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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Cocktail Molotov

      O Cocktail Molotov é uma arma incendiária muito simples de fazer e acessível a todos.

      Atualmente é muito utilizada em protestos e guerrilhas urbanas mas já foi utilizada intensamente em guerras.
      A primeira vez de que há notícia da sua utilização é na Guerra Civil Espanhola de 1936/39 com o propósito de atacar os tanques mas veio a tornar-se famosa na Segunda Guerra Mundial, na Finlândia, também como arma anti-tanque contra o exército soviético.
      O nome advém de um diplomata russo de apelido Molotov.
      Para fazer uma arma destas basta utilizar um líquido inflamável, como petróleo ou gasolina, e eventualmente um outro qualquer agente, misturado, que melhore a aderência do combustível ao alvo.
      A mistura ou o líquido são inseridos numa garrafa de vidro e, no gargalo, é colocado um pano embebido no próprio líquido inflamável, que serve como pavio.
      Primeiro incendeia-se o pavio e uma vez a arder atira-se a garrafa contra o alvo que, atingindo-o, deve partir-se fazendo com que o líquido inflamável se espalhe, se incendeie e faça arder o alvo.
      Com a mistura pretende-se que a adesão do líquido ao alvo seja mais eficaz e que o líquido não se disperse muito, para o efeito usam-se habitualmente misturas de petróleo com sabão ou com óleo de motor, gasolina com clara de ovos, álcool e detergente, etc.


quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A Luta na Grécia

      Ontem, mais uma Greve Geral na Grécia, com fortes protestos e paralisação dos transportes aéreos, marítimos e ferroviários, o que reduziu a atividade económica ao mínimo em todo o país.

      Mais uma vez os gregos aderiram em massa a uma Greve Geral decretada para protestar contra o pacote de austeridade e duas reformas do mercado de trabalho aprovadas no Parlamento.
      Estima-se que mais de 100 mil pessoas tenham tomado as ruas de Atenas, participando em confrontos violentos com a polícia grega. Os distúrbios surgiram quando milhares de pessoas se reuniram no centro da cidade, na Praça Syntagma, próxima ao Parlamento, para protestar contra as medidas de austeridade e reformas.
      Gritavam: "Ladrões. Ladrões. Devolvam o dinheiro do povo", "Não pagaremos. Não pagaremos. Que seja a plutocracia que pague".
      Os polícias atacaram os manifestantes com gás lacrimogéneo e bombas de efeito moral e os manifestantes contra-atacaram com coquetéis molotov, pedras da calçada e outros objetos. Vários pequenos incêndios foram registados no centro de Atenas; carros de luxo, um veículo da polícia e a fachada de dois dos principais hotéis de luxo da capital grega foram atacados com bombas caseiras.
      Uma área do Ministério das Finanças foi incendiada com coquetéis molotov, bem como o primeiro andar de um edifício estatal na praça Syntagma.
      O ex-ministro dos Transportes e ex-comissário europeu, o conservador Kostis Hatzidakis, foi agredido pelos manifestantes quando caminhava por uma das avenidas do centro da cidade.
      Algumas dezenas de manifestantes tentaram ocupar o prédio do sindicato GSEE, que é controlado pelo partido PASOK (partido "socialista" grego, no poder) e que na prática apoia as medidas de austeridade.
      Próximo da reitoria da Universidade de Atenas, a cerca de 400 metros do Parlamento, os polícias foram recebidos com uma chuva de pedras e responderam com gás lacrimogéneo e cassetetes.
      Os confrontos entre os manifestantes e a polícia ocorreram corpo-a-corpo pelas avenidas e pelas ruas adjacentes da Universidade.
      Os manifestantes também atearam fogo a dezenas de contentores de lixo e partiram montras de lojas e agências bancárias.
      Em Tessalónica também houve enfrentamentos entre manifestantes e as forças da ordem em frente à sede da autoridade regional, ponto de concentração dos milhares de manifestantes.
      Vê fotos e vídeos na seguinte ligação:
http://athens.indymedia.org/front.php3?lang=el&article_id=1237676


quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Confrontos em Londres

      Milhares de estudantes e polícias britânicos enfrentaram-se hoje, com violência, junto ao parlamento em Londres, durante uma manifestação contra o aumento das propinas universitárias, no dia de votação pelos deputados da proposta governamental de aumento.

