e os métodos estejam adaptados o mais possível à psicologia da criança, o que quase não acontece em parte alguma, nem no ensino público nem no privado
http://homenagemaferrer.blogspot.com
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Filmes em São Paulo
A Mostra Internacional de Cinema de São Paulo (Brasil), na sua 33ª edição, seleccionou 424 filmes de vários países, em exibição até ao dia 5 de Novembro, em diversas salas da cidade.
Nesta edição, o festival traz 2 filmes de inspiração anarquistas: “A Mulher do Anarquista” (Die Frau Des Aanarchisten) (2008), uma co-produção da Alemanha, Espanha e França, e “Louise Michel, A Rebelde” (Louise Michel) (2009), França.
Em "A Mulher do Anarquista" é retratada a Guerra Civil Espanhola, onde mais de um milhão de pessoas perderam a vida, dois milhões tornaram-se prisioneiros e meio milhão foram expulsas da Espanha.
Em "Louise Michel, A Rebelde", é retratada uma francesa revoltosa da Comuna de Paris que acaba condenada e presa, tornando-se uma resistente e educadora na prisão, mantendo o anarquismo como uma atitude moral e não tão-só como uma ideologia.
Nesta edição, o festival traz 2 filmes de inspiração anarquistas: “A Mulher do Anarquista” (Die Frau Des Aanarchisten) (2008), uma co-produção da Alemanha, Espanha e França, e “Louise Michel, A Rebelde” (Louise Michel) (2009), França.
Em "A Mulher do Anarquista" é retratada a Guerra Civil Espanhola, onde mais de um milhão de pessoas perderam a vida, dois milhões tornaram-se prisioneiros e meio milhão foram expulsas da Espanha.
Em "Louise Michel, A Rebelde", é retratada uma francesa revoltosa da Comuna de Paris que acaba condenada e presa, tornando-se uma resistente e educadora na prisão, mantendo o anarquismo como uma atitude moral e não tão-só como uma ideologia.
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