      Agentes da polícia a cavalo carregaram sobre uma das frentes da manifestação.
      O protesto começou nas ruas de Londres pelas 13 horas, rodeado por fortes medidas de segurança, com centenas de agentes de polícia equipados com capacetes e veículos estacionados nas ruas em redor.
      A multidão acabou por se concentrar na praça junto ao parlamento, onde a polícia acabou por formar um perímetro de segurança com polícia de intervenção e agentes montados a cavalo.
      Dos cartazes e palavras de ordem do início, os manifestantes mais tarde passaram a acender foguetes luminosos e a lançar objectos, aos quais a polícia respondeu com empurrões.
      Fora do perímetro de segurança, grupos de jovens discutiam formas de furar o cordão policial, mas os planos foram desfeitos pela chegada de mais agentes.
      Vários manifestantes foram detidos e pelos menos dois polícias ficaram feridos, um dos quais com gravidade.
      A maior parte dos participantes na manifestação eram alunos do ensino secundário, preocupados com o aumento das propinas e também com a violência policial.
      Recorde-se que governo britânico pretende subir o valor anual das propinas nas universidades das actuais 3290 libras (3840 euros) para 6000 libras (7000 euros) e, em alguns casos, para 9000 libras (10500 mil euros).
      Esta é já a segunda semana de protestos dos estudantes, que antes já tinham entrado em confronto com a polícia.
      Os aumentos acabaram por ser aprovados por 323 votos a favor e 302 contra.


segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Precários nos querem, Rebeldes nos terão

      Na passada quarta-feira um pequeno grupo dos “Precários Inflexíveis” realizou uma ação de apelo à Greve Geral do próximo dia 24 no interior de um dos “call center” de uma das principais instituições bancárias do país.

      Foi uma ação breve, mas que permitiu um contato com os trabalhadores.
      Durante a ação foi aberta uma faixa no local de trabalho, onde se podia ler “Não pisem mais o precário, Greve Geral dia 24 de Novembro!”.
      Com esta ação, os Precários Inflexíveis continuam um percurso de mobilização para a Greve Geral, fazendo-o junto de quem trabalha sobre as piores condições.
      Os trabalhadores dos “call centers” estão entre os mais explorados e mais chantageados. São policiados no seu local de trabalho, forçados a ritmos de trabalho desumanos, pressionados permanentemente, sem quaisquer condições ou direitos, com elevada rotatividade e salários muito baixos. O trabalho nos “call centers” é um exemplo flagrante de um modelo que se tenta impor e ameaça o conjunto da classe trabalhadora.
      Com este contato no próprio local de trabalho, pretendeu-se furar o muro de silêncio que deixa os direitos mais básicos à porta dos “call centers”, contribuindo para denunciar a sobre-exploração de milhares de pessoas que, quase sempre sujeitas aos negócios da subcontratação ou a contratos de trabalho muito curtos, sentem a ameaça permanente de perderem a sua ténue fonte de rendimentos.
      A exploração aqui é também sinónimo de coação, que reprime a organização destes trabalhadores, que põe todos os dias em causa os seus direitos, nomeadamente o direito à greve.
      Mais info na ligação permanente aos “Precários Inflexíveis” na coluna dos “Sítios a Visitar”, isto é, em: http://www.precariosinflexiveis.org/  

sábado, 23 de outubro de 2010

Ações em França

      A juventude francesa, que está sob repressão policial constante, expressa agora a sua raiva contra o sistema e especialmente contra a polícia. Houve alguns confrontos muito duros contra os agentes antidistúrbios em diversas cidades por toda a França e, especialmente, nos subúrbios de Paris.

      Num primeiro momento, o governo criticou os jovens por serem manipulados e disseram que o lugar deles era na sala de aula, não na rua. Mas como o governo aprovou uma lei há alguns anos na qual estabeleceu que os adolescentes podiam ser penalmente responsáveis pelos seus atos, a juventude respondeu que se eles tinham idade suficiente para ir para a cadeia com 13 anos, também podiam discutir política e manifestar-se nas ruas.
      Agora o governo está tentando incutir o medo dos "jovens delinquentes" que participam do movimento apenas para quebrar tudo e pela violência. Mas, na realidade, esses argumentos não funcionam muito bem (até agora) e as pessoas continuam apoiando o movimento.
      Os trabalhadores, em determinados setores estratégicos, como transportes, portos e transportes de combustível, essencialmente, mantém a sua greve e até mesmo aumentaram o seu nível de luta.
      Pelo menos dois terços dos depósitos de combustíveis foram deixados vazios (em parte pelo bloqueio, em parte porque as pessoas estavam com medo da escassez e correram para as bombas de gasolina... este sentimento irracional de pânico foi uma grande ajuda para os grevistas pela confusão que foi criada).
      A rede de abastecimento esteve prestes a entrar em colapso, o que levaria a um colapso total da economia, pelo que o próprio presidente decidiu enviar o exército e a polícia para interromper o bloqueio. Os trabalhadores decidiram evitar o confronto e continuar a luta por outros meios.
      Além disso, vemos o início da auto-organização em algumas áreas e cidades. Mesmo que isso ainda não tenha um caráter massivo pode ter um impacto significativo no movimento geral. Por exemplo, em Toulouse, o sindicato local da CNT-AIT, convocou assembleias populares. A razão destas assembleias populares foi para dar liberdade de expressão, para demonstrar que a política não é apenas para profissionais ou especialistas, para promover o pensamento crítico e a auto-organização.
      Durante as primeiras manifestações, estas assembleias reuniam apenas 50 pessoas, mas depois o número aumentou 10 vezes (300 no dia 2 de outubro, 500 no dia 12, entre 500 e 700 no dia 16).
      Essas assembleias populares foram organizadas com calma e determinação. Por exemplo, em 2 de outubro, quando a polícia exigiu que a assembleia fosse dissolvida, o público recusou-se e continuou reunido durante 3 horas ocupando o centro da cidade sem ser incomodado. Tudo pelo poder que dela emana. Isto resultou numa manifestação espontânea no centro da cidade.
      Este modelo organizacional está se expandindo; na Universidade de Mirail, cidades como Auch, Montauban, Figeac (onde existem outras secções da CNT-AIT) ou Poitiers (onde não há nenhuma).
      Sobre a repressão policial, em algumas cidades os antidistúrbios estão muito nervosos e agem com muita brutalidade. Na cidade de Caen dispararam à queima-roupa uma granada de gás lacrimogéneo no rosto de um manifestante. A lata de alumínio da granada incrustou-se no crânio, e teve a sorte de sobreviver. A CNT-AIT de Caen está em contacto com a família do manifestante.
      Em Montreuil, um subúrbio de Paris, um estudante foi atingido com um tiro de "flash" disparado pela polícia, o impacto na cara fez com que perdesse parte do rosto e pode perder um olho.
      Em muitas outras cidades, especialmente em cidades portuárias como St Nazaire, Le Havre, Boulogne foram registados fortes confrontos entre manifestantes e a polícia.
      Desde o início do conflito mais de 2000 pessoas foram detidas durante as diversas ações.
      Além dos embates mais espetaculares, muitas ações menores foram organizadas para tentar popularizar a ideia da greve geral. Por exemplo, em 13 de outubro a CNT-AIT participou num piquete em frente à fábrica da Peugeot em Aulnay para atrair outros trabalhadores para o movimento. Mas embora muitos trabalhadores simpatizem com a causa não se podem unir ao movimento devido às muitas dívidas que têm que pagar, dos empréstimos bancários de que se socorreram e não querem nem podem perder o seu salário. É por isso que se pensa noutro tipo de ações, como a sabotagem, interrompendo a produção, bloqueios económicos circulares, etc., por exemplo, na biblioteca da Universidade de Paris XIII, os trabalhadores estão em greve cada um em um dia diferente. Ao fazer isso, o sistema pára sem que os trabalhadores percam muito.
      Outras ações podem ser tomadas, por exemplo, camufladas, em Clermont Ferrand, a CNT-AIT local organizou durante a última manifestação um ato em solidariedade com os trabalhadores do Peru, em frente a uma loja da Zara.
      Hoje (sábado 23) começa uma semana de feriados nacionais, o governo espera que o movimento estudantil se esvazie e que o resto o siga.
      Veremos.


terça-feira, 28 de setembro de 2010

Censura Moçambicana

      Os recentes acontecimentos em Moçambique (no início deste mês), de revolta espontânea da população, manifestando o descontentamento com o poder governamental que não respeitou os interesses da população mais carenciada, teve como resultado violentas ações de rua (com 13 mortos) que paralisaram a capital moçambicana (Maputo) e vieram, por fim, a fazer retroceder o governo nas medidas que havia tomado, sendo uma vitória popular; estes acontecimentos tiveram origem (e continuidade) com mensagens de telemóvel (SMS) divulgadas a todos os utilizadores, de forma anónima.

      Na sequência dos acontecimentos, o governo moçambicano acabou por bloquear o envio de mensagens de telemóveis de forma a conter as manifestações, tendo as operadoras do serviço móvel alegado então que teriam tido problemas técnicos., nunca se admitindo a intervenção estatal.
      Agora, o ministro dos Transportes e Comunicações de Moçambique, Américo Muchanga, veio a público anunciar o fim dos cartões pré-pagos (recarregáveis) anónimos, isto é, em que se desconhece a identidade do utilizador, pelo que todos os moçambicanos que tenham cartões telefónicos sem identificação deverão obrigatoriamente registar-se, com bilhete de identidade e certificados de residência ou outros documentos válidos, bem como preencher um formulário já disponível, tudo até ao próximo dia 15 de Novembro, data após a qual, os números não identificados serão bloqueados.
      O ministro diz que a medida pretende “garantir proteção dos utilizadores e segurança das pessoas no geral, assim como de instituições que têm estado a ser roubadas e burladas com base no uso de cartões pré-pagos das duas operadoras móveis”, nunca se referindo ao acontecimentos deste mês, concluindo ainda que esta medida é “irreversível”.
      Dados governamentais indicam que 27% dos 21 milhões de moçambicanos usam serviços de telefonia móvel, isto é, cerca de 5 a 6 milhões de moçambicanos.


segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Bomba em Buenos Aires

      Uma bomba explodiu na madrugada do passado dia 16 num bairro comercial da capital argentina causando danos materiais nos escritórios das companhias aéreas “American Airlines” e “Alitalia”.

      Nas imediações foram encontrados panfletos assinados pelo grupo anarquista chileno “Teodoro Suárez” exigindo "a libertação de presos políticos e a autonomia dos territórios do povo Mapuche".
      Nos últimos meses, grupos anarquistas chilenos assumiram diversos atentados com bombas artesanais em Buenos Aires que causaram destroços, essencialmente, em escritórios e bancos.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Ações Diretas no Chile

      Durante a madrugada de 14 para 15 de agosto ocorreu uma grande operação policial, até com helicópteros da polícia, em Santiago do Chile, na qual se realizaram várias detenções e intrusões em diverss espaços libertários.

      Esta operação veio na sequência das muitas ações com artefactos explosivos na capital chilena, como o que ocorreu a 5 de agosto contra o restaurante “Tierra Noble” e cujo comunicado reivindicativo é o seguinte:
      «Mediante este comunicado reivindicamos el ataque al restorant Tierra Noble ubicado en Av. Nueva Costanera, comuna de Vitacura, el jueves 5 de Agosto a las 19:00 hrs.
      El propósito de esta acción fue atacar la propiedad y el entorno social del manda mas de los usureros de este país, Hernán Somerville. La suerte esta vez estuvo de su lado, por que de lo contrario el festín de los explotadores se hubiera visto truncado por una explosión de embergadura probablemente dejando varios heridos. No tenemos reparo en admitirlo, los burgueses son nuestros enemigos y contra ellos están dirigidos los ataques que los afectan cada vez más en su cotidianeidad. Como pueden ver ya no tienen lugares seguros, ni sus propias vidas se encuentran en este momento seguras.
      La cacería que ha tomado nuevos impulsos por los delirios del fiscal Peña no nos amedrenta en lo absoluto mas aún dándonos cuenta de la curiosa imaginación de este personaje que intenta por todos los medios demostrar algo que solo existe en su perturbada y deteriorada cabeza . Continuamos moviéndonos sin ningún peligro.
      Esta acción es también una muestra de solidaridad para con los presos políticos mapuche en huelga de hambre, la libertad y autodeterminación de su pueblo es inevitable.
      Marcelo Villarroel, Freddy Fuentevilla y Juan Aliste, su encierro solo agudiza más la incipiente guerra social!!!
      Banda Antipatriótica Serverino Di Gionanni»
      Quanto à ação no Bairro Viña del Mar, cujo artefacto explosivo foi desativado, foi publicado o seguinte comunicado:
      «Los perros guardianes de los ricos lo desactivaron, pero el mensaje es claro... estamos en guerra, guerra contra los ricos y el Estado, contra su sistema de explotacion que mercantiliza todo, y contra su sistema de control que buscan domesticarnos.
      Nos reimos en su cara... a pasos de la residencia presidencial atacamos y desaparecimos.
      Un saludo subversivo a los weichafe que resisten en el walmapu!
      Presxs del mundo a la kalle!
      Por la anarquía! Guerra al Estado y el capital!!!»

segunda-feira, 28 de junho de 2010

G20 Toronto 2010

      Este fim-de-semana (de 25 a 27 de Junho) decorreu em Toronto (Canadá) mais uma cimeira dos G20 (grupo que reúne os países mais ricos e os principais países emergentes), cimeira na qual se discute, anualmente, o futuro dos outros e de todos, sob a perspectiva económico-financeira.
      Como sempre, estas cimeiras são alvo de grandes protestos e, por mais que se reforce a força policial, o povo sempre os confronta. 
      Grandes áreas da baixa de Toronto tiveram a aparência de um estado policial, sendo reforçadas as forças em 5 vezes mais as que foram utilizadas no ano passado, na última cimeira, em Pitsburgh.
      Durante as marchas pacíficas organizadas por sindicados e ONG, centenas de anarquistas quebraram vidros de estabelecimentos de multinacionais, bancos, incendiaram viaturas da polícia e danificaram tudo por onde passavam.
      Abaixo estão alguns vídeos representativos desta última cimeira G20.









sexta-feira, 11 de junho de 2010

Últimas da Grécia

      No início desta semana, um coletivo chamado os "40 ladrões, mas sem Ali Babá", expropriou um supermercado da rede "My Market", no subúrbio ateniense de Egaleo.

      O material expropriado, essencialmente produtos de necessidades básicas, foi distribuído numa praça popular do bairro.
      Em Larissa, quatro anarquistas estão sendo processados por terem expropriado um supermercado, o julgamento deverá decorrer no próximo mês de dezembro.
      Em Tessalónica foi também ocupada a 12º escola primária. Esta escola é um amplo imóvel que estava abandonado há alguns anos naquela cidade.
      O objetivo desta nova ocupação é a criação de uma escola auto-organizada e libertária. Foi realizada uma jornada de apresentação do projeto e reabilitação do local, com a ajuda de inúmeros companheiros que participaram na limpeza e nas discussões sobre pedagogia libertária e numa festa.
      Compareceram no evento muitas pessoas, designadamente, vizinhos e crianças.
      Vê fotos no seguinte endereço:
http://athens.indymedia.org/front.php3?lang=el&article_id=1181532


quinta-feira, 6 de maio de 2010

Na Grécia

      A Grécia é atualmente o país onde o anarquismo se encontra mais organizado e é mais interventivo.

      Há quem considere a Grécia como um país que está em vias de um processo revolucionário.
      As manifestações e ações desenvolvem-se diariamente.
      Em baixo estão algumas fotos exemplificativas.





terça-feira, 13 de abril de 2010

Bomspotting na Bélgica

      Enfrentando o mau tempo e determinados a provar ao governo belga que não desistirão do seu sonho der ver uma Bélgica e um planeta livres de armas nucleares, no passado dia 3 de abril, cerca de mil ativistas antinucleares convergiram ao apelo da Vredesactie (campanha por um mundo livre do nuclear) para bloquear a base da Força Aérea belga de Kleine Brogel, no leste do país, onde os ativistas acreditam que há armas nucleares estadunidenses armazenadas.
      Apesar do número impressionante de militares, de polícias, dos quilómetros de barreiras, dos helicópteros e dos cães-polícia presentes para proteger a base militar e as bombas nucleares, os protestantes não ficaram impressionados nem intimidados.
      Centenas deles conseguiram entrar na base militar de Kleine Brogel e, desta forma, tentou-se mais uma vez denunciar o tratado internacional feito em 1970 que estipula que os estados que possuem armas nucleares não deveriam transferi-las para estados que não possuem armas deste tipo.
      "O armazenamento de armas nucleares e a formação de pilotos belgas para o uso dessas armas são uma preparação para crimes de guerra", disse um ativista da Bomspotting.
      Na ação, aproximadamente 300 ativistas da Bomspotting, foram presos, incluindo dois jornalistas. Eles foram fichados e libertados em seguida.
      A ação da Vredesactie foi amplamente apoiada por outros grupos belgas, como o Greenpeace.
      A base de Kleine Brogel é alvo de demonstrações anti-nucleares durante muitos anos. Acredita-se que mais de 200 bombas atómicas estão guardadas pelos Estados Unidos em países como a Bélgica, a Alemanha e a Itália.

      Mais info em:
      http://www.vredesactiediy.be/?lang=fr
      Em baixo está o vídeo da notícia e reportagem televisiva de uma televisão belga.

sábado, 13 de março de 2010

Lisboa 19 e 20 NOV – OTAN (NATO)


      No próximo mês de Novembro, nos dias 19 e 20 (sexta e sábado), decorrerá em Lisboa uma cimeira da OTAN (NATO).

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Greve Geral na Grécia

      Na Grécia não se fazem procissões pelas ruas; nas ruas combate-se com grande afinco.
      A Greve Geral desta semana tinha por objectivo denunciar a “Crise” que o povo tem sempre que pagar.

      Nos cartazes podiam ler-se frases como “Não seremos nós a pagar a crise dos ricos.” ou “O povo e as suas necessidades são mais importantes que os mercados.”

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Ação na Grã Bretanha

      Com a participação de quase mil pessoas de toda a Europa, no passado dia 15 de fevereiro, realizou-se com êxito a ação direta de bloqueio da sede principal do Sistema de Armas Atómicas (AWE na sua sigla em inglês), situada em Aldermaston, no Berkshire, a sudoeste de Londres.

      A ação prolongou-se desde o princípio da manhã até às 14 horas aproximadamente, com cortes no trânsito das ruas envolventes, bloqueios dos acessos da AWE e acorrentamento coletivo.
      A polícia britânica agiu com energia e teve que utilizar diversos instrumentos para cortar as correntes, tubos e outros utensílios que os manifestantes utilizaram para mostrar a sua determinação para acabar definitivamente com este símbolo de morte e desperdício que representam as armas nucleares.
      A polícia deteve 24 pessoas, mas elas foram libertadas aos poucos, cremos que sem problemas. Cinco pessoas conseguiram penetrar no complexo militar.
      «Este é o maior bloqueio feito desde há muitos anos e reflete o facto de que a maioria da população está contra que o Reino Unido possua armas nucleares» disse uma ativista, acrescentando que a «AWE é responsável pelo desenho, fabricação e manutenção da nova geração de armas nucleares do Reino Unido. Todos os milhões de euros mal gastos neste tipo de atividades deveriam ser investidos na sociedade, e em verdadeiros recursos que promovam e construam uma sociedade sem desigualdades e pacífica. São armas nucleares do Ocidente, armas nucleares da OTAN, armas de destruição massiva que também merecem ser destruídas porque colaboram para a manutenção da desordem mundial que tantas injustiças geram. Uma vez mais denunciamos como desde o nosso mundo rico e supostamente civilizado se prepara a destruição do resto. Uma vez mais, constatamos que a guerra está mais próxima de nós do que parece.», explica outro ativista antimilitarista.
      As imagens estão disponíveis em:
      http://www.flickr.com/photos/cnduk/

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Ação Direta em Santiago do Chile

      O grupo anarquista mexicano Frente de Liberação Total assumiu o ataque realizado há dois dias contra a Embaixada do México em Santiago do Chile.

      De acordo com o grupo o objetivo do atentado foi o de pedir a libertação de quatro detidos políticos no México.
      No blogue do grupo afirma-se que a iniciativa se inclui na “jornada de agitação anti-carcerária pelos companheiros presos no México e em todo o mundo”.
      A Frente de Liberação Total explicou que planeou a ação “de maneira rápida e certeira” e descreveu a ação da seguinte maneira: “já passava das 6 horas da tarde da quarta-feira na região burguesa da Escola Militar no bairro de Las Condes. Ali, com as nossas mãos e rostos cobertos, corremos contra a dita instituição. As janelas foram o nosso primeiro objetivo e partirmo-las com marteladas. Em seguida a bandeira mexicana foi descida do mastro e atirada para o chão. Para finalizar, lançamos bombas de tinta em toda a fachada e deixamos panfletos.”
      A comunicação social descreveu a ação, afirmando que um grupo de dez pessoas com capuzes vermelhos e pretos se posicionou em frente à embaixada e dali lançou garrafas com tinta, causando danos ao prédio. A polícia investiga o caso e analisa os vídeos da câmara de segurança.
      Na coluna dos “Sítios a Visitar” encontras a ligação para o sítio do grupo com a designação de “Liberação Total”.


quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

O Eco de Ravachol

      Foi num dia assim como o de hoje mas do ano de 1893 (há 117 anos) que saía à rua, na cidade espanhola de Sabadel (perto de Barcelona) o primeiro número do jornal intitulado “El Eco de Ravachol”.

      Com este título o jornal rendia homenagem e apropriava-se do ideário de Ravachol; célebre dinamitador francês que havia sido guilhotinado 5 meses antes.
      Saíram apenas 3 números nesse mesmo mês de Janeiro, tendo tais números valido ao seu director (Joaquin Pascual) a prisão.

      Ravachol foi um dos mais famosos anarquistas franceses, tornando-se, no seu tempo, o arquétipo do “anarquista lançador de bombas”, através das suas acções directas violentas contra o Estado francês.


quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Coragem Companheiros!

      Sante Gerónimo Caserio (1873-1894), foi um anarquista italiano que apunhalou o matou o presidente francês, com um único golpe.

      Sante mandou fazer um punhal de propósito para o acto, com cabo em cobre e listras intercaladas de veludo negro e vermelho.
      Em Junho, após um banquete, dirigindo-se o presidente francês, em carruagem aberta, a um baile de gala, Sante saltou para a carruagem e, de um só golpe, apunhalou o presidente, cravando o punhal entre o pescoço e o peito.
      No julgamento, Sante veio a ser condenado à pena de morte, por guilhotina, tendo recebido o veredicto com um grito de “Viva a Revolução”.
      As suas últimas palavrasa no trbunal foram:
      «Se os governantes podem usar contra nós espingardas, correntes e prisões, nós devemos, nós os anarquistas, para defendermos nossas vidas, devemos nos ater às nossas premissas? Não. Pelo contrário, a nossa resposta aos governantes será a dinamite, a bomba, o estilete, o punhal. Em uma palavra, temos que fazer todo o nosso possível para destruir a burguesia e o governo.»
      No cadafalso, segundos antes de morrer, Caserio gritou à multidão que assistia:
      «Coraggio compagni e viva l’Anarchia.» (Coragem Companheiros e viva a Anarquia [o Anarquismo]).
      Tinha 22 anos de idade.


sábado, 19 de dezembro de 2009

Cocktail Molotov

      O Cocktail Molotov é uma arma incendiária muito simples de fazer e acessível a todos.
      Actualmente é muito utilizada em protestos e guerrilhas urbanas mas já foi utilizada intensamente em guerras.
      A primeira vez de que há notícia da sua utilização é na Guerra Civil Espanhola de 1936/39 com o propósito de atacar os tanques mas veio a tornar-se famosa na Segunda Guerra Mundial, na Finlândia, também como arma anti-tanque contra o exército soviético.
      O nome advém de um diplomata russo de apelido Molotov.
      Para fazer uma arma destas basta com utilizar um líquido inflamável, como petróleo ou gasolina, e eventualmente um outro qualquer agente, misturado, que melhore a aderência do combustível ao alvo.
      A mistura ou o líquido são inseridos numa garrafa de vidro e, no gargalo, é colocado um pano embebido no próprio líquido inflamável, que serve como pavio.
      Primeiro incendeia-se o pavio e uma vez a arder atira-se a garrafa contra o alvo que, atingindo-o, deve partir-se fazendo com que o líquido inflamável se espalhe, se incendeie faça arder o alvo.
      A mistura pretende que a adesão do líquido ao alvo seja mais eficaz e que o líquido não se disperse muito, para o efeito usam-se habitualmente misturas de petróleo com sabão ou com óleo de motor, gasolina com clara de ovos, álcool e detergente, etc.































quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Julgamento de Manifestantes

      Estava marcado para começar na passada Segunda-feira (dia 7) o julgamento dos manifestantes detidos e identificados: 11, de um total de cerca de 500, que em 2007, no dia 25 de Abril (Dia da Revolução), realizaram uma manifestação anti-autoritária e contra o capitalismo, em Lisboa.
      Durante o percurso, os manifestantes atiraram tinta contra lojas, bancos e contra uma carrinha do corpo de intervenção da polícia, dirigindo alguns insultos aos polícias que responderam com uma carga policial e espancamentos.
      O Ministério Público deduziu acusações baseadas nos insultos e agressões à polícia.
      O julgamento decorre no Campus da Justiça de Lisboa